Apesar de não gostar de falar na televisão, foi muito rica a experiencia! Obrigada Amigo Rainey pelo convite!! Obrigada Jamille pelo carinho desde sempre!!!
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Nós na TV - Bate Papo sobre Diabetes no Programa Família em Pauta
Apesar de não gostar de falar na televisão, foi muito rica a experiencia! Obrigada Amigo Rainey pelo convite!! Obrigada Jamille pelo carinho desde sempre!!!
sábado, 18 de janeiro de 2014
{Pesquisas} Google desenvolve lente de contato inteligente para diabéticos
Fonte : O Globo
SAN FRANCISCO e RIO - Esqueça o Google Glass - a empresa de internet desenvolve no momento uma tecnologia “vestível” para os olhos muito mais complexa e útil para os usuários. A Google informou na quinta-feira que está testando um novo método para que diabéticos monitorem seus níveis de açúcar no sangue usando uma lente de contato equipada com microchips e uma antena.
A empresa disse que um protótipo de sua lente de contato inteligente é capaz de gerar uma leitura do nível de glicose de uma lágrima a cada segundo, com o potencial de substituir a necessidade que pacientes com diabetes têm de furar os dedos para testes com gotas de sangue ao longo do dia.
As versões em miniatura do chip wireless e o monitor de glicose do aparelho ficam localizadas entre as duas camadas das lentes. A companhia também contou que planeja introduzir no equipamento lâmpadas de LED minúscula que se acenderiam para indicar que o nível de glicose recomendado foi ultrapassado.
“Estamos conversando com a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, em inglês), mas ainda há muito trabalho à frente para transformar essa tecnologia em um sistema que as pessoas possam usar”, disse a Google em publicação no seu blog oficial. “Estamos ainda no estágio inicial dessa tecnologia, mas já concluímos uma série de estudos médicos que ajudarão a refinar nosso protótipo.”
A empresa disse que planeja encontrar parceiros “que são especialistas em levar produtos como este ao mercado”.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/google-desenvolve-lente-de-contato-inteligente-para-diabeticos-11327369#ixzz2qlFwGKT3
© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Pai com “P” Maiúsculo – Entrevista para a revista Vida Saudável & Diabetes
Saiu esse mês uma entrevista com meu Maridão Marcos na revista Vida Saudável & Diabetes…
A entrevista ficou bem legal, mas diz muito pouco do que realmente representa esse homem incrível em nossas vidas…. Homem companheiro, carinhoso, prestativo, inteligente, trabalhador e um grande Paizão para nossa Jujuba… Realmente o amor de minha vida!!!!
segunda-feira, 8 de julho de 2013
{Vídeo} Diabetes: saiba como tratar e evite complicações
Assim como os Pais do Henrique, quantos outros Pais não se encontram na mesma situação de pouca informação e de condições ideais de tratamento??? Juro que toda vez que vejo uma familia assim, tenho vontadede “coloca-los no colo” e cuidar…. E ensinar… E informar…..
Mas, uma gotinha de cada vez… Um dia quem sabe preencheremos o oceano…..
Veja a Matéria completa no Portal R7 da Record
Diabetes: saiba como tratar e evite complicações
A doença atinge adultos e crianças. Os bebês também podem ser vítimas de diabetes. Seguindo alguns cuidados, é possível levar uma vida saudável mesmo convivendo com a diabetes.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Células-tronco ajudam a combater tipo perigoso de diabetes
Reportagem que passou essa semana no jornal nacional sobre as pesquisas em Ribeirão Preto com Diabetes 1…
Assista ao Vídeo com esse link: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/01/celulas-tronco-estao-ajudando-combater-tipo-perigoso-de-diabetes.html
Células-tronco ajudam a combater tipo perigoso de diabetes
Na infância e na juventude, quando a gente começa a descobrir os sabores da vida, é que a diabetes tipo 1 costuma se manifestar.
“O prazer do ser humano é a comida. Tirar da pessoa o prazer de comer é ruim”, comenta o administrador de empresas Miguel B
retas.
Miguel Bretas e o biomédico Rodrigo Ribeiro da Silva iam passar a vida tomando várias doses de insulina todo dia. Eles preferiram se oferecer para participar de um estudo pioneiro.
“A possibilidade de tentar resolver um problema foi maior do que qualquer medo que eu tinha”, conta Rodrigo.
A opção era um teste com células-tronco para diabetes 1, o tipo mais perigoso da doença, em que as células de defesa do corpo agridem o pâncreas, onde é fabricada a insulina. Este hormônio é essencial porque faz o corpo usar o açúcar que comemos para gerar energia.
O primeiro teste no mundo com células-tronco para diabetes tipo 1 foi realizado em Ribeirão Preto em 2003. Os pacientes recebem acompanhamento até hoje.
No Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto o combate ao diabetes começa com uma operação de segurança: o paciente fica isolado em uma unidade especial. Antes do isolamento, o sistema imunológico dele é zerado por uma quimioterapia. Depois que o sistema de defesa do corpo é desligado, o paciente recebe uma aplicação na veia de células-tronco tiradas do seu próprio sangue. Elas vão formar a nova tropa de defesa do corpo.
“A célula-tronco que usamos vem para regenerar um novo sistema imunológico, que a gente quer que seja livre de vícios e que esse novo sistema imunológico não agrida o pâncreas do próprio paciente”, esclarece o médico Carlos Eduardo Couri.
A terapia é um desafio para pacientes e médicos. “Como oferecer para ele um procedimento com quimioterapia para uma doença que não é câncer?”, questiona Belinda Simões, coordenadora da pesquisa no Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto.
“É um ataque grande. Eu tive todos os efeitos colaterais: perdi cabelo, perdi peso. Mas hoje, fazendo uma síntese de tudo que aconteceu, valeu a pena”, afirma Miguel Bretas.
A maioria dos 25 voluntários que participaram do teste ficou vários anos sem tomar qualquer remédio.
“Para um diabético tipo 1, ficar seis anos sem tomar nenhuma medicação nem insulina é inédito na pesquisa”, comenta Rodrigo Ribeiro da Silva.
O estudante de medicina Renato Luís Silveira teve um dos melhores resultados do estudo: sete anos sem tomar insulina. “Se eu tiver algum problema no futuro, acho que vai ser menos do que em uma pessoa que nunca fez tratamento”, comenta.
O estudante ainda controla a alimentação, mas se permite alguns prazeres. “Eu deixo para comer doces no fim de semana”, conta.
“Mesmo que não usemos o termo cura, deixá-lo com nenhuma insulina ou pouca insulina, uma alimentação saudável e atividade física regular já é um grande avanço”, ressalta o médico Carlos Eduardo Couri.
“O desafio neste momento é saber por que um continua oito anos livre de insulina e o outros só ficou dois anos livre de insulina”, diz Belinda Simões.
O segundo teste já começou e deverá envolver ao todo 50 ou 60 voluntários e quatro equipes de pesquisadores em Ribeirão Preto, Chicago, nos Estados Unidos, Paris e em Sheffield, na Inglaterra.
“Normalmente, o Brasil importa pesquisas. Nós somos bons executores de pesquisa e, desta vez, estamos criando para exportar conhecimento”, finaliza Carlos Eduardo Couri.
Assista o Vídeo com esse link: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/01/celulas-tronco-estao-ajudando-combater-tipo-perigoso-de-diabetes.html
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Erros que ameaçam o controle da diabetes– Reportagem na Istoé
Olha só que reportagem legal na Istoé dessa semana!!! É preciso as pessoas ficarem realmente muito atentas ao rodízio dos locais de aplicação… Isso é algo essencial para o bom controle…
Olha que linda a nossa amiga e blogueira Luana Alves na foto de matéria!!!!! Parabéns Luana!!!!! Lindona!!!!!
Erros que ameaçam o controle da diabetes
Médicos e cientistas descobrem que boa parte dos pacientes aplica a insulina de forma incorreta, o que pode levar a sérias complicações causadas pela doença
Mônica Tarantino
RODÍZIO
Luana não sabia que a insulina pode ser aplicada
também em braços e pernas. Antes, usava só na barrigaO modo de se autoaplicar insulina tem grande impacto no controle da diabetes - doença que matou 50 mil brasileiros em 2010, quatro vezes mais do que a Aids (12 mil óbitos) e que superou o total de mortes causadas pelo trânsito (42 mil óbitos), conforme dados divulgados na semana passada pelo Ministério da Saúde. A insulina é essencial para levar a glicose (o combustível do organismo) para dentro das células. Uma pesquisa inédita da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) feita com 120 diabéticos revelou as falhas mais comuns no uso do remédio. O levantamento foi patrocinado pela Becton, Dickinson and Company, empresa de tecnologia médica.
![]()
A primeira falha ocorre na retirada da insulina do frasco, com a seringa. “Metade dos adultos e 60% das pessoas abaixo de 18 anos aplicam doses incorretas”, diz Augusto Pimazoni Netto, coordenador do grupo de educação e controle do diabetes do Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp e principal autor do estudo. “Há 20% mais erros com as seringas de 100U”, diz. Cada marca dessas seringas vale duas unidades, enquanto as seringas de 30U e 50U são graduadas com marcas que valem uma unidade.
![]()
Por falta de informação, 10% dos diabéticos aplicam a insulina sempre no mesmo local. Outros 57% fazem o rodízio dos pontos de forma incorreta. Foi o que aconteceu com a analista de mídia Luana Damaceno, 29 anos. Um mês após o diagnóstico, tinha manchas roxas e caroços na barriga. Ela decidiu ir à Associação de Diabetes Juvenil (ADJ). “Quando comecei a usar insulina, não fui orientada para alternar os locais de aplicação. Aprendi que posso aplicar nos braços, pernas e nádegas”, diz. “A orientação é essencial no controle da doença”, define a enfermeira Cláudia Almeida, instrutora da ADJ.
![]()
A ausência desse revezamento causa problemas mais sérios. Um exemplo é a história de uma garota de 6 anos com diabetes que perdia peso e apresentava taxas de glicemia muito altas, apesar das doses elevadas de insulina. Durante uma visita, uma das instrutoras do Programa Sanofi Diabetes – que orienta pacientes – pediu à criança para contar como tomava o remédio. Viu de imediato um endurecimento importante no braço, pois a mãe não fazia o rodízio para aplicação. O erro diminuía a absorção da insulina. Corrigido o problema, a garota se recuperou. Em suas constantes visitas aos lares de diabéticos, a instrutora Lara Bauerlein, do mesmo projeto, viu erros no armazenamento da insulina. “Depois de aberta, a insulina não precisa ficar na geladeira. Pode ficar em temperatura ambiente de até 30 graus”, garante Lara.
![]()
Outro aspecto revelado pelo estudo da Unifesp é a dificuldade dos pacientes de fazerem as dobras de pele para prevenir que a injeção atinja o tecido intramuscular. O risco é a rápida absorção da insulina, que não age pelo tempo esperado. A pesquisa mostrou ainda que há perda de insulina quando as pessoas retiram rapidamente a agulha da pele depois da aplicação. “Deve-se esperar entre cinco e dez segundos para evitar que isso aconteça”, ensina Pimazoni.
![]()
Fotos: Pedro Dias/ag. istoé; Kelsen Fernandes
Fontes: Augusto Pimazoni Netto, médico do Hospital do Rim e Hipertensão da Universidade Federal de São Paulo; Cláudia Elaine Almeida, enfermeira da Associação de Diabetes Juvenil; Lara Bauerlein, nutricionista do Programa de Instrutoras da Sanofi DiabetesFONTE PRINCIPAL: http://www.istoe.com.br/reportagens/253994_ERROS+QUE+AMEACAM+O+CONTROLE+DA+DIABETES?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Pâncreas artificial é nova promessa tecnológica para tratar diabetes tipo 1
Equipamento calcula o índice de glicose no sangue e libera insulina automaticamente sem a intervenção do paciente
A estudante Bruna Bueno, de 12 anos, com seus kits para controle de diabetes(Foto:Thiago Queiroz/AE)
Um pâncreas artificial, que calcula o índice de glicose no sangue e libera insulina automaticamente sem a intervenção do paciente, é a mais nova promessa tecnológica para o tratamento de diabete tipo 1. Estima-se que 10% dos pacientes com diabete tenham o tipo1.
O diabete tipo 1 é uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células do pâncreas que produzem insulina – o hormônio responsável pelo transporte do açúcar para dentro das células. Nesses pacientes, os níveis de açúcar no sangue ficam aumentados, por isso eles precisam aplicar várias injeções de insulina diariamente para normalizar os índices. Por isso, o desenvolvimento de um pâncreas artificial, que assuma essas funções sem a intervenção do paciente, é uma das principais buscas de pesquisadores do mundo todo há mais de 15 anos.
O projeto Dream (sigla de Consórcio para o pâncreas artificial sem fio, em tradução livre) é um dos experimentos nessa área. Trata-se de uma pesquisa internacional, liderada pelo pesquisador israelense Moshe Phillip, cujos resultados serão apresentados no Brasil no início de setembro, durante o Tratamentos&Tecnologias Avançadas para o Diabete – um evento no Rio dedicado às novidades.
O grupo de Phillip desenvolveu um sistema chamado MD Logic. Trata-se de um sensor de glicose subcutâneo, que monitora os níveis de glicemia associados à bomba de insulina. Ambos são conectados por programas que informam e estipulam a quantidade de insulina a ser liberada para manter a glicemia dentro dos parâmetros normais. Tudo isso sem que o paciente tenha de realizar testes de ponta de dedo e calcular a quantidade de insulina a ser aplicada.
Os pesquisadores avaliaram o funcionamento do pâncreas artificial em 18 crianças entre 12 e 15 anos, durante um acampamento de três dias. Foi a primeira vez que um aparelho do tipo foi testado em um ambiente real, fora do hospital. Um estudo anterior de outro grupo, usando um sistema semelhante, foi feito com 24 pacientes hospitalizados.
No caso de Israel, um grupo de engenheiros e médicos ficava em uma sala de controle, de onde supervisionavam remotamente as variações de glicemia das crianças, que realizavam atividades de lazer normalmente. Os resultados demonstram que a ideia funcionou – ainda que de maneira experimental.
Bomba. Hoje em dia, já existe no mercado a bomba de infusão de insulina, que funciona de maneira parecida: um aparelho monitora a glicemia e envia um sinal para a bomba, que fica presa à cintura do paciente. Mas, para a bomba funcionar e liberar a insulina, o paciente precisa fazer o cálculo da quantidade e acionar o botão.
“As crianças tomam de 4 a 6 picadas de insulina todos os dias, além de fazer o controle da ponta de dedo. O sonho de todo paciente é não ter lembrar de tomar insulina várias vezes. E a promessa do pâncreas artificial é fazer tudo isso sozinho”, diz o endocrinologista Luis Eduardo Calliari, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
A endocrinologista Denise Reis Franco, diretora da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), também vê com otimismo os resultados do pâncreas artificial. “A tecnologia está mais rápida do que o desenvolvimento de novas drogas. O futuro é esse”, afirmou. Ainda em fase experimental, não há data para que o pâncreas artifical chegue ao mercado.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
{Rádio CBN} Entrevista com Balduíno Tschiedel, presidente da SBD : Vacina BCG pode ajudar a reverter diabetes tipo 1
Entrevista realizada hoje na na Rádio CBN com Balduíno Tschiedel, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, falando sobre a Pesquisa com a Vacina BCG de Harvard.
Muito interessante!!! Vale a pena ficar por dentro das novidades!!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
{MÃES EM AÇÃO} - A introdução do Diabetes no dia-a-dia de toda a família
TEXTO DA COLUNA MÃES EM AÇÃO DO SITE DE BEM COM A VIDA. CONFIRAM!
A introdução do Diabetes no dia-a-dia de toda a família
13/07/2012
Júlia nos seus um ano e dois meses de idade já não era mais a mesma criança alegre, risonha e feliz de antes... Estava irritada, não dormia direito, acordava duas ou três vezes à noite pedindo água, um pouco apática para brincar, sempre com muita fome... Para tudo tínhamos uma explicação: é o crescimento, o calor, é uma fase... Só viemos nos dar conta do que estava acontecendo quando as fraudas começaram a vazar, e finalmente, numa noite em que encontrei o berço ensopado de xixi atinei que poderia ser diabetes.
No dia seguinte, domingo, antevéspera de Natal, ligamos para nossa prima Jamile que é a endocrinologista da família e ela abriu o consultório para examinar Júlia e fazer o exame de ponta de dedo. Nossa família estava toda reunida, avós, tios e primos...
O dextro deu "Hi", ou seja, a glicose estava tão alta que o aparelho nem conseguiu medir. Ali mesmo Dra. Jamile já deu o diagnóstico: "Com todos esses sintomas e com essa glicemia, não precisa nem fazer o exame laboratorial para confirmar. É diabetes tipo 1"
Nosso mundo caiu ao ouvir aquele diagnóstico! Não só o nosso, mas o de toda família. Foi um desespero geral! Chorei copiosamente por uns minutos... Mas alguém dali precisava se acalmar... Eu então respirei fundo, levantei a cabeça e perguntei para a médica: "E agora como cuido da minha filha?".
Dra. Jamile calmamente explicou para todos o que era o diabetes tipo 1, falou sobre todos os tratamentos e nos explicou principalmente que Júlia não deveria ser tratada diferente por conta disso, que ela só iria requerer alguns cuidados a mais e que ela poderia e deveria ter uma vida completamente normal desde que todos da família quisessem.
Essa conversa inicial, com uma pessoa de muita confiança, foi muito importante não só para nós os pais, mas principalmente para os avós e tios que estavam ali tão desesperados quanto nós. O fato de Júlia já sair dali diagnosticada e medicada sem precisar ser hospitalizada também foi essencial!
O diagnóstico de diabetes requer uma série de mudanças no cotidiano de toda a casa, na alimentação, nas relações com o exercício físico, com as medicações... É um processo educacional contínuo e que cada família enfrenta de uma forma diferente. Existem as que "abraçam a causa", as que superprotegem, as que negam a doença, as que lidam de uma forma tão perfeccionista que nada está bom o suficiente, entre outras.Com o passar dos anos fomos cada vez mais descobrindo que o diabetes não é uma doença individual, mas uma doença de família. Nossa família sempre nos deu muito apoio. Sempre foi nosso porto seguro para tudo e não seria nessa situação que deixaria de ser. Todos "arregaçaram as mangas" e aprenderam junto conosco como cuidar da Juju. Mas infelizmente sabemos que nem sempre isso acontece.
É importante que todos estejam juntos e em sintonia para que o tratamento funcione como deve ser. É preciso que haja a participação de todos nessa caminhada. Não adianta, por exemplo, a criança fazer um tratamento todo controlado quando está com os pais se nos dias que for para a casa dos avós o descontrole é total, ou se os pais são separados e no fim de semana da quinzena do pai a criança fica tão descontrolada que chega a ser hospitalizada.
O apoio da família se mostra fundamental para o modo como o paciente vê a doença, para uma vida mais feliz e principalmente para uma boa aceitação e controle.
Decididamente após o diabetes nossa vida mudou, mas mudou para melhor! Somos muito mais unidos, damos mais valor às pequenas vitórias, somos mais cuidadosos uns com os outros, mais companheiros, mais presentes... Nossa família definitivamente reflete o modo como vemos o diabetes. Com amor!
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Jujuba no “O Jornal” de Alagoas - “Sem açucar, sem limitação”
Mais uma reportagem conosco no “O Jornal” de Alagoas. Desta vez o tema foi: “Sem açúcar e sem limitação”
Gostei muito da reportagem! Confiram!!
quinta-feira, 31 de maio de 2012
A Genética do Diabetes
Hoje a nossa doce amiga Silvia Onofre, postou em seu blog essa reportagem do site da American Diabetes Association que achei essencial compartilhar com vocês aqui também… Excelente reportagem…..
A Genética do Diabetes
Provavelmente você desejou saber como adquiriu diabetes. Você pode estar preocupada se seus filhos também
terão. Ao contrário de algumas características, o diabetes não parece ser herdado em um padrão simples. Contudo, claramente algumas pessoas já nascem com predisposição para desenvolver a doença.
O que leva a ter diabetes?
As causas para o diabetes tipo 1 e tipo 2 são diferentes. Ainda assim, dois fatores são importantes em ambos. Primeiro, você deve ter herdado uma predisposição para a doença. Segundo, alguma coisa no seu meio ambiente deve ter ativado o diabetes. Somente os genes não são suficientes. Uma prova disto são irmãos gêmeos idênticos. Irmãos gêmeos idênticos têm genes idênticos. Contudo, quando um gêmeo tem diabetes tipo 1, o outro adquire a doença quase na metade das vezes. Quando um gêmeo tem diabetes tipo 2, o risco do outro é na maioria das vezes de 3 em 4.Diabetes Tipo 1
Na maioria dos casos de diabetes tipo 1, as pessoas precisam herdar os fatores de risco dos pais. Nós entendemos que estes fatores são mais comuns entre os brancos porque estes têm a maior taxa de diabetes tipo 1. Como a maioria das pessoas em risco de adquirir diabetes não têm a doença, pesquisadores querem descobrir qual a influência do meio ambiente para o aparecimento da mesma.
O diabetes tipo 1 desenvolve com mais freqüência no inverno e é mais comum em lugares de clima frio. Outro fator, responsável pelo para desencadear o diabetes pode ser um vírus. Talvez um vírus, de efeitos moderados na maioria das pessoas, pode ativar o diabetes tipo 1 em outras.
Uma dieta logo no início do nascimento pode ter uma participação. O diabetes tipo 1 é menos comum em pessoas que foram amamentadas e naquelas que se alimentaram de alimentos sólidos mais tarde.
Em muitas pessoas, o desenvolvimento do diabetes tipo 1 parece demorar muitos anos. Em experimentos que seguiram parentes de diabéticos tipo 1, pesquisadores descobriram que a maioria daqueles que tiveram diabete em idade mais avançada, tinham certamente auto-anticorpos no sangue por muitos anos antes. (Auto -Anticorpos são anticorpos “que deram errados”, os quais atacam os próprios tecidos do corpo).
Diabetes Tipo 2
O diabetes tipo 2 tem bases genéticas mais fortes que o diabetes tipo 1, mas ainda assim depende mais de fatores ambientais. Parece confuso? O que acontece é que o histórico familiar de diabetes tipo 2 é um dos fatores de risco mais forte para se adquirir a doença.
Americanos e Europeus comem muita comida com gordura e com pouquíssimo carboidrato e fibra, e praticam poucos exercícios. O diabetes tipo 2 é comum em pessoas com esses hábitos. Nos Estados Unidos, os grupos étnicos com maior risco de adquirir a doença são os Afros Americanos, Mexicanos Americanos, e os Índios.
Outro fator de risco para adquirir diabetes tipo 2 é a obesidade. A obesidade é mais arriscada para os jovens e para pessoas que têm sido obesas por um longo tempo.
O diabetes gestacional é mais um quebra-cabeça. Mulheres que adquirem diabetes durante a gravidez têm provavelmente um histórico familiar de diabetes, especialmente pelo lado materno. Mas como em outras formas de diabetes, fatores não genéticos têm certa influência. Mães de idade mais avançada e mulheres acima do peso têm mais propensão a adquirir diabetes gestacional.
Diabetes Tipo 1: o risco do seu filho
Em geral, se você é um homem com diabetes tipo 1, o risco de seu filho adquirir diabetes é de 1 em 17. Se você é uma mulher com diabetes tipo 1 e seu filho nasceu antes de você ter 25 anos, o risco dele adquirir diabetes é 1 em 25; se seu filho nasceu depois que você completou 25, o risco dele é de 1 em 100.
O risco de seu filho é dobrado se você desenvolveu diabetes antes dos 11 anos. Se você e seu marido têm diabetes tipo 1, o risco fica entre 1 em 10 e 1 em 4.
Existe um teste que pode ser feito para crianças que têm irmãos com diabetes tipo 1. Este teste mede os anticorpos para insulina, para ilhotas de células no pâncreas, ou para uma enzima chamada
Ácido glutâmico descarboxilase. Altos níveis podem indicar que uma criança tem altos riscos de desenvolver diabetes tipo 1.Diabetes Tipo 2: o risco de seu filho
Diabetes tipo 2 ocorre nas famílias. Em parte, essa tendência se deve porque as crianças aprendem maus hábitos de seus pais, por exemplo, comer mal, e não se exercitar. Então há também uma base genética.
Em geral, se você tem diabetes tipo 2, o risco de seu filho adquirir diabetes é 1 em 7, se você foi diagnosticada antes dos 50 anos, e 1 em 13 se você foi diagnosticada depois dos 50.
Alguns cientistas acreditam que o risco de uma criança adquirir diabetes é maior quando é a mãe que tem diabetes tipo 2. Se ambos, você e seu companheiro têm diabetes tipo 2, o risco de seu filho é cerca de 1 em 2.O que é “Em Risco?”
Estimativas de risco são as melhores suposições dos cientistas. Eles podem estar errados. As estimativas de risco lidam com probabilidades, não lidam com certezas.
Isso significa, que você pode adquirir a doença apesar de ter um risco baixo ou você pode não adquirir a doença apesar de ter um alto risco. Por exemplo, fumantes têm um alto risco de câncer no pulmão, mas alguns fumantes nunca têm câncer.
Esses fatores significam que seus filhos podem ter diabetes ainda que o risco deles adquirirem a doença seja baixo. A média entre americanos com chance de adquirir diabetes tipo 1 é de 1 em 100 e 1 em 9 de adquirir diabetes tipo 2. Mesmo que o risco de seu filho adquirir diabetes não seja maior que de outra criança, ele ou ela poderá assim mesmo adquirir a doença.
Fonte: American Diabetes Association (ADA)http://grupedh.blogspot.com.br/2012/04/genetica-do-diabetes.html
terça-feira, 8 de maio de 2012
Fiocruz usa parasita da doença de Chagas para prevenir diabetes
Saiu uma reportagem sobre isso ontem no Jornal Nacional… Será a esperança para os filhos da minha Jujuba????? Assim espero!!!!!
Fiocruz usa parasita da doença de Chagas para prevenir diabetes
Objetivo é criar vacina para prevenir o surgimento do diabetes tipo 1.
Testes foram feitos em camundongos e precisa ainda ser feito em humanos.
Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, descobriram que o parasita causador da doença de Chagas pode ser usado na prevenção de outra doença sem cura: o diabetes tipo 1, que atinge 1 milhão de brasileiros. As informações são doJornal Nacional.
A descoberta ainda precisa ser testada em seres humanos, mas os pesquisadores estão otimistas.
O diabetes tipo um é uma doença autoimune cujo corpo ataca as células do pâncreas que produzem insulina. O hormônio é responsável pela quebra das moléculas de glicose para transformá-las em energia. Quando não há produção de insulina, a quantidade de açúcar no sangue aumenta e as consequências podem ser problemas na visão, nos rins e no coração.
A descoberta da Fiocruz, no entanto, foi por acaso. Enquanto pesquisavam a doença de Chagas, os cientistas perceberam que camundongos que recebiam o parasita Trypanossoma cruzi no laboratório não desenvolviam diabetes, apesar de ser geneticamente propensos a doença.
Os testes começaram em 2005 e a equipe da Fiocruz em parceria com a Faculdade de Medicina de Petrópolis está otimista com os resultados. O diabetes não se manifestou em nenhum animal testado.
Segundo José Mengel, pesquisador da Fiocruz, o parasita mostrou ser “uma proteção extremamente robusta”.
“Você continua tendo uma proteção muito alta, em torno de 100%, mesmo quando você usa uma droga que desencadeia o diabetes nesses camundongos”, afirma Mengel.
O segundo passo do estudo é identificar e isolar a substância produzida pelo parasita, capaz de proteger o organismo, para poder usá-la em pacientes sem infectá-los com a doença de Chagas.
A expectativa dos pesquisadores é que no futuro a descoberta feita no laboratório se torne o primeiro remédio capaz de prevenir a doença.
“As pessoas que já tem pais que apresentam a doença, a gente sabe de antemão que eles têm mais chances de desenvolver o diabetes tipo 1, ou seja, você poderia vacinar essas pessoas contra o futuro aparecimento do diabetes tipo 1”, afirma Mengel.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Tecnologia ajuda pacientes com diabetes a controlar a doença
Excelente reportagem do Bom Dia Brasil sobre Bomba de insulina!!
Por ela dá para entender um pouco como é que funciona a bomba de insulina que Jujuba usa…
Essa é a nossa vida….. Qualidade de vida com tecnologia de ponta!!!!!!
Essa bomba de insulina é tudo de bom!!!!!
Assistam o vídeo: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/videos/t/edicoes/v/tecnologia-ajuda-pacientes-com-diabetes-a-controlar-a-doenca/1870221/
quinta-feira, 22 de março de 2012
Projeto prevê profissionais em escolas para atender crianças com diabetes
Reportagem muito legal que saiu no Jornal da Record com a Vivi, Filha da Nicole do Blog Doce Vittória e o Diabetes!!!
Mostra a grande importância do apoio das escolas no dia a dia de nossos pequenos docinhos!!!!
Muito importante ter escolas parceiras!!!!!
Na verdade Fundamental!!!!!
Vejam o vídeo!: Projeto prevê profissionais em escolas para atender crianças com diabetes
sábado, 17 de março de 2012
Jornal da Tarde – Reportagem sobre Diabetes e Escola
Hoje, no Jornal da Tarde de São Paulo, Saiu uma reportagem com a nossa Jujuba , com Vivi filha da Nicole Lagonegro e com o Igor Filho da Sarah.
Vamos ver se conseguimos pelo menos um pouco que as escolas “acordem” para essa necessidade tão importante para a criança portadora de Diabetes e para seus familiares…
Escolas não sabem lidar com a diabete
Julia, de 5 anos, não teve apoio na primeira escola que frequentou
MARIANA LENHARO
Quando começou a frequentar a escola, com 1 ano, Julia Ehrhard tinha acabado de receber o diagnóstico de diabete. A escola, a princípio, concordou em participar dos cuidados especiais com a menina, que hoje tem 5 anos. Mas a mãe dela, a arquiteta Carolina Lima Fernandes Ehrhardt, notou que a filha sempre voltava das aulas com níveis incompatíveis de glicemia.
Constatou que os funcionários não seguiam suas orientações e até deixavam a garota repetir o lanche. Julia, assim como centenas de crianças diabéticas do País, precisa de uma série de cuidados, como medições frequentes de glicemia, aplicações diárias de insulina e controle rigoroso da alimentação.
A situação é ainda mais importante no caso das escolas integrais, cada vez mais comuns, em que os alunos passam muito tempo no local. Mas não é fácil, dizem os pais, encontrar escolas que aceitem dividir com a família o controle da doença.
“A gente vê um grande medo de se tornar responsável pelo controle desse aluno. Normalmente, a mãe acaba indo à escola na hora do intervalo, mede a insulina, dá o lanche”, diz a nutricionista Maria Izabel Homem de Mello, da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ). A endocrinopediatra Denise Ludovico observa que, mesmo se a criança não precisar medir a glicemia nas aulas, o colégio tem de redobrar a atenção e verificar qualquer sinal de hipoglicemia, que pode levar ao coma. Além disso, deve avisar aos pais sobre lanches diferentes.A família do garoto Igor Nunes Freires, de 9 anos, conta que também enfrentou dificuldades. Quando foi diagnosticado com a doença, aos 7 anos, sua mãe, Sarah Rubia Nunes Baptista, explicou à escola a nova rotina. A professora que, no início anotava os valores da glicemia no intervalo, com o tempo deixou de fazê-lo. Nas ocasiões em que Igor precisava receber insulina, Sarah tinha de ir ao colégio.
Com o tempo, a professora de Igor passou a achar que os frequentes pedidos para ir ao banheiro eram mera desculpa para não fazer a tarefa. “Ele dizia que era uma sessão de tortura ter que ficar segurando o xixi enquanto prestava atenção”, diz a mãe. Um dos sintomas da diabete é justamente ter muita sede e mais vontade de urinar. Além disso, como a escola proibia celulares, Igor era impedido de avisar sua mãe sobre alterações de glicemia.
Para evitar problemas como esses, os especialistas recomendam que, antes de matricular a criança, os pais conversem com a coordenação e verifiquem a disposição em colaborar. Mesmo quando a criança adquire certa autonomia e aprende a medir a glicemia – o teste é feito por um aparelho portátil – é tarefa de um adulto fazer as contas para verificar a quantidade de insulina a ser injetada, levando em consideração a quantidade de carboidrato ingerida a cada refeição.
Hoje, tanto Julia quanto Igor encontraram, finalmente, escolas que dão suporte às necessidades trazidas pela diabete. O colégio novo de Igor, por exemplo, aproveitou o caso para explicar aos alunos sobre a doença. “Houve aceitação da turma toda. Eles sabiam o que era, isso foi importante para evitar preconceitos”, conta Sarah. A nova escola de Julia também abraçou a causa: a própria professora se encarrega de medir a glicemia.
Já a professora Nicole Lagonegro, mãe de Maria Vittoria, de 8 anos, teve sorte ao escolher a escola da filha. “Disseram que tinham outras crianças com restrição alimentar e que fariam de tudo para ajudar”, elogia. A professora assumiu a função de controlar a glicemia e aplicar a insulina. Na hora do lanche, as crianças comem dentro da sala para que haja mais controle e só depois vão para o pátio.
Essa é a Página do jornal mesmo:
Obrigada Mariana Lenharo pelo carinho e atençao conosco! Parabéns pela reportagem!!!!
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Carnaval: Diversão com Saúde
Ótima reportagem retirada do portal Accu-chek …
Carnaval: Diversão com SaúdeCamila Leporace
Redação Online da SBDO Carnaval se aproxima: é uma época de festas, agitação e alegria, mas também de muito desgaste físico e calor. Para se divertir de forma saudável e sem riscos para a saúde, alguns cuidados importantes devem ser observados.
No Carnaval, o consumo de álcool aumenta muito, especialmente entre os jovens e adolescentes. “O álcool utilizado indiscriminadamente causa depressão do sistema nervoso central, reduzindo os reflexos e podendo levar a acidentes de uma maneira geral”, alerta o Dr. Levimar Rocha Araújo, Professor de Fisiologia da Faculdade de Ciencias Medicas de MG. O álcool representa riscos de hipoglicemia - baixa da glicose com alteração da consciência – e pode levar ao coma glicêmico.
No entanto, não há motivo para desanimar. Tendo como palavra-chave a moderação, até mesmo a ingestão de uma pequena dose de bebida alcoólica pode fazer parte do Carnaval, até mesmo de quem tem diabetes. Deve-se prestar atenção às doses seguras para o consumo de álcool por diabéticos. Segundo a American Diabetes Association (ADA), duas doses por semana para as mulheres e três doses para os homens são permitidas. Cada dose equivale a dois copos de cerveja, ou um copo de vinho. A quantidade de álcool permitida para cada pessoa com diabetes pode variar de acordo com o tempo de diabetes, o controle (glico hemoglobina dentro dos valores de referência) e o nível da glicose no momento da ingestão da bebida.
Apesar da tentação de ingerir bebidas alcoólicas nesse período, opções mais leves e saudáveis podem apresentar mais vantagens para os foliões se sentirem bem durante todo o tempo em que estiverem festejando. A água e os refrigerantes dietéticos são grandes aliados. Podem ser encontrados facilmente à venda nas ruas e são seguros, por serem industrializados. O Dr. Levimar Araújo tem ainda outras dicas para os foliões que têm diabetes curtirem com tranqüilidade:• Monitorizar;
• Fazer os exames de ponta de dedo, antes durante e depois da ingestão;
• Manter-se hidratado e, principalmente, não esquecer da alimentação e da insulina;
• Dar atenção especial ao repouso e à qualidade do sono para evitar o desgaste físico exagerado.“Faça uma refeição a cada três horas e meia”, recomenda o médico, complementando que essa alimentação deve ser composta de muita fruta e sucos com baixo índice glicêmico. “A limonada suíça, por exemplo, é uma boa opção, enquanto o suco de laranja deve ser evitado por conter alto índice glicêmico”.
Outra dica interessante é procurar fazer as refeições em horários aos quais se está acostumado, pois essa regularidade também ajuda a evitar a hipoglicemia. Para facilitar a alimentação entre blocos e bandas e evitar os alimentos vendidos por ambulantes sob o sol, que podem estragar e fazer mal à saúde, os foliões são encorajados a levar a tiracolo seus próprios “kits de sobrevivência”: barras de cereal, frutas, água e açúcar, para o caso de haver uma emergência de baixa da glicose. É recomendado que se abuse de água antes, durante e depois das festas.A alimentação, no entanto, precisa estar na dose certa: com qualidade e sem excessos que podem ser prejudiciais. Frituras e alimentos difíceis de serem digeridos devem ser evitados, enquanto os carboidratos, como o pão, o arroz e o macarrão, as carnes magras e os legumes, além das frutas, são ótimos para repor as energias, vitaminas e para manter a boa ingestão de fibras.
Bom Carnaval saudável para todos!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Por que as crianças estão cada vez mais infelizes?
Temos que pensar muito na responsabilidade precoce que estamos impondo aos nossos filhos…
Por que as crianças estão cada vez mais infelizes?
[Fonte: http://veja.abril.com.br]
Especialistas em saúde infantil chamam a atenção para uma epidemia silenciosa que afeta a saúde mental das crianças que, ainda pequenas, precisam lidar com as pressões da sociedade moderna
Natalia CuminaleSegundo especialias, as crianças estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas (ThinkStock)Uma em cada onze crianças com mais de oito anos de idade está infeliz, segundo um estudo divulgado em janeiro deste ano pela Children’s Society, organização centenária de proteção infantil. Apesar de a pesquisa trazer à tona uma realidade das crianças entre 8 e 16 anos do Reino Unido, especialistas brasileiros em saúde infantil afirmam que esse não é um problema exclusivo das crianças britânicas. No Brasil, a realidade é parecida. Ana Maria Escobar, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo, conduziu uma pesquisa com os pais de cerca de 900 crianças de 5 a 9 anos que estudavam em escolas particulares e estaduais.De acordo com os resultados do estudo, os pais disseram que 22,7% das crianças apresentavam ansiedade; 25,9% tinham problemas de atenção e 21,7% problemas de comportamento. "No início do estudo, esperava encontrar queixas como asma, mas não ansiedade", diz Ana. Apenas 8% tinham problemas respiratórios e 6,9% eram portadoras de asma. O estudo foi concluído em 2005, mas Ana Maria acredita que se a pesquisa fosse feita hoje, "os níveis de ansiedade e de problemas de comportamento certamente seriam ainda mais altos."Mais do que infelizes, as crianças brasileiras também estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas. "Elas estão desconfortáveis com a infância. Esse desconforto aparece de várias formas: como irritabilidade, desatenção, tristeza e falta de ânimo. Muitas vezes, é um comportamento incomum em relação à idade delas", diz Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).Saul Cypel, membro do departamento de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria, traz dados preocupantes: "A impressão que eu tenho é a de que o número de crianças com queixas comportamentais cresceu muito nesses últimos dez anos." Neste período, segundo Cypel, houve uma transformação do perfil da clínica: se antes as queixas sobre o comportamento infantil correspondiam a 20% dos pacientes, agora são responsáveis por 85% do total de seu consultório de neurologia.Com uma agenda recheada de atividades extracurriculares, que vão desde aulas de idiomas como inglês e mandarim até as aulas clássicas como balé e futebol, as crianças estão sem tempo para se divertir e descansar, acreditam os médicos. Segundo Cypel, a antecipação de atividades para as quais o indivíduo não está preparado pode desencadear o stress tóxico, que ocorre quando há uma estimulação constante do sistema de resposta ao stress (veja quadro abaixo), trazendo prejuízos futuros para as crianças."A família introduz uma série de treinamentos, atividades e línguas novas. Na medida em que a criança não consegue dar conta disso, a sensação de fracasso se torna frequente", explica Cypel. "Com o stress tóxico, ao invés de favorecer o desenvolvimento da criança, os pais acabam limitando-a e desmotivando-a." Entre as consequências diretas estão a diminuição da autoestima, alterações alimentares (excesso ou falta de apetite), problemas de sono e apatia.
No início deste ano, a Academia Americana de Pediatria lançou um documento que chama a atenção para as evidências de impactos negativos do stress tóxico, com prejuízos posteriores para a aprendizagem, comportamento, desenvolvimento físico e mental. O relatório também sugere que parte dos problemas mentais que ocorrem nos adultos devem ser vistas como transtornos de desenvolvimento que tiveram início na infância.Ana Maria Escobar acrescenta que a exposição à realidade violenta do Brasil também pode contribuir para uma sensação de ansiedade nas crianças. "Antes, raramente uma criança ouvia falar de um ato de violência. Hoje, elas ficam mais confinadas e têm medo de assaltos e sequestros. Isso com certeza provoca maior stress e ansiedade, além de maior possibilidade de se sentir infeliz, principalmente entre aquelas que vivem nas grandes cidades brasileiras", diz..Sinais — O problema é agravado pelo fato de que muitos pais demoram a perceber o que se passa com seus filhos. "Eles acham que o comportamento das crianças é normal", diz Ana Maria Escobar. Além disso, a dificuldade em administrar o tempo que dedicam à vida profissional e aos filhos muitas vezes impede que os pais percebam os sinais de que algo está errado."Muitos pais priorizam a profissão e terceirizam a criação dos filhos. Mas é preciso se questionar: quanto tempo eu passo com meus filhos? Quem são as pessoas que estão criando eles?", afirma o psiquiatra Francisco Assumpção, da Sociedade Brasileira de Psiquiatria.Essa é uma preocupação constante na vida da publicitária Flora*, que tem dois filhos, Cecília* e Celso*, de 7 e 9 anos, respectivamente. As crianças, que estudam em período integral na escola, têm uma rotina bastante atribulada. Celso faz aula de inglês, futebol, tênis e deve começar a aprender uma luta neste ano. Cecília também faz inglês, natação e deve começar a praticar ginástica olímpica. "Primeiro, experimentamos uma aula de inglês uma vez por semana, depois colocamos os dois em um esporte", afirma. "Tem que sentir muito como a criança está lidando com isso. Observar o comportamento para ver se ela está cansada e se o rendimento na escola começa a diminuir", diz. Flora se preocupou em contratar uma professora de inglês para que as crianças tivessem aulas em casa. Para ela, é melhor opção para evitar o stress desnecessário no trânsito.Apesar da preocupação, Flora fez alterações na rotina de Cecília. A pequena começou a apresentar sinais de stress. Para descobrir o problema, Flora foi investigar com a filha e percebeu que a natação estava causando o problema. "Ela chorava muito e quando acordava dizia que não queria ir para a escola. Estava diferente do que ela é normalmente", disse. Flora tirou a filha da natação no ano passado, mas ela já pediu para voltar esse ano, segundo a mãe, que vai observar o desempenho da criança.Quando é depressão – De acordo com Ivete Gattás, da Unifesp, a depressão afeta 2% das crianças e até 5% dos adolescentes. Sabe-se ainda que a depressão na infância e na adolescência pode influenciar negativamente o desenvolvimento e o desempenho escolar, além de aumentar o risco de abuso de substâncias químicas e de suicídio.Somente 50% dos adolescentes com depressão recebem o diagnóstico antes de se tornarem adultos. Gattás explica que o transtorno depressivo pode surgir a partir de vários fatores: predisposição genética e associação de fatores ambientais, que podem ser desencadeados pelo stress do dia a dia, sensação de vulnerabilidade, restrição ao desempenho da criança e sobrecarrega de atividades. (Veja a lista de sintomas). "Para caracterizar depressão, a criança deve apresentar mais de cinco sintomas, durante um mês", afirma Gattás.Terapia — Estudos já mostraram que a ansiedade durante a infância, se não contornada, pode se transformar em depressão durante a vida adulta. Por isso é necessário prevenir qualquer sintoma, mesmo que ele não seja o suficiente para o diagnóstico da depressão. (Veja como evitar o stress infantil.)Carla*, de oito anos, começou a ter problemas aos cinco. Em seus desenhos, ela sempre aparecia chorando, enquanto suas amigas sorriam. “Ela é muito preocupada com a imagem que os outros têm dela. Se ela percebe que não corresponde ao que os outros esperam, ela se chateia muito”, diz a arquiteta Patrícia*, mãe de Carla.“Tentamos conversar com ela, mas ela não revelava o que estava acontecendo. Descobri que as crianças na escola faziam um clubinho e que a Carla era sempre excluída”, diz Patrícia. O problema foi solucionado com a troca de sala. A pediatra de Carla indicou um especialista em saúde mental, para prevenir e ajudar a garota a entender a própria ansiedade. Há três anos, ela faz análise uma vez por semana. “Às vezes, ela me pergunta o que eu acho sobre determinado assunto e eu fico em dúvida sobre o que responder. E ela diz: ‘já sei, vou levar isso pra analista’”, conta a mãe.Para Gattás, o pediatra deve ser treinado na área de saúde mental para diagnosticar problemas da infância e adolescência. “Ele acompanha a criança durante o crescimento e tem uma importância fundamental na orientação dos pais”, diz. “Se não houver uma mudança na forma como os pais lidam com seus filhos, vamos ver um aumento da frequência dos quadros psiquiátricos, mas transtornos de ansiedade e falta de perspectivas para as novas gerações”, diz Assumpção.*Os nomes das mães e das crianças utilizados nesta reportagem foram trocados com o objetivo de preservar a privacidade dos personagens
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Os casos de diabetes tipo 1 estão aumentando globalmente. Será que a obesidade também explica este crescimento?
Como aparece o diabetes tipo 1?
O tipo 1, que era conhecido como diabetes juvenil, é uma doença auto-imune na qual o organismo ataca suas próprias células (as células beta do pâncreas), destruindo a sua capacidade de produzir insulina.
Como está sendo observado o crescimento da doença no mundo?
O primeiro sinal de que o diabetes tipo 1 está aumentando foi observado em 2006 pelo projeto da Organização Mundial de Saúde conhecido como DIAMOND. Este projeto revisou dados de 112 pesquisas sobre diabetes em 57 países e mostrou que o diabetes tipo 1 aumentou, em média, 5,3% ao ano na América do Norte, 4% na Ásia e 3,2% na Europa.
Um segundo trabalho, o EURODIAB, comparou a incidência de diabetes em 17 países e observou não só que o diabetes tipo 1 estava aumentando (cerca de 3,9% ao ano, em média) mas também que este crescimento era mais acentuado em crianças abaixo dos cinco anos de idade.
O que pode explicar o crescimento do diabetes tipo 1?
Mudanças genéticas em um curto período de tempo não explicam este aumento. Os fatores ambientais provavelmente poderão explicar este crescimento, de acordo com Giuseppina Imperatore, coordenadora de uma equipe de epidemiologistas na Division of Diabetes Translation do Centers for Disease Control and Prevention.
Os pesquisadores procuram por influências que ocorram globalmente e consideram a possibilidade de certos fatores terem mais importância em algumas regiões do que em outras.
A lista de possibilidades é grande:
Cientistas sugeriram que o glúten, proteína presente no trigo, possa desempenhar um papel neste crescimento, já que os pacientes parecem estar em maior risco para desenvolver a doença celíaca. Além disso, o consumo de glúten proveniente de alimentos altamente processados tem crescido ao longo das décadas.
Os pesquisadores também avaliam quando os bebês começam a ser alimentados por raízes, pois os tubérculos armazenados podem ser contaminados por fungos microscópicos que parecem promover o desenvolvimento de diabetes em ratos.
Atualmente, o alvo de estudos são as infecções causadas por bactérias, vírus ou parasitas. A "hipótese higiênica" propõe que a exposição precoce a infecções ou organismos do solo ensina o sistema imunológico em desenvolvimento a se manter em equilíbrio e o impede de reagir de forma descontrolada num momento posterior da vida, quando encontra alérgenos. Desta forma, viver em condições higiênicas, privando crianças de exposições precoces, pode alimentar uma epidemia de alergias futuras.
A versão da "hipótese higiênica" para o diabetes tipo 1 propõe que quando o sistema imunológico aprende a não reagir exageradamente a alérgenos, também aprende a tolerar compostos estranhos a partir do próprio corpo e, portanto, impede o ataque auto-imune que destrói a capacidade de produzir insulina, ou seja, impede o ataque às células beta do pâncreas.
Algumas evidências circunstanciais suportam esta hipótese. Crianças com mais irmãos podem trazer infecções para casa, provindas de creche ou escola; estas crianças são menos propensas a serem hospitalizados pordiabetes tipo 1. A doença também é menos comum em crianças que frequentam creches e, de acordo com pesquisas, mais comum em camundongos criados em ambientes estéreis.
Christopher Cardwell, professor de estatística médica da Universidade de Queen, em Belfast, realizou uma meta-análise de associações entre o diabetes tipo 1 e ordem de nascimento, idade materna no parto e nascimento por cesariana, os quais afetam os organismos a que as crianças são expostas. "Todos estes fatores pareciam estar associados", diz ele, "mas todos eles foram associações bastante fracas. Nenhuma delas foi de uma magnitude que poderia explicar a incidência crescente ao longo do tempo.
O que dizem as pesquisas mais recentes?
Recentemente, as pesquisas para explicar o aumento do diabetes tipo 1 tomaram um rumo inesperado. Alguns pesquisadores estão reconsiderando o papel de antigos adversários: o sobrepeso e a obesidade.
Essa suspeita pode parecer contraditória, dado que estar acima do peso colabora para a produção de grandes quantidades de insulina (como no tipo 2), e não pouca insulina. Mas alguns pesquisadores afirmam que o estresse de produzir tanta insulina pode esgotar as células beta do pâncreas e colaborar para que uma criança cujas células beta já estão sob estresse desenvolva o diabetes tipo 1. Essa ideia, chamada de"hipótese aceleradora ou de sobrecarga", propõe que "se uma criança é gordinha, a adiposidade extra irá desafiar as células beta do pâncreas", diz Rebecca Lipton, professora emérita da Universidade de Chicago. "Em uma criança que já iniciou o processo auto-imune, as células beta vão apenas falhar mais rapidamente, porque elas estão sendo forçadas a colocar para fora mais insulina do que uma criança magra coloca", afirma.
Qual é o objetivo de conhecer melhor o crescimento desta doença?
Os cientistas querem fazer mais do que apenas explicar o aumento do diabetes tipo 1, eles querem evitar este crescimento. Infelizmente, se o excesso de peso é um dos principais contribuintes para o problema, essa tarefa não será fácil. Ninguém, até agora, tem sido capaz de diminuir a epidemia de obesidade global. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins estimam que em 2048, todos os adultos americanos terão excesso de peso. Pelo menos se as tendências atuais se mantiverem.
Por isso é tão importante criar crianças (para não mencionar os adultos) fisicamente ativas, que se alimentem de maneira saudável e mantenham o peso corporal dentro de parâmetros considerados normais para a idade.
FONTE: ABC.MED.BR, 2012. Os casos de diabetes tipo 1 estão aumentando globalmente. Será que a obesidade também explica este crescimento?. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/258630/os+casos+de+diabetes+tipo+1+estao+a.htm>. Acesso em: 2 fev. 2012.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Diabetes e a Doença de Parkinson
Pessoas com diabetes podem ter maior probabilidade de também desenvolver a doença de Parkinson – e isso parece ser particularmente verdadeiro para os pacientes mais jovens, sugere um novo estudo.segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
De olho nos pequenos
De olho nos pequenos
Diabetes na infância não tem prevenção e agilidade no diagnóstico é fundamental para melhorar qualidade de vida das crianças
Quando se fala em diabetes, doença cujo dia mundial é celebrado em 14 de novembro, normalmente, o mal é associado a adultos e idosos. No entanto, crianças e adolescentes podem ser afetados pelo tipo 1 da doença, possível de ser contraída em qualquer idade. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, o crescimento do número de casos de diabetes do tipo 1 é de 3% ao ano. Na maioria das vezes, de acordo com especialistas, quando as crianças desenvolvem diabetes, os pais ficam perdidos, sem saber como lidar com o problema.Observando os hábitos da filha Letícia, de 6 anos, a enfermeira Juliana de Faria Pessoa Moreira Costa, 30, notou que havia algo errado. “Percebi que ela começou a fazer xixi na cama, coisa que não acontecia mais devido a sua idade, e também a ir muito ao banheiro. Ao mesmo tempo em que urinava, me pedia água. Ela também perdeu peso rapidamente”, conta a mãe. “Por trabalhar na área da saúde, eu já imaginava que poderia ser diabetes, mas não queria acreditar que fosse”, conclui.A doença foi diagnosticada no dia 12 de maio de 2009, antes mesmo que a menina completasse quatro anos, data que ficou marcada para as duas. Desde então, toda a família precisou mudar a rotina em função de Letícia. Logo que teve certeza do diagnóstico, o pediatra encaminhou a menina ao endocrinologista. A partir daí, tomar insulina passou a fazer parte da rotina da menina.A enfermeira conta que sua primeira atitude foi explicar detalhes da doença e dos cuidados que a filha deveria tomar daquele momento em diante. A decisão foi sábia. Graças ao diálogo, rapidamente Letícia desenvolveu a consciência sobre como agir. “Na escola, por exemplo, ela não come lanche oferecido por coleguinhas, porque sabe que não pode. Quando sente que está com a glicose baixa, ela mesma avisa à professora. Ela é quem vai conviver com a doença, portanto, precisa saber se cuidar”, diz Juliana.Hoje, além de visitar regularmente o endocrinologista, Letícia faz a medição da glicose em casa, diariamente, por meio de um aparelho fornecido pela Secretaria de Estado da Saúde, distribuído por meio da Prefeitura. A garota tem acompanhamento também de um nutricionista/ personal diet, que orienta a família acerca de como deve ser a alimentação. “É muito saudável, rica em verduras, frutas, sem muito carboidrato e açúcar. Ela se cuida bem e tem uma vida completamente normal”, conta a mãe.Em função dos cuidados e informações, Letícia nunca ficou internada, fato que a mãe atribui também ao diagnóstico precoce da doença.O diagnóstico
O endocrinologista itabirano Cláudio Alvarenga afirma que a primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecer o diabetes. Segundo o especialista, como não há formas de se prevenir ou evitar a doença em crianças, é imprescindível que o diagnóstico e o uso da insulina sejam feitos imediatamente. Caso contrário, a criança poderá entrar em coma. “É uma doença do pâncreas, na qual ocorre a destruição das células beta, responsáveis pela fabricação da insulina. Não há uma idade exata para que apareça numa criança. Há casos de o paciente já nascer diabético”, diz o especialista.Os exames disponíveis atualmente não são capazes de identificar se uma criança poderá ter a doença no futuro. Caso haja ocorrências de doentes na família, os especialistas recomendam que, durante as consultas periódicas com pediatras, o tema seja abordado, para que o médico possa solicitar exames. “Os sintomas são considerados uma defesa do organismo, que vai tentar eliminar, de qualquer modo, esse excesso de glicose que está no sangue. Então os rins passam a filtrar a glicose e a expeli-la junto da urina. A criança passa a urinar muito, levantando-se várias vezes à noite, perdendo grande volume de água e passando a ter muita sede”, detalha o médico.Tanto para adultos quanto para crianças, o diagnóstico do diabetes é feito quando os níveis da glicose excedem 125 mg, valor que ainda não provoca nenhum sintoma. Geralmente, os sintomas só aparecem quando a glicose já está muito alta. “Quando se descobre que uma pessoa é diabética, normalmente ela já está doente há anos e não sabe. Por isso é preciso ficar atento e fazer exames periodicamente”, explica o endocrinologista.A criança diabética e seus familiares devem ser capazes de realizar a contagem dos carboidratos, o que significa saber em quanto cada alimento vai aumentar a glicose e quantas unidades de insulina deverão ser usadas para fazê-la voltar ao normal. O descontrole dos níveis de açúcar no sangue pode trazer complicações graves, como perda da visão e amputação de membros.Realidade difícil
A falta de controle do diabetes tem afetado a qualidade de vida de Nicole, de 13 anos. Por diversas vezes ela precisou ser internada e chegou a ficar por 16 dias no hospital durante uma das crises. Diabética desde os dois anos, por não ter o aparelho de medição, ainda não disponibilizado pela Saúde Pública quando houve o diagnóstico, a menina não teve condições de controlar corretamente os níveis de glicose. Hoje ela precisa injetar 28 seringas de insulina por dia, sendo 14 antes do café, três na hora do almoço e mais oito às 22h.Sua mãe, Margarete Felix Aparecida dos Reis, 32, descobriu a doença de Nicole após uma consulta com o pediatra. Antes disso, não tinha informação alguma sobre a questão. “Aqui não há doces, bala, refrigerante. Quando compro, tem que ser diet. Até adoçante aprendemos a usar. No entanto, não tenho condições de comprar sempre tudo de que ela precisa e ainda falta o medidor de glicose com as faixas, que até o hoje não temos”, lamenta Margarete, mãe de outros dois filhos.Nicole recebe insulina por meio de programas públicos de saúde, assim como o controle com o endocrinologista, mas ainda espera pelo aparelho de medição de glicose. “Sei quando a glicose está baixa, porque a Nicole fica fria, fica bamba e começa a tremer”, diz.Por conta da doença, a menina não tem conseguido estudar direito. Constantemente passa mal na escola. A mãe não a permite participar de festas de amigos, com medo de que ela exagere com as guloseimas. “Às vezes até os irmãos são impedidos de ir às festinhas. Quando ela vai, tem sempre que ter uma pessoa vigiando. Ela ainda não aceita o diabetes”, revela a mãe.Passando por dificuldades financeiras, a dona de casa reclamava, além da falta do aparelho para medir a glicose da filha, a perda da cesta básica, desde o final do ano passado, que recebia da Prefeitura por meio de programas sociais, o que dificultava ainda mais que a menina tivesse uma alimentação adequada.A Secretaria Municipal de Ação Social, após verificar a situação de Margarete e Nicole, detectou que o problema era relacionado somente a uma mudança de endereço do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) no qual a família estava inscrita. O cadastro também estava desatualizado. Ciente das providências a serem tomadas, a mãe espera que, daqui em diante, o futuro da filha seja de dias mais prósperos e tranquilos.Os médicos alertam que, se a doença for tratada devidamente desde a descoberta, é possível controlar o diabetes e os pacientes podem levar uma vida normal.
