segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dia de Consulta com a endócrino pediatra...

Hoje foi mais um dia de consulta com nossa amada Susana... 

Apesar das férias, Júlia deu uma melhorada nos controles nesse mês em relação a Dezembro, mas Susana resolveu dar uma modificada no nosso esquema de contagem de carboidratos x insulinoterapia...

Até hoje de manhã o nosso esquema era o seguinte:
0,5UI de novorapid para queimar 15g de CHO, mas só em glicemias acima de 150mg/dl durante o dia e 0,5UI de novorapid para queimar 25g de CHO em glicemias acima de 180mg/dl durante a noite... 
Lógico que se ultrapassasse a "cota" de CHO possivel por refeição, queimávamos o excesso de CHO consumidos independente da glicemia....

Agora ficou assim:
0,5UI de novorapid para queimar 12g de CHO com glicemias acima de 100mg/dl durante o dia e  0,5UI de novorapid para queimar 25g de CHO em glicemias acima de 150mg/dl durante a noite.

A correção glicêmica ficou a mesma coisa: 0,5 UI de novorapid para corrigir 50mg/dl durante o dia e 0,5 para queimar 100mg/dl durante a noite...

Já estava muito animada com a idéia de pensar em colocar a bomba de insulina na Julia e após essa consulta de hoje me animei até DEMAIS da conta....rsrsrsrsrsrsrsrs.... Com a supervisão e apoio de Susana, tudo fica diferente!!!!
Vamos refinar o controle de Julia para ver pensamos nesse caso daqui para o fim do ano....

Ela já passou de 1m de altura (finalmente!!!) e ganhou esse mês 600g a mais de peso... Mas nada fora do normal..... Afinal de contas, estamos em Janeiro, mês de férias!!!!!


domingo, 30 de janeiro de 2011

REDE TV: Diabetes tipo 1 pode estar com os dias contados

O novo estudo da Universidade do Sudoeste, do Texas, traz uma forma inusitada de combater a doença.



Fonte: http://www.redetv.com.br

sábado, 29 de janeiro de 2011

Tabela Glicêmica de Janeiro....

Legenda:
Em Branco 
Glicemias dentro da média esperada - entre 65 e 150 durante o dia e entre 65 e 180 durante a noite
Em Amarelo
Hipoglicemias - Abaixo de 65
Em Cinza 
Hiperglicemias entre 150 e 299
Em Vermelho
Hiperglicemias de 300 para cima

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Fiquei realmente emocionada!

Muito emocionante e gratificante receber um e-mail como esse que recebi de uma pessoa que admiro tanto e na qual deposito boa parte da esperança de um mundo melhor para a minha filha...
Obrigada Dr. Carlos Eduardo pelo carinho e atenção!!!!
Carolina,
 Acabei de entrar no seu blog e confesso que fiquei muito emocionado com a sua luta e com sua presteza de ajudar outras pessoas oferecendo informação.
Sem dúvida vou divulgar seu blog para os meus pacientes. Torço por você e pela Jujuba e quero que recebam minha energia positiva.
São em casos como o de vocês que a gente pensa em cada momento de nossas pesquisas.
 Grande abraço,
 Carlos Eduardo Barra Couri
USP- Ribeirão Preto





Dr Carlos Eduardo Barra Couri




PhD em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP Pesquisador da Equipe de Transplante de Células-tronco - USP - Ribeirão Preto. Pesquisas, prêmios e publicações internacionais sobre diabetes tipo 1 e terapia com células-tronco.

 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A cura para o diabetes tipo 1

Pesquisadores do Texas descobriram que bloquear a ação de um hormônio chamado glucagon é uma forma de fazer com que a doença passe a ser assintomática

O diabetes tipo 1 pode se transformar em uma doença assintomática, deixando o paciente livre da dependência à insulina. A potencial cura para a doença é bloquear a ação de um hormônio específico, o glucagon, segundo pesquisa doCentro Médico da Univerisdade do Sudoeste do Texas, nos Estados Unidos, publicada na edição de fevereiro do Diabetes.
A partir de experimentos com camundongos, os cientistas descobriram que a insulina se torna completamente supérflua e sua ausência não causa diabetes ou qualquer outra anormalidade quando a ação do glucagon é suprimida. O glucagon é um hormônio produzido pelo pâncreas, que impede que indivíduos fiquem com baixos níveis de açúcar no sangue. Na deficiência de insulina, em pessoas com diabetes tipo 1, no entanto, os níveis de glucagon se tornam inadequadamente altos e fazem com que o fígado libere quantidades excessivas de glicose na corrente sanguínea. Esta ação é contrária à insulina, que trabalha para remover o açúcar do sangue.
Segundo Roger Unger, líder do grupo de pesquisa, a insulina era, até então, considerada uma substância "toda-poderosa" sem a qual nenhum ser humano conseguiria sobreviver. "Este novo tratamento pode ser considerado muito próximo a uma 'cura'", diz o professor. O tratamento com a insulina tem sido a salvação para o diabetes tipo 1 (de origem genética, em que a pessoa depende da insulina para viver) em humanos desde que foi descoberto, em 1922. Mas mesmo que a insulina regule os níveis de glicose no sangue, ela não consegue restaurar a tolerância normal do organismo a essa substância. Já eliminando a ação do glucagon, a tolerância à glicose volta ao normal.
Experimentos
No estudo da Universidade do Sudoeste do Texas, os cientistas usaram camundongos geneticamente modificados para bloquear a ação do glucagon e testaram sua tolerância à glicose. O teste, que pode ser usado para diagnosticar o diabetes, diabetes gestacional e pré-diabetes, mede a capacidade do organismo de metabolizar, ou eliminar, a glicose da corrente sanguínea.
Os cientistas descobriram que os camundongos que produziam insulina normalmente, mas sem os receptores do glucagon, responderam normalmente ao teste. A mesma resposta foi percebida nos animais com as células produtoras de insulina destruídas – caracterizando diabetes. Ao mesmo tempo em que não sofreram ação da insulina ou do glucagon, não desenvolveram a doença.
"Estes resultados sugerem que, se não há glucagon, pouco importa se você tem insulina ou não", diz Unger. "Isso não significa que a insulina não seja importante. Ela é essencial para o crescimento e desenvolvimento do homem até a idade adulta. Mas nesta última fase, pelo menos no que diz respeito ao metabolismo da glicose, o papel da insulina é controlar o glucagon. E se você não tem glucagon, não precisa de insulina".
Agora, cabe aos pesquisadores encontrar uma maneira de bloquear a ação do glucagon no organismo humano. Será o fim do tratamento com insulina injetável em diabéticos tipo 1.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI205877-15257,00.html

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Moramos onde você passa as férias!!!!

Parabéns Maceió por ser 3° destino mais vendido pela CVC, perdendo apenas para as cidades de Porto Seguro (BA) e Natal (RN)!!!! Orgulho de ser Alagoana!!!!







Atualização 2011: Novos padrões da American Diabetes Association para cuidados de pessoas com Diabetes


Em janeiro de cada ano, a American Diabetes Association publica uma revisão dos padrões e recomendações para os cuidados médicos de pessoas com diabetes. Este nosso artigo resume os principais tópicos abordados na publicação Standards of Medical Care in Diabetes – 2011.




Critérios atuais para o diagnóstico do diabetes

Não houve modificações quanto aos critérios recomendados para o diagnóstico do diabetes em relação a 2010. Assim, os seguintes critérios foram revalidados para fins diagnósticos: A1C ≥ 6,5%; glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL; glicemia pós-prandial de 2 horas ≥ 200 mg/dL durante teste oral de tolerância à glicose, com a utilização de uma carga de 75 g de glicose em água; glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dL, na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia.

Rastreio para diabetes em indivíduos assintomáticos

O teste de rastreio para a detecção de diabetes tipo 2 (DM2) e para a avaliação do risco futuro para diabetes em pessoas assintomáticas deve ser considerado em adultos de qualquer idade que apresentem sobrepeso ou obesidade (IMC ≥ 25 kg/m2 e que apresentem um ou mais dos fatores de risco para diabetes. Em pessoas que não apresentem fatores de risco, os testes de rastreio devem ser iniciados aos 45 anos de idade.

Detecção e diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG)

Teste de rastreio para DM2 não diagnosticado deve ser realizado na primeira consulta de pré-natal nas gestantes com fatores de risco, utilizando critérios padrão para diagnóstico. Em gestantes cuja presença do diabetes é desconhecida, os testes de rastreio devem ser iniciados entre as semanas 24 e 28 de gestação, utilizando-se o teste oral de tolerância à glicose com 75 g. o diagnóstico de DMG é confirmado quando qualquer dos valores seguintes de glicemia for atingido: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL; glicemia pós-prandial de 1 hora ≥ 180 mg/dL; ou glicemia pós-prandial de 2 horas ≥ 153 mg/dL.

Deve-se reavaliar a possível persistência do diabetes entre as semanas 6 e 12 do período pós parto. Mulheres com história de DMG devem ser reavaliadas para a presença de diabetes a cada 3 anos.

Prevenção do diabetes tipo 2

Pacientes com tolerância diminuída à glicose, glicemia de jejum alterada e A1C entre 5,7% e 6,4% devem ser encaminhados para um programa de perda de 7% do peso corpóreo, associado a um aumento da atividade física para, pelo menos, 150 minutos/semana de atividade física moderada, como a caminhada, por exemplo.

A terapia preventiva com metformina pode ser considerada em pacientes com maior risco de desenvolver diabetes, tais como aqueles com múltiplos fatores de risco e progressão da hiperglicemia (A1C ≥ 6,0%) apesar das intervenções no estilo de vida.

Monitorização glicêmica

A automonitorização glicêmica deve ser realizada 3 ou mais vezes por dia em pacientes que utilizam múltiplas injeções diárias de insulina ou que utilizem bomba de insulina. Em pacientes com uso menos frequente de insulina ou que estejam apenas com terapia nutricional, a automonitorização pode ser um guia bastante útil para o sucesso da terapia.

É fundamental a educação do paciente quanto à prática adequada da automonitorização. A monitorização contínua da glicose (MCG) juntamente com esquemas intensivos de insulinoterapia podem ser úteis para a redução da A1C em pacientes com diabetes tipo 1 (DM1) após os 25 anos. Embora a evidência de redução de A1C seja menos expressiva para crianças, adolescentes e adultos jovens, a MCG pode ser útil para esses grupos.

Testes de hemoglobina glicada (A1C)

Os testes de A1C devem ser realizados pelo menos 2 vezes ao ano em pacientes com controle estável e na frequência de 4 vezes ao ano em pacientes com alterações na terapêutica ou que não estejam atingindo as metas glicêmicas recomendadas.

A utilização de testes rápidos para a avaliação da A1C no local de atendimento com a utilização de sangue capilar (por exemplo, o teste “A1C Now”) permite resultados em apenas 5 minutos e promove decisões mais precisas e mais pontuais sobre as alterações terapêuticas necessárias.

Metas glicêmicas em adultos

A redução da A1C para níveis abaixo ou ao redor de 7,0% demonstrou reduzir as complicações microvasculares e neuropáticas do diabetes e, se implementada logo após o diagnóstico de diabetes, pode também promover a redução, em longo prazo, da doença macrovascular.

Portanto, a meta de A1C para a maioria das pessoas adultas e não grávidas é de <7,0%. Metas menos rígidas de A1C podem ser apropriadas para pacientes com uma história de hipoglicemia severa, expectativa de vida limitada, complicações micro e macrovasculares avançadas, condições extensivas de comorbidades, entre outras.

Conduta na hipoglicemia

Glicose na dose de 15 a 20 gramas é o tratamento preferencial para indivíduos conscientes com hipoglicemia, embora qualquer forma de carboidrato que contenha glicose possa ser utilizado. Se após 15 minutos a glicemia não estiver normalizada, o tratamento deve ser repetido.

Tão logo a glicemia retorne ao normal é recomendado o consumo de uma refeição ou lanche para prevenir recorrência da hipoglicemia. O glucagon deve ser prescrito para todos os indivíduos significante de hipoglicemia severa. Não só os profissionais de saúde como também os familiares devem ser instruídos quanto à correta administração de glucagon.

Indivíduos com hipoglicemia não percebida ou um ou mais episódios de hipoglicemia severa devem ser orientados a aumentar suas metas glicêmicas para evitar a repetição dos episódios de hiperglicemia.

Indicações para a cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica deve ser considerada para adultos com IMC > 35 kg/m2 e diabetes tipo 2, especialmente se o diabetes e as comorbidades associadas forem de difícil controle através da terapia farmacológica e de estilo de vida. Pacientes com DM2 submetidos à cirurgia bariátrica necessitam suporte de estilo de vida e supervisão médica durante toda a vida.

Embora alguns estudos tenham demonstrados benefícios glicêmicos da cirurgia bariátrica em pacientes com DM2 e IMC entre 30 a 35 kg/m2, não há no momento evidência suficiente para uma recomendação genérica deste tipo de cirurgia em pacientes com IMC < 35 mg/m2, exceto em condições experimentais de estudo clínico.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Como se escreve...?

Recebi esta mensagem hoje do meu marido e não podia deixar de compartilhar...
Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do Jardim de Infância pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam. 
Joey desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do círculo, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora. 
Professora, como a gente escreve...? 
Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula. Joey dobrou o papel e o guardou no bolso. 
Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho. 
Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela. 
Mamãe, como a gente escreve...? 
Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta. - Foi a resposta dela. 
Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso. Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai. 
Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai. 
Papai, como a gente escreve...? 
Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta. 
O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho, enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. 
Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo. 
Os anos rolaram... 
Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse: 
Este aqui é você, papai! 
A garota também riu. O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo. 
Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou: 
Eu volto logo! 
E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou: 
Papai, como a gente escreve amor? 
Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia: 
Amor, querida, amor se escreve com as letras t...e...m...p...o. 
* * * 
Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive. 
Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição. 
Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...bom, o tempo é uma questão de escolha

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Bodas de Lã...


Hoje eu e Marcos estamos fazendo bodas de Lã, 7 anos de casados dos 17 anos que estamos juntos!!!!

Íncrivel que mesmo depois de tantos anos de convivência é que descobrimos que é com as dificuldades que conhecemos verdadeiramente as pessoas...

Eu achava que o conhecia bem, mas depois de todos esses probleminhas que passamos, descobri nele uma sensibilidade e uma força para superar os obstáculos que não sabia que existia... Acho que nesses anos de diabetes conheci este lado oculto do meu marido... 

Eu sabia que ele seria um bom pai, mas pós diabetes descobri que ele é muito mais que isso... É um pai excepcional que me substitui em toda e qualquer situação, que faz questão de participar de todas as etapas e descobertas da vida de nossa filhota.... Muito mais que muitas mães que vejo por aí...
Sabia que era um bom marido, mas hoje ele é muito mais que isso... É mais companheiro, mais humano, mais participativo, mais sensível,  mais homem!!! Mesmo com as faltas de tempo um para o outro, com os cansaços e noites mal dormidas, com os estresses das taxas, com as discussões diárias sobre o que fazer ou não com o dia da Julia, o amor cresceu e amadureceu muito!!!!! E está muito mais seguro e especial!!!!

Amor, obrigada por toda força, todo companheirismo e toda a dedicação!!!!

Te amo!!!!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Mensagem muito especial!!

Na vida, por diversos motivos sempre cruzamos com pessoas especiais e que tem o nosso carinho "de graça" e também que passamos a confiar bastante... Assim aconteceu com as professoaras da julia desse ano que passou...
Olha só que mensagem Linda que uma dela, a Tia Keylla deixou para nós:
"Ai que saudade da Juju!!
Saibam que vcs foram muito especiais pra mim em 2010 e sempre serão. To morrendo de saudade das brincadeiras, traquinagens, risadas e tudo o que passamos juntos durante todo o ano. Juju é uma menina fantastica incrivelmente dedicada e carinhosa,sentirei imensa falta de tudo que vivemos mas com a certeza que a vida se encarregará de cruzar novamente os nossos caminhos, do mesmo jeito que fez em 2010...
Juju obrigada por tudo o que vc me ensinou... Da nossa sopa de pedra, das jogadas de baralho, da toalhinha da Marie, das brincadeiras de esconde esconde quando ficavamos só nós (que a tia livia não saiba,  kkkkkkkkkkkkk) .... Te amooooo!!!
Lina, obrigada pela confiança, pela amizade pelo carinho e principalmente pela Juju que é tão perfeita aos olhos de Deus....
Amo vcs!!
Tudo de melhor sempre..............
Saiba que estão em meu coração!!!
Tia keylla" palhacinha"
Muito gratificante ver que minha filhota está sendo cuidada por pessoas tão especiais....

Eu é que agradeço Tia Keylla por tanto carinho, amor e dedicação que vocês tem com nossa Júlia!!!!!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

DIABULIMIA

Já tinha ouvido falar que existia um disturbio alimentar em pessoas diabéticas que se chamava de DIABULIMIA,  que basicamente consiste em diabéticos que deixam de tomar insulina ou diminuem as suas doses, com o objetivo de emagrecer, e já tinha até falado um pouco sobre isso aqui no blog, mas nunca tinha lido um depoimento de alguém que tinha tido... Então compartilho com vocês alguns pedaços desse depoimento que li no Blog da Doce Vida ... 
Desde que me entendo por gente que tenho que fazer dieta e sei o quanto é difícil chegar no peso ideal (coisa que até hoje tenho mas ainda não consegui) e como muitos também já tentei fazer algumas loucurinhas para conseguir emagrecer, como tomar sibultramina e algumas outras "gororobas" a mais.
Fiquei realmente um pouco chocada com esse depoimento, pois essa menina colocou sua vida realmente em risco, e com uma atitude realmente tramada e pensada....
Que Deus me dê luz suficiente para saber guiar a minha filha e dê responsabilidade suficiente a ela para que ela nunca passe uma situação como essa... 
Eu tive Diabulimia
Olá, sou Luciana e logo que fiquei diabética, em 1988, minha vida mudou.
Dois meses depois de diagnosticada comecei a comer exageradamente e, para compensar os abusos alimentares, tomava insulina para compensar.
Fazia isso sempre escondida das pessoas, pois àquela época, o tratamento do diabetes resumia-se a 2 doses de NPH diárias. O uso de insulina Regularera exporádico e feito apenas para corrigir glicemias muito acima do normal.
À época não havia insulinas lispro, aspart, glargina e outras tantas, tampouco contagem de carboidratos e tratamento com doses múltiplas de insulina.
Não demorou para que eu engordasse. Com 1,53 cheguei a 69.9 kg . Seis meses depois de diagnosticado o diabetes, lembrei do quanto havia
emagrecido antes de descobrir a diabetes.
Decidi, desta maneira, abandonar, temporariamente, as doses de insulinapara emagrecer (sem deixar de comer qualquer coisa). Depois, voltaria a tomá-las.
Doce, ou melhor, amargo engano.
Emagreci, mas não consegui parar com o comportamento alimentar errado. Até tentava. Mas um simples erro na alimentação, uma simples hipoglicemia que exigisse a ingestão de alimentos açucarados deixavam-me completamente apavorada com a idéia de engordar.
E, mais uma vez, abandonava ou diminuía as doses necessárias de insulina. Era tentador poder comer a vontade e estar sempre magra, mas também assustador. Por infinitas vezes chorei ao deitar, com medo do futuro, desesperada com as conseqüências que chegariam se eu não mudasse de comportamento.
O problema maior é que tal comportamento afetava toda minha vida: estudos, namoros, amizades, projetos. Tinha dificuldade em perseverar nas coisas, pois aquela que deveria ser a tarefa mais simples (cuidar de mim) parecia impossível. Imagine então as demais. Tornei-me uma menina muito brava, estressada, teimosa, deprimida e com a auto-estima extremamente baixa. Nas épocas em que conseguia cuidar do diabetes, comia exageradamente e acabava engordando. Não demorava muito tempo para abandonar as doses de insulina (sem deixar de me alimentar exageradamente) para emagrecer.
Busquei os mais diferentes médicos, mas nunca, quaisquer deles falaram especificamente sobre o que eu passava. Limitavam-se a me dizer que eu deveria ter força de vontade e que se eu continuasse a fazer o que fazia, iria me arrepender. Depois de tal discurso buscavam me tratar da mesma forma como eram tratados os demais pacientes. Nunca ouvia falar que alguém agia igual a mim, então imaginava ser a única pessoa do universo a passar pelo que passava.
Foram anos de psicoterapia, mas nada de melhorar naquilo que mais necessitava…cuidar de meu diabetes.
Em 2000, ou seja, 12,5 anos após a descoberta do meu diabetes tive a grande felicidade de participar de um grupo de jovens com diabetes da ADJ-SP. Minha vida a partir de então começou a mudar. Nesse encontro tive a oportunidade de conhecer uma menina (F) que, abertamente, falou pelo que passava. Juro que pensei ser eu falando. As mesmas dificuldades, o abandono da insulina para ficar magra e a profunda tristeza por fazer isso. Fiquei paralisada, emocionada. Descobri que eu não era a única pessoa do mundo. Pela primeira vez falei abertamente e, sem vergonha, sobre as coisas que eu fazia. Aquilo foi uma grande libertação.
Não bastasse isso, acabei conhecendo, neste mesmo acampamento, um rapaz também com diabetes com que namorei e me casei. Desde o começo ele soube das minhas dificuldades e foi, ao mesmo tempo, firme, exigente e carinhoso comigo.
Futuramente conheci (N), que também tinha o mesmo problema. A abertura sobre mim, a ajuda diária de uma pessoa da família (marido), além de trabalhos nos quais passei a me envolver para auxiliar pessoas com diabetes (tais trabalhos contaram sempre com o apoio e auxílio da Farmácia da Sete – que é uma farmácia especializada em diabetes na minha cidade) foram fundamentais para que a diabulimia fosse embora.
Hoje cuido de meu diabetes com tranquilidade, alimento-me normalmente e nunca mais engordei. Minhas hemoglobinas glicadas no ano de 2010 foram todas inferiores a 7 (antes de 2000 muitas delas foram superiores a 15). O casamento acabou, mas isto em nada afetou meu controle e cuidados com o diabetes.
Em 2009 é que soube que o problema que eu tinha se chamava diabulimia (aliás, soube também que ela somente foi reconhecida como transtorno alimentar em 2006). Resolvi pesquisar e percebi que a Joslin, trata de tal situação como um problema grave. Ao ler sobre isso, chorei durante horas. Soube, então, que não éramos somente Eu, F e N, mas nós e muitas outras meninas e mulheres (de diferentes locais do mundo que sofrem ou sofreram com isso) e de como tal problema precisa de um tratamento especial. Com todo respeito aos infinitos psicoterapeutas, mas a diabulimia não se trata apenas em um divã ou em conversas em uma cadeira (e olha que sou formada em psicologia).
O acompanhamento médico é essencial, mas não suficiente. É fundamental uma mistura integrada de tratamento médico, auxílio familiar (a família deve ser educada e ensinada a lidar com pessoas com diabulimia), convivência e trabalhos na área dediabetes, troca de experiências e, se possível, convivência com uma pessoa que já passou pelo problema e o superou.
Caso você seja uma pessoa com diabetes que passa pelo que eu passei, saiba que o quanto antes você procurar por ajuda, mais rapidamente será possível sair desse problema (e, preferencialmente, antes que as complicações apareçam). Assim, deixo meu email para que entre em contato comigo, caso tenha vontade ludottis@hotmail.com
Um grande abraço e boa sorte.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Blog sobre CONTAGEM DE CARBOIDRATOS!!!!

Finalmente Chegou o dia do lançamento do nosso novo blog!!!!
Sempre sentimos muita falta de uma tabela de Carboidratos que fosse mais completa que as já existentes no mercado, então juntamos nossas forças e conseguimos reunir a maior quantidade de informações de CHO de alimentos que já tinha visto!!! 
Obrigada meninas (Nicole, Nathália, Sarah e Dani) pela companhia dessas semanas e das tantas outras que ainda estão por vir!!!
Esperamos de verdade que o blog ajude muita gente assim como já está nos ajudando... 


Amanhã tem NOVIDADES!!!!!!

Após algumas semanas de muitas comunicações entre "Doces amigas" e muita, mas muita pesquisa, Amanhã sairá, quentinha, direto do forno uma grande novidade para nossos amigos diabéticos... 

Aguardem!!!!!

S.O.S Mais Você: Doutor Guilherme Furtado tira dúvidas sobre diabetes

Não é muito o MEU tipo de tratamento com Julia, pois ela pode Sim comer tudo o que está na mesa da Ana Maria Braga, só que nas sua medidas certas e fazendo a contagem de carboidratos necessária... Mas vale a pena assistir...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

As soluções para os problemas mais comuns

Como nossas vidas e a vida de nossas crianças não pe só feita de Diabetes, Recebi esta reportagem por e-mail e estou compartilhando com vocês, Mamães e Papais ...

Dor de ouvido, brotoeja, febre, diarreia... Listamos os inconvenientes mais comuns que podem incomodar seu filho durante uma viagem e indicamos como solucionar cada um deles
Alergias
 Causas: alimentos, picadas de inseto e medicamentos.
Orientação: ouvir o médico da família ou, em caso de reações mais severas, procurar pronto-socorro ou posto médico. 
Medicação: antialérgico.
Brotoejas 
Causas: calor intenso e excesso de transpiração. 
Orientação: manter a criança sempre fresquinha. 
Medicação: creme protetor, sem cortisona, indicado pelo médico da criança.
Dor de dente 
Causa: agravamento de cáries ou nascimento de dentes. 
Orientação: dar mordedores gelados para bebês com dentinho nascendo. 
Medicação: analgésico.
Dor de ouvido 
Causas: mudança de altitude e águas contaminadas. 
Orientação: para desconforto com compressão/descompressão, no caso de um bebê de colo, basta oferecer a chupeta ou uma mamadeira com água. Em caso de otite, tratar dor e febre conforme recomendação médica e procurar por ajuda em postos médicos ou hospitais. 
Medicação: analgésico, antitérmico e, se um médico prescrever, antibiótico.
Enjoo de movimento 
Causa: deslocamento do carro. 
Orientação: ensinar a criança a respirar fundo e baixar um pouco a cabeça, ou olhar apenas para frente. 
Medicação: em casos recorrentes, ministrar antiemético 40 minutos antes da viagem, com orientação médica.
Febre 
Causas: infecções. 
Orientação: monitorar a temperatura do corpo com termômetro e intervir conforme orientação médica prévia. Banho morno, quase frio, ajuda a baixá-la. Procure ajuda médica em caso de febres altas, persistentes e resistentes a medicamentos ou acompanhadas de vômitos e dor de cabeça. 
Medicação: antitérmico.
Ferimentos 
Causas: cortes e arranhões. 
Orientação: lavar com água e sabão em casos leves. Diante de lesões profundas, use água fria e sabonete neutro, estanque o sangue com pano limpo e siga para um pronto-socorro. 
Medicação: antisséptico.
Fraturas 
Causas: quedas, torções e impactos em geral. 
Orientação: imobilizar o membro com suspeita de lesão com tala de madeira envolta por tiras de pano ou toalha e ir direto para pronto atendimento médico. 
Medicação: analgésico e/ou anti-inflamatório com prévia orientação médica.
Gastroenterite 
Causas: água contaminada ou alimentos mal lavados. 
Orientação: tratar a febre, hidratar e adotar dieta leve com maçã, banana-prata, bolacha de água e sal, gelatina e biscoito de polvilho. 
Medicação: antitérmico.
Picadas leves 
Causas: mosquitos, pernilongos e borrachudos. 
Orientação: em caso de reação leve, como inchaço e vermelhidão, lavar com água e tratar. 
Medicação: pomada antialérgica ou, em casos mais agudos, sob orientação médica, antialérgico oral.
Picadas venenosas e dolorosas 
Causas: formigas, abelhas e aranhas. 
Orientação: retirar o ferrão do inseto o quanto antes e tratar. Seguir para pronto-socorro caso suspeite de algo mais grave. 
Medicação: pomada antialérgica.
Queimadura 
Causa: fogo, eletricidade, superfícies quentes ou líquidos ferventes. 
Orientação: jogar água fria no local, imediatamente. Nunca passar gelo, manteiga ou pasta de dente no ferimento, tampouco furar bolhas ou tentar arrancar roupas grudadas na região lesionada. Se a queimadura for profunda, resfriar a área com panos limpos e úmidos, e procurar ajuda médica. Tratar conforme recomendação médica. 
Medicação: pomada contra queimadura, indicada por seu médico.
Vômitos e diarreia 
Causa: bactérias e viroses. 
Orientação: ingerir água aos poucos para evitar desidratação. Se a perda de líquido prosseguir, remediar a desidratação e dirigir-se a um pronto atendimento. 
Medicação: antiemético, soro caseiro (1 litro de água filtrada, 2 colheres das de sopa de açúcar e 1 colher das de sopa de sal).
Fonte: http://bebe.abril.com.br

Mitos e verdades sobre diabetes

Reportagem muito interessante da Sabor & Vida Diabéticos com algumas respostas para algumas perguntas que nos fazem muito por aí.....

Para mostrar o que é e o que não é cientificamente comprovado quando o tema é diabetes, consultamos importantes especialistas no assunto.
Flávia Benvenga
O diabetes costuma incitar uma chuva de “verdades”do tipo “a pessoa está marcada;não pode levar uma vida normal; jamais comerá um doce”; e por aí vai... A realidade, felizmente, é muito diversa. A cada dia os avanços da medicina propiciam uma melhor qualidade de vida ao diabético e apontam, definitivamente, que o portador da doença, quando bem controlado, pode viver de forma saudável, alegre, e até saborear um bom vinho ou se deliciar com uma fatia de bolo.

Para mostrar o que é e o que não é cientificamente comprovado quando o tema é diabetes, consultamos importantes especialistas no assunto.

Entre eles estão endocrinologistas, cardiologistas e nutricionistas, que esclarecem a seguir as principais dúvidas suscitadas pela doença. Confira!


Existe diabetes emocional.

Mito Em pessoas que já têm predisposição genética, as emoções podem ser um fator desencadeante ou agravante de um estado diabético. Mas o diabetes é uma doença orgânica e não emocional.

Insulina engorda.

Verdade Trata-se de um hormônio anabólico por excelência, que promove um aumento dos tecidos gorduroso e muscular. Por isso, a insulina tem a capacidade de aumentar a gordura, principalmente nos indivíduos que estão muito descompensados e vinham emagrecendo com a doença.

Existem frutas proibidas para o portador de diabetes.

Mito O diabético pode ingerir todo tipo de fruta. O que se recomenda é consumir de 3 a 4 porções, uma por vez. O tamanho da porção varia conforme a fruta: uma porção de abacaxi, por exemplo, corresponde a uma fatia média de 100 g.

Diabetes pode determinar problemas de colesterol e triglicérides altos.

Verdade A resistência à insulina induz o organismo a elevar moderadamente a concentração de triglicérides no sangue e diminuir a de colesterol bom (o que tira a gordura da circulação).

Já a quantidade de colesterol ruim, que é a gordura mais importante quando se fala em doenças cardiovasculares, não costuma ser elevada. Porém, o diabético deve ter índices de colesterol LDL menores do que os dos não-diabéticos, ou seja, sempre abaixo de 100 mg/dL.

Mães diabéticas costumam ter bebês grandes.

Verdade Geralmente, as mulheres diabéticas, tanto as tipos 1 e 2 como as gestacionais, dão à luz crianças com mais de 4 kg, principalmente se não controlarem a doença durante a gestação.

Mãe portadora de diabetes terá filhos diabéticos.

Mito Mães diabéticas não transmitem a doença para o bebê. Mas o descontrole glicêmico pode levar ao aborto e à má formação.

A gravidez pode precipitar o aparecimento de diabetes em mulheres predispostas.

Verdade A incidência de diabetes gestacional é de 2% do total de grávidas e, destas, apenas uma em cada dez sabia ter diabetes antes de engravidar. Por isso, todas as mulheres devem fazer o teste de glicemia e a curva glicêmica conforme orientação médica.

O portador de diabetes pode consumir bebidas alcoólicas.

Verdade O que mais influencia na questão do álcool é o controle do diabetes. Se a glicemia está dentro dos limites (até 99 mg/dL), o diabético não precisa se privar. Segundo a ADA (Associação Americana de Diabetes), o consumo máximo diário de bebida alcoólica para os homens deve ser de até duas doses de álcool (30 ml) — o equivalente a duas taças (de 125 ml cada) de vinho tinto — e até uma dose (15 ml) para mulheres. É fundamental também tomar cuidado para não ocorrerem episódios de hipoglicemia após a ingestão de álcool. Enquanto o fígado não eliminar todo o álcool, a glicose não será produzida e a queda da concentração de glicose, nessa fase, pode levar à hipoglicemia. Por isso, para prevenir uma crise, é preciso consumir bebida alcoólica junto com a refeição ou após um lanche. Dessa forma, a absorção do álcool é retardada.

O diabetes pode levar à cegueira.

Verdade Existe a possibilidade de o diabético ficar cego quando a doença é mal controlada por um tempo prolongado — cerca de 15 a 20 anos.

O diabético não precisa fazer atividade física.

Mito É consenso que o portador de diabetes precisa fazer atividade física — como caminhar, nadar e pedalar – regularmente, no mínimo 30 minutos, três vezes por semana, para preservar sua saúde. O ideal são cinco vezes por semana ou, melhor ainda, todos os dias. Isso porque o exercício físico ajuda a reduzir a concentração de glicose no sangue e melhora a ação da insulina, além de diminuir o colesterol, os fatores de riscos cardiovasculares e o peso corporal. Também proporciona sensação de bem-estar e aumenta a circulação periférica, melhorando as condições dos pés.

O portador de diabetes precisa controlar a glicemia diariamente.

Verdade A recomendação é que, dependendo do estado em que o paciente se encontra, o controle se ja feito o maior número possível de vezes. Isso porque, quanto mais vigiada a glicemia, mais apta a pessoa fica para corrigir eventuais variações causadas pela ingestão de determinados alimentos. No caso dos diabéticos tipo 2 controlados, alguns médicos costumam aceitar que o paciente faça a ponta de dedo apenas três vezes por semana por causa do alto custo do tratamento, mas o ideal é que ele meça a glicemia diariamente. No caso do diabético tipo 1, em compensação, o teste capilar deve ser feito pelo menos quatro vezes ao dia.

Emagrecer rapidamente é sinal conclusivo de que a pessoa está diabética.

Mito O emagrecimento rápido pode ou não ser indício de diabetes, porém é um dos sinais mais freqüentes em jovens e crianças — em alguns adultos também. O diagnóstico do diabetes é realizado por meio da avaliação de sintomas como o emagrecimento associado a uma dosagem elevada de glicose no sangue. Indivíduos diabéticos com insuficiente produção de insulina podem não aproveitar o alimento ingerido e perder açúcar pela urina, o que pode levar ao emagrecimento.

É considerada diabética a pessoa com valor de glicemia em jejum igual ou maior a 126 mg/dL, em dois exames de sangue diferentes.

O diabetes gestacional some após o nascimento do bebê.

Verdade A doença desaparece após o parto. Porém, trata-se de um alerta para que a mulher esteja atenta à sua glicemia, pois um bom número delas costuma desenvolver diabetes no futuro. Mães que continuam diabéticas após o nascimento do bebê, em geral, já eram portadoras da doença antes de engravidar.

Adoçantes fazem mal à saúde.

Mito O diabético deve usar o adoçante dietético porque não possui a sacarose.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, os adoçantes dietéticos não colocam em risco a saúde do consumidor se forem ingeridos em doses pequenas. A quantidade máxima de edulcorante que uma pessoa, diabética ou não, pode ingerir de forma segura diariamente varia conforme o produto.
É a chamada IDA (Ingestão Diária Aceitável). A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) garante que um adulto com 60 kg pode ingerir com segurança até 2.400 mg de aspartame por dia. Isto é, o equivalente a 48 envelopes de 1 g de um adoçante dietético com 5% de aspartame.

O diabético deve controlar a ingestão de carboidratos.

Verdade O diabético precisa comer alimentos com esse nutriente, por ser a principal fonte de energia para o organismo, mas é fundamental respeitar as quantidades: de 50% a 60% do total de calorias diárias. A escolha deve ser feita entre aqueles chamados de carboidratos complexos, provenientes dos grãos, dos cereais integrais, dos pães, do arroz, do feijão, entre outros, que levam mais tempo para serem quebrados. As dietas ricas em carboidratos simples, como o açúcar refinado e os doces, elevam rapidamente a glicose no sangue.

Diabéticos não podem ingerir açúcar.

Mito O portador de diabetes não deve consumir açúcar puro (branco, mascavo, cristal etc.), pois ele eleva muito rapidamente a glicemia e isso pode ser perigoso para o sistema cardiovascular, especialmente em pessoas descompensadas — a hiperglicemia acelera o surgimento de complicações decorrentes do diabetes. Mas, segundo a ADA, evidências científicas têm demonstrado que os demais carboidratos afetam a glicemia similarmente ao açúcar quando ingeridos em quantidades semelhantes. Quer dizer, os estudos apontam que a quantidade total de carboidratos nas refeições ou lanches é mais importante do que o tipo ou a fonte. Por isso, se o açúcar for ingerido em substituição a um outro tipo de carboidrato, a dieta não comprometerá o tratamento. O problema é que nem todos fazem essa substituição. Além disso, o açúcar só é liberado para o diabético que mantém a taxa de glicose dentro dos níveis normais (de 80 a 99 mg/dL, em geral).

O portador de diabetes pode ficar longos períodos em jejum.

Mito O diabético pode ficar até quatro horas sem comer, sendo que o ideal é alimentar-se com porções pequenas de três em três horas. A boa regra a seguir é: três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e três lanches (manhã, tarde e noite). Durante o sono, quando o organismo está praticamente inativo, esse intervalo de jejum pode ser mais longo.

O diabético precisa ter cuidado com seus pés.

Verdade Por ser um dos pontos mais vulneráveis do diabético, é necessário ter uma atenção diária com os pés, ou seja, verifi car a pele, as unhas, a presença de micoses entre os dedos, calos, bolhas e rachaduras, com o objetivo de prevenir a instalação de infecções que podem ter conseqüências sérias.

Diabetes tem cura.

Mito Embora haja casos de obesos que normalizam a glicemia ao reduzirem o estômago e experiências com diabéticos tipo 1 que recuperam a função da célula beta do pâncreas, após enxerto de células-tronco do próprio corpo (transplante de ilhotas), a medicina ainda considera o diabetes uma doença sem cura.

Todo diabético precisa tomar insulina.

Mito Na maioria dos casos de diabetes tipo 1 é necessário utilizar insulina, e 30% dos diabéticos tipo 2 poderão lançar mão da insulina em alguma fase da vida com o objetivo de melhorar o controle do diabetes. Existe ainda uma minoria de diabéticos tipo 2 que passa a necessitar de insulina a vida toda.

O diabetes pode lesar os vasos sangüíneos.

Verdade O diabetes pode lesar todos os vasos do corpo quando descontrolado. A doença atinge principalmente as artérias dos membros inferiores, do coração e do cérebro, podendo levar ao derrame ou ao infarto do miocárdio. Mas o excesso de glicose no sangue pode também causar danos nos vasos dos rins, dos olhos e do sistema nervoso central.

Consumir aspartame causa câncer.

Mito Após receber uma série de solicitações de esclarecimento a respeito do uso do aspartame, em janeiro de 2006 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou um informe técnico garantindo a segurança do uso desse edulcorante. Segundo o órgão, “existe consenso entre inúmeros comitês internacionais sobre a segurança do aspartame”.

O diabético pode comer à vontade os produtos “diet”.

Mito Nenhum alimento pode ser consumido de forma exagerada. Isso também se aplica aos produtos dietéticos. Alguns alimentos dessa categoria apresentam na sua composição redução ou ausência de açúcar, glicose ou frutose e, muitas vezes, com redução das calorias totais. Mas contêm também carboidratos, proteínas e gorduras, que devem ser observados, anotados e computados no total calórico quando forem ingeridos. Por isso, não podem ser consumidos livremente.

O diabetes tipo 2 é transmitido geneticamente.

Verdade O diabetes tipo 2, que representa mais de 90% dos casos, costuma aparecer depois dos 40 anos e tem um componente genético muito importante. Por isso, quem possui parentes acometidos pelo diabetes tipo 2 deve fazer exames regulares em jejum ou duas horas após a refeição para detectar precocemente a doença e fazer o tratamento necessário.

Tomar chá de pata de vaca e ingerir fibra de maracujá fazem bem ao portador de diabetes.

Mito Por enquanto não existe comprovação científica sobre os efeitos desses alimentos.

O consumo de doces leva ao diabetes.

Mito O que provoca o diabetes tipo 2 é o aumento de peso aliado a uma predisposição genética. Por isso, os maus hábitos alimentares e o excesso de açúcar podem contribuir para o desenvolvimento da doença.
Em contrapartida, o emagrecimento, a atividade física e a medicação adequada podem conter o avanço do diabetes tipo 2. No caso do diabetes tipo 1, os médicos desconhecem a causa precisa, mas sabem que é genética e não comportamental.



CONSULTORIA: endocrinologista Arual Augusto Costa, co-autor do livro “Manual de Diabetes”
(Editora Sarvier); cardiologista Protásio da Luz, diretor da Unidade de Aterosclerose do Incor;

nutricionistas Miyoko Nakasato e Adriana Ávila, do Incor; nutricionista Gisele Goveia, coordenadora do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD); diabetólogo Antonio Carlos Lerario, do Incor e da SBD;

endocrinologista Walter Minicucci, vice-presidente da SBD; endocrinologista Carolina Piras, consultora técnica de Sabor&Vida Diabéticos.

http://www.editoralua.com.br/portallua/saborevida/Artigo.aspx?id=100

domingo, 16 de janeiro de 2011

Açucar: sim ou não

Muito se discutiu entre as "doces blogueiras e blogueiros" na semana passada sobre o consumo ou não do Açúcar pelos diabéticos... Alguns são contra, muitos a favor, tudo depende do ponto de vista pessoal e da conduta escolhida para o tratamento...

A minutos atrás estávamos eu e minha filhota comendo uma fatia de um delicioso bolo de limão, e a carinha dela de satisfação por estar comendo aquilo, sem culpa e sem ser "proibido" me fez parar para pensar... "O que seria de nós sem a bendita Contagem de Carboidratos????" 

A nossa posição e conduta com nossa filha é: SIM, ela come açucar!!!! 
Nós escolhemos o caminho da liberdade e da Boa qualidade de vida!!!! 
E viva a contagem de Carboidratos!!!!

Então resolvi postar aqui uma reportagem da Revista Sabor&Vida Diabéticos que achei bem interessante falando exatamente sobre isso...


Saiba a resposta para esse dilema que tanto mexe com a vida dos portadores de diabetes
Flávia Benvenga

Versão oficial
A resposta oficial a essa pergunta é afirmativa: o diabético controlado pode sim ingerir açúcar! Pois é, chega a ser surpreendende, mas é exatamente isso o que diz a Associação Americana de Diabetes (ADA). “Não existe nada que respalde a proibição do açúcar para o diabético”, garante a nutricionista Gisele Goveia, coordenadora do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Segundo a especialista, evidên­cias científicas têm demonstrado que a quantidade total de carboidratos (ce­­reais, massas, pães, açúcar e outros) presente nas refeições é mais importante para o ajuste da glicemia do que o tipo ou fonte dele. Ou seja, uma colher (sopa) de açúcar comum, o de mesa — que também é um tipo de carboidrato (sacarose) — pode fazer parte da dieta do portador de diabetes se for consumido no lugar, por exemplo, de duas colheres (sopa) de arroz integral 
De acordo com a nutricionista Lis Proença Vieira, do Serviço de Nutrição e Dietética do Incor, a ADA permite o consumo do açúcar para tornar a dieta do diabético menos restritiva. Mas dentro de alguns limites. A entidade sustenta que a sacarose (açúcar da cana ou da beterraba) deve substituir outro carboidrato na dieta e, se isso não acontecer, a quantidade extra de glicose deve ser compensada com aplicação de insulina ou outra medicação. “Portanto, para que o portador de diabetes inclua no cardápio o açúcar, puro ou utilizado no preparo de doces, sem comprometer os limites, ele deve reduzir o consumo de outros carboidratos, como pão, farinha, torta, macarrão, torrada...”, alerta a nutricionista Lis Proença.
Além da limitação de carboidratos, o diabético deve respeitar também os índices calóricos de uma alimentação saudável. “Segundo a ADA, a quantidade diária tolerada de açúcar, que varia de pessoa para pessoa, é de até 10% do valor calórico total da dieta. Assim, em uma dieta diária de 1.500 calorias, a pessoa poderia consumir 150 calorias de açúcar, o equivalente a uma colher e meia (das de sopa)”, observa a nutricionista Lis Proença. “Vale frisar que o limite de 10% de sacarose por dia faz parte de uma indicação para uma alimentação saudável universal, seja a pessoa diabética ou não”, acrescenta Gisele Goveia, da SBD.
Em sua rotina de atendimento a diabéticos, a nutricionista da SBD conta que recentemente elaborou a dieta de uma senhora com diabetes controlado que inclui um pedaço pequeno de bolo simples para ser apreciado mensalmente durante os encontros da paciente de­­­la com as amigas. “Percebi que ela iria comer de qualquer jeito o tal bolo, ­uma vez por mês nessa confraternização. Por­­­­ isso, para o lanche da tarde, suge­ri que ela substituisse uma fatia de pão de fôrma com requeijão light e um co­po de leite desnatado, que ela come nor­­malmente, pelo bolo e uma xícara de chá”, explica Gisele Goveia.
Amargas complicações 
Mas, se a principal entidade de diabe­tes do mundo autoriza o consumo de açúcar, por que todos dizem que os portadores da doença não podem co­mer doces? Os médicos costumam pregar que o diabético não deve inge­rir açúcar por não possuir insulina (hor­mônio produzido pelo pâncreas) suficiente para retirá-lo do sangue e levá-lo para as células. Ou seja, ficam com excesso de açúcar no sangue. O problema é que, se o diabético não mantém a taxa de glicose dentro dos ní­veis normais de concentração (em geral, de 80 a 99 mg/dL), corre risco de desenvolver uma série de complica­ções. E o que é mais importante: o des­controle da quantidade de glicose no sangue costuma estar relacionado ao consumo excessivo de açúcar e de outros alimentos ricos em carboidrato.
“Independentemente do ti­po de diabetes, 1 ou 2, os cuidados e complicações com relação à ingestão de açúcar são os mesmos”, ga­­rante a nutricionista Lis Proença, do Incor. “Quando o açúcar é consumido de forma excessiva, pode-se gerar uma hiperglicemia, que é o aumento da concentração de açúcar no sangue. Se esse quadro se mantém a longo prazo, a hiper­glicemia pode se tornar crônica e causar lesões vasculares”. Segundo o diabetólogo Roberto Betti, também do Incor, a concentração de açúcar no sangue por um tempo prolongado reduz a capacidade de dilatação dos vasos sangüíneos (vasoconstrição), provoca inflamações nas paredes do sistema circulatório e favorece o surgimento de coágulos (trombos). “Isto é, há uma alteração do fluxo sangüíneo, que pode afetar olhos, rins, coração, cérebro, regiões periféricas e sistema nervoso”, esclarece o médico. 
As principais complicações decorrentes desses problemas vasculares são a doença arterial coronária, que pode causar infarto do miocárdio, derrame cerebral e insuficiência periférica; a retinopatia, que prejudica a visão e pode levar à cegueira; a nefropatia, que atinge os rins e causa insuficiência renal; e a neuropatia, que danifica os nervos. A forma mais comum de neuropatia é a periférica que lesa os nervos motores (movimentos voluntários como andar), sensoriais (tato) e autonômicos (funções orgânicas como a digestão). Assim, a maneira mais segura de se conviver bem com a doença é controlar o nível de açúcar no sangue, alimentar-se de forma saudável, seguir orientações médi­-cas, praticar atividades físicas e, se for preciso, tomar medicamentos, co­mo a insulina.
Doce veneno
Justamente por conta dessas conseqüências, para muitos profissionais, o diabético deve simplesmente excluir da dieta os doces, ou seja, alimentos que contenham sacarose. “A orientação clássica é desaconselhar a ingestão da sacarose”, explica a nutricionista Gisele Rossi Goveia, da SBD. “Entretanto, baseado nos estudos pu­blicados em 1995 pela Associação Americana de Diabetes, a SBD também chegou a um consenso: o diabético controlado, cumprindo uma dieta saudável e fazendo uma correta contagem de carboidratos (leia glossário), pode sim inserir a sacarose na alimentação dele”, informa Gisele.
O endocrinologista Walter Minicucci, vice-presidente da SBD, concorda que o diabético controlado pode ingerir açúcar, mas acha que ele não deve fazê-lo. “O consumo é permitido por ser consenso da SBD e da ADA, mas digo que não deve porque a maior parte dos doces é rica também em gordura, o que pode causar o aumento do peso e, conseqüentemente, tornar mais difícil o controle do diabetes”, justifica o médico. “Além disso, o manejo é complicado, pois a pessoa precisa saber fazer a substituição do doce por um outro carboidrato da dieta, medir a glicemia e, no caso de quem depende da terapia com insulina, fazer eventuais ajustes de dosagem do hormônio”.
Picos glicêmicos 
O diabetólogo Antonio Carlos Lerario, do Incor, ressalta que o mais importante não é somente o tipo, mas também a quantidade do carboidrato ingeri­- do — que pode ser uma batata ou um bo­­lo —, pois no organismo o nutriente será quebrado e transformado em glicose. “A questão, no caso da sacarose, que é uma forma muito concentrada de carboidratos, é o pouco tempo que ela leva para ser absorvida pelo sistema digestivo e a rapidez com que eleva as taxas de glicose no sangue. É por isso que, na prática, restringe-se o açúcar e indica-se a substituição por alimentos preparados com adoçantes dietéticos”, afirma Lerario.
Seja como for, o fato é que os carboidratos são uma das principais fontes de calorias da dieta do diabético, que precisa conter de 50% a 60% desse nutriente. Eles provêm principalmente do açúcar (carboidrato simples) e do amido (carboidrato complexo, encontrado nos pães, massas e feijões) e todos se transformam em glicose durante a digestão. Segundo a nutricionista Gisele Goveia, é fundamental para o diabético entender que dietas muito ricas em carboidratos simples, como o açúcar refinado, elevam repentinamente a glicose no sangue. Isto é, a insulina sobe depressa para conseguir mandar o açúcar que está na circulação para dentro das células. No entanto, o índice desse hormônio também pode cair se, por exemplo, o diabético ficar muito tempo em jejum. E, quando essa queda é intensa, pode levar à hipoglicemia (veja o glossário). Essa situação é mais comum entre diabéticos tipo 1, mas também pode ocorrer com o tipo 2. De acordo com a SBD, ao sentir os sintomas da hipoglicemia (suor, frio, tre­mores, sono, cansaço, tonturas, con­fusão mental, falta de coordenação, fo­me e outros), a pessoa deve verificar a concentração de açúcar no sangue e, se estiver baixa (menor que 70 mg/dL), precisa consumir carboidratos de rápida absorção, como um copo de su­co de laranja ou uma bala.
Prazer proibido
Enquanto alguns grupos de profissionais permitem a seus pacientes que seguem o tratamento à risca e não são obesos consumirem açúcar, a orientação do Incor é não liberá-lo a ninguém. “Para consentir, é necessário que o diabetes esteja controlado e que o paciente tenha um perfil especial: deve ser consciente e disciplinado, porque ele precisa saber contar os carboidratos”, justifica a nutricionista Lis Proença Vieira, do SND do Incor. “Sabemos que, com o tempo, ele pode aprender, mas nossa experiência mostra que normalmente o diabético se excede. E, infelizmente, na prática, concluímos que a substituição do doce por um outro carboidrato não é feita”.
Para a nutricionista, isso acontece porque a quantidade de açúcar permitida pela ADA na dieta do diabético é pequena. “Se a sacarose for liberada para nossos pacientes, essa quantidade será facilmente ultrapassada”, argumenta Lis Proença. “Além disso, como a porção aceitável de açúcar precisa ser ingerida em substituição a alguma outra fonte de carboidrato da dieta, o diabético precisa estar muito atento para não adicionar o açúcar ao que ele já come de massa”. Segundo o diabetólogo Antônio Carlos Lerario, para o diabético controlado, dependendo da quantidade, a ingestão da sacarose pode mesmo não fazer diferença. “Mas é essencial saber como usar o açúcar e seguir as orientações de forma responsável”, sintetiza o médico.
Nutriente dispensável
Os especialistas em saúde são unânimes em afirmar que, tanto para o indivíduo saudável como para o diabético controlado, o consumo de doces como bolos, pudins, tortas e chocolates deve ser esporádico. “Apesar de o açúcar ser uma fonte de energia, a sacarose não faz falta, diferente do carboidrato complexo, o amido. Esse sim é fundamental para uma alimentação saudável”, acredita Lis Prença, do Incor.
Até agora, as pesquisas científicas que visam “adoçar” a relação entre açúcar e diabetes caminham em direção à melhora da qualidade dos adoçantes dietéticos. “A indústria alimentícia dedica-se bastante ao desenvolvimento de produtos que substituam o açúcar e não tenham sabor residual”, conta Lis.