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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Dia na Praia e a bomba de Insulina

Nesse feriadão estamos em nossa casa de praia em Ipioca, então, hoje resolvi dar umas dicas para o uso da bomba da insulina na praia

1ª Dica-Sempre levar uma cânula e um aplicador de reserva pois sua cânula pode cair.

2ª Dica-Sempre levar a tampinha da cânula e nunca esquecer de colocá-la quando for entrar no mar para não entrar água na cânula.

3ª Dica-Nunca passar protetor solar na cânula pois ela vai provavelmente sair por causa da oleosidade do protetor.

4ª Dica-Passar no máximo duas horas sem bomba no mar depois sair para medir a glicemia e corrigir se for necessário. Depois pode voltar por mais duas horas e assim por diante.

5ª Dica-Nunca deixar a bomba no sol para a insulina não esquentar pois ela pode perder o efeito.

6ª Dica-Sempre levar com você algum tipo de comida pois se a glicemia baixar, pode corrigir a hipoglicemia com facilidade. E não pode também esquecer dos horários de comer.

7ª Dica-DIVIRTA-SE!




terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

NOVAS TECNOLOGIAS SÃO MUITO BEM VINDAS!!

Por Kellen, mãe da Marília

Foi com muita satisfação que recebi a notícia de que o novo sensor de glicose FreeStyle Libre está chegando ao Brasil!!!!Para nós, pais e mães de crinças DM1, esse aparelho pode significar menos desgaste, pois seriam bem menos picadas diárias, além de gráficos de tendência dos valores glicêmicos, representando uma maior segurança para evitar episódios de hipoglicemia. Imaginem ao invés de uma média de oito ou mais picadas diárias, passarmos a fazer duas mensais, já que segundo o fabricante, o conjunto do sensor pode ser trocado a cada 14 dias, sendo o sensor colocado na parte posterior do braço. Para saber o valor da glicemia, basta aproximar o aparelho que escaneia, uma espécie de glicosímetro que funciona com tecnologia Bluetooth. Ainda não há uma data certa, mas já estão fazendo inscrições no site, para quem se interessa pelo produto, basta acessar o link https://www.freestylelibre.com.br
Não sabemos ainda como será a aceitação desse sistema, mas a possibilidade de melhoria na qualidade de vida é sempre um combustível para continuar com o cuidado.
Lembrando que o melhor de tudo isso é saber que temos ferramentas cada vez mais sofisticadas para o controle do diabetes e que o cuidado e a disciplina diários fazem toda a diferença para um presente  e um futuro de saúde e plenitude.
Uma excelente semana a todos!!

        Kellen Azevedo de Sousa

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Nossa experiência com o DiabetesBox-Satisfação define!

Por Kellen, mãe da Marília

Arcar com as despesas do tratamento do DM 1 é bastante oneroso, como todos sabem, especialmente quando tentamos fazer um bom controle . Afinal, sabemos que só assim é possível viver com qualidade de vida e evitar as temidas sequelas da falta de controle. Aqui em casa, conseguimos pelo SUS somente a insulina basal, Lantus; algumas poucas vezes, a ultrarrápida, pois o processo administrativo garante apenas a basal, isso quando não há algum problema burocrático.
Então, a saída para conseguir tiras reagentes, lancetas e agulhas mais baratas é pesquisar preços, pechinchar......como fazemos há quase 4 anos.
Box 1: monitor Connect com lancetador Fastclix,
 10 agulhas 4 mm, 1 cx de adoçante
 e um bolinho diet
Sinceramente, a ACCU CHEK sempre tem me surpreendido positivamente, não só pela qualidade dos insumos, como pelo comprometimento com quem precisa cuidar de uma doença crônica. Por cerca de quase dois anos, sempre comprava as tiras Performa em um mesmo site (que tinha o melhor preço disparado) e acumulava pontos no PROGRAMA DE BEM COM A VIDA, o que rendia cerca de quase 6 caixas de 50 tiras ao fim de um ano de consumo, pelo programa de fidelidade....uma economia e tanto, por sinal.
Agora, com a assinatura do Diabetes Box , estou muitíssimo satisfeita, somado à comodidade de receber as tiras a cada 2 meses (sempre pontualíssimos),  ainda acompanhadas de vários produtos para experimentar e que, até agora, vem sempre valendo a pena.... NAS FOTOS, detalho os produtos que vêm  sem custo. Lembrando que o valor pago pela assinatura corresponde somente às tiras e é o melhor preço que tenho achado, sem custo adicional de frete.
 Além de sempre vir material educativo de excelente qualidade em cada box.....de livro de receitas a manual para professores de crianças com diabetes.
Box 2: cookies diet, Glicofast , creme hidratante e uma bolsinha
 para glicosímetro, canetas e afins
Claro que alguns ajustes são necessários, já que mesmo nesse pacote as tiras são insuficientes para o período da assinatura, mas fica a sugestão à Roche para desenvolver uma possível solução que atenda a isso.
É muito bom poder ter alternativas que valem o preço e a qualidade, sem contar que o monitor Connect não teve custo e tem sido extremamente útil para nós, excelente para saber como está o controle e para informar TUUUUUDO ao médico....farei um post detalhando isso depois, ok?
Para quem precisa comprar, como nós, super  recomendo, por experiência própria.
Acessem  https://loja.debemcomavida.com.br/paginas/categoria/diabetes-box&id=3&assina=1   para ver detalhes sobre a assinatura do diabetes box.
Box 3:lancetador e 24 lancetas Fastclix, Snack de frutas desidratadas e chocolate zero açúcar
Um beijo Azul a todos, afinal Novembro é época de reforçar ainda mais a importância de se cuidar.

 Kellen Azevedo de Sousa


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Viagem Internacional x Diabetes - Parte 1 - O ANTES DA VIAGEM

orlando-disney-magic-kingdomJulia ganhou de presente de aniversário de 8 anos a viagem para a Disney que ela tanto sonhava…  Nossa felicidade foi imensa pois era um sonho muito mais nosso como pais de poder proporcionar isso para ela do que propriamente dela como filha e como fã de tudo relacionado à Disney. Então no final dessa semana embarcaremos nessa viagem dos sonhos dela.

Tinhamos tempo…. Começamos há 6 meses atrás os preparativos… Podíamos fazer tudo com muita calma para que tudo saisse o mais proximo possivel do jeitinho que sempre sonhamos.

Porém algumas duvidas e preocupações começaram a surgir pelo caminho em relação aos procedimentos quanto à bomba de insulina e ao dia a dia com o diabetes em um lugar completamente novo e de rotina totalmente diferenciada. Começamos a pesquisar, a falar com um, com outro, até chegarmos às nossas conclusões e resolvemos então compartilhar tudo isso numa postagem para que possa ajudar quem por acaso passar pela mesma situação, seja qual for a viagem internacional. Na volta prometo que faço outra postagem complementando essa daqui explicando como as coisas de fato aconteceram…

Então, a primeira coisa a fazer era tirar o passaporte de Julia e conseguir os vistos americanos…

  • A Emissão do Passaporte – Tudo super normal. Agendamos a hora para a entrevista imagespela internet (é tudo muito facil), Foi só chegar na hora exata com todos os documentos que eles solicitaram, ela tirou a foto, colocou as digitais e foi só esperar o dia de pegar o passaporte prontinho para viajar. A entrada e revista na Receita é como de banco… Nem perceberam que Julia usava a Bomba de insulina e muito menos que na sua bolsinha estavam todos os insumos…
  • A emissão do visto americano – Nós que somos de Alagoas, temos que ir para Recife para poder solicitar o visto americano. Fizemos todo agendamento e preenchimento de cadastro pela internet e observamos todas as regras, documentos e procedimentos necessários para que tudo saisse conforme o previsto pois estariamos em outra cidade. No dia anterior ao agendado estávamos em Recife pois no outro dia logo cedo teriamos que estar na fila do consulado americano para a entrevista. A principio fiquei um pouco receosa pois eles tem regras rigidas do que pode ou não levar para dentro do consulado. Ficamos com um certo receio deles implicarem com a entrada do glicosimetro. Então entramos na fila apenas com a papelada necessária e o estojo do glicosimetro e com algumas pastilhas de hipoglicemia para alguma emergencia, tudo na mão sem bolsa e sem celular…  Só mesmo o básico… Na revista logo na entrada, informamos ao  oficial que Júlia usava bomba de insulina e que o glicosimetro era dela… Passamos sem nenhuma dificuldade. Esperamos cerca de 1,5hs pela entrevista , respondemos apenas ao perguntado e fomos liberados com o visto obtido.

Com Passaporte e vistos na mão, fomos à arrumação da programação e restante das coisas… Foi aí que as duvidas começaram a surgir quanto ao que era necessário levar, como fariamos para driblar a rotina tão diferente de dias como esses de parques e outras coisinhas a mais… Aí estão listados nossos principais questionamentos e as conclusões/soluções que chegamos até o momento:

  • Relatório Médico em inglês – Vimos que seria necessário que a endocrinologista dela fizesse um relatório médico em inglês para eventuais duvidas sobre seu tratamento e foto 3sobre a bomba de insulina nos aeroportos ou em qualquer outra situação. O relatorio consiste basicamente em explicarque ela usa boba de insulina e quais os insumos necessários para a mesma. Além disso também providenciamos as receitas médicas de todos os remedios que ela usa normalmente e que levaremos na viagem.
  • Preocupação com a configuração do hotel para se certificar que tinha frigobar – Uma das exigencias na hora da escolha do hotel, foi a preocupação de se o hotel possuia ou não frigobar no quarto. Acreditem se quiser, lá existem muitos hoteis que não possuem frigobar no quarto. Então nos certificamos quanto a isso com  o hotel para garantir que as insulinas extras fiquem na geladeira e os lanchinhos noturnos para caso de hipoglicemia  dela  também (normalmente oferemos a ela nesses casos um leite fermentado pois é algo que ela consegue tomar “sem acordar” e possui a quantidade de carboidratos necessária para a correção – e ele precisa ficar na geladeira).
  • Coisinhas indispensáveis para levar dentro do avião e quantidades necessárias - Numa viagem internacional onde não é facil conseguir insumos especiais como os da bomba de insulina, temos que nos preocupar em sempre levar um pouco a mais que a conta necessária para aqueles dias que você passará viajando, pensando sempre que pode ocorrer alguma eventualidade pelo caminho como a troca mais frequente de canulas por conta do calor, a necessidade de passar mais dias que o esperado ou ate alguma doencinha (que Deus nos livre) que precise usar um pouco mais de insumos… Estamos levando então já que sou exagerada, quase o dobro do que Julia realmente precisaria… Afinal, uma Mãe prevenida, vale por duas!!!! rsrsrsrsrs…. Ainda tem outra coisa… Lembrar de colocar os insumos, pelo menos os necessarios para os dias que você passará viajando, na mala de mão junto a você. Já pensou se essa mala extravia e você fica sem insumos para seu filho porque estava tudo dentro da mala que extraviou?!?!?!?!?!
  • A entrada no parque com lanchinhos e alimentação especial – Entrar com alguns tipos de alimentos em alguns parques, é proibido e eles images (2)implicam de verdade na revista da entrada. Porém para pessoas que muitas vezes necessitam de alimentação especial como os portadores de diabetes, eles abrem exceção sem problemas. Basta ficar atento às regras impostas por eles e adequar as alimentações que você levar a elas. Exemplo: Eles não permitem entrada com bebida em garrafas de vidro.
  • A distribuição dos dias de parque –  Procuramos fazer a distribuição dos dias de parque para que ficasse o menos cansativo possivel para Júlia. Como tinhamos um pouco mais de dias que a quantidade de parque que escolhemos, resolvemos intercalar quando possivel dias de parque com dias de descanso pois assim ficaria bem menos puxado. Sei que as caminhadas grandes e constantes dos parques podem alterar o perfil insulinico dela e que ela deverá precisar de alguns ajustes. Vamos observando e fazendo os ajustes necessários.
  • Os horários da refeições  - Uma das grande preocupações em viagens em geral aqui em casa é a quantidade de hipoglicemias e consequentemente hiperglicemias de rebote que Julia tem ao longo do dia quando suas refeições saem dos horários habituais e sua vida sai um tanto assim da rotina. Então uma providência que tentamos tomar nos nossos roteiros de cada parque especificamente foi determinar restaurante-bela-e-a-fera-disneymetas de horários das refeições para que a hora das refeições principais não sejam “esquecidas” ou passadas muito das horas habituais. É tudo uma questão de jogo de cintura… Julia realmente não funciona bem se passar o dia inteiro só fazendo “lanchinhos”. Ela precisa comer “comida de verdade” pelo menos na hora do almoço para que consigamos deixar suas glicemias em niveis aceitaveis sem inteferir em nada de sua vida.
  •  A bomba de insulina nos brinquedo que molham –  Quase todos os parques possuemimages (1) brinquedos muito legais que de alguma forma molham o participante. Alguns para ser mais exata,  até ensopam a pessoa de verdade… Conversando com os amigos que já foram aos parques da Disney e analizando o que já fizemos em casos parecidos com esse ao longo dos anos de diabetes, decidimos que na hora de entrar nesse tipo de brinquedo, tiraremos a bomba e guardaremos em um plastico daqueles tipo Ziploc dentro da bolsa. A duração desse tipo de brinquedo fica no máximo em 15 min… Não dá para alterar tanto a glicemia assim….
  • Tempo de espera nas filas e a preocupação com hipoglicemia… O diabético tem algum direito especifico dentro dos parques? –  Isso realmente é algo que me preocupa! Dá medo de pegar uma daquelas filas de 2 horas de espera e ser no final do dia e Julia já ter comido todos os lanchinhos disponiveis dentro da mochila… E aí??? Já pensou esperar um tempão e na hora de finalmente entrar no brinquedo não poder entrar por conta de uma hipoglicemia??  Já ouvi muitos relatos sobre isso de amigosFila-Epcot-Disney que tem filhos com Diabetes… Para situções como essa, os parques da Universal  e pelo que li os da Disney em alguns casos pontuais, dá direito aos portadores de diabetes um passe especial que não é um fura fila (isso de jeito nenhum) mas é uma oportunidade de você guardar o seu lugar na fila e esperar a hora especificada para você naquele brinquedo. Tipo assim: O tempo de espera do brinquedo está de 45 minutos. Então você apresenta o cartão especial (que tem que ser solicitado no “Guest Relations” do  parque), o funcionário anota aquele horário que você mostrou e anota que você volte em 45 minutos. Aí vc guarda o seu lugar na fila e tem liberdade para esperar na sobra (coisa que tb me tira o juizo por conta do medo do sol e o calor  estragar a insulina do reservatorio) e para fazer um lanchinho se necessário e voltar inteira para andar no brinquedo. Não sei se realmente funciona… Iremos testar para ver se dá certo. tumblr_inline_n0c68sojN61qd3a6ctumblr_inline_n0c69oHUlf1qd3a6c
  • Coisinhas para levar na bolsa dentro dos parques – Dentro da mochila que levaremos foto 2para o parque, não podemos esquecer de colocar alem dos lanchinhos, glicosimetro, fita e insumos necessarios em geral, uma canula extra com o aplicador e pilhas extra para a bomba e para o controle. Todo mundo sabe o que o suor excessivo pode fazer com uma canula, não é?!?!? E acabar a pilha no meio de um dia, nem pensar!!! Levamos também (mas é coisa que está sempre dentro da bolsinha dela de insulina) uma caneta de insulina com novorapid para alguma emergência que por acaso a bomba não funcione por algum motivo…
  • Preocupação com a validade da insulina por conta do sol e do calor intenso – levar mais insulina – Ja falei acima sobre o receio de a insulina estragar com facilidade por conta do calor… Então para nos prevenir, como não sabemos como isso vai funcionar, a solução é levar bem mais insulina que o necessário…
  • Identificação da Criança - Outra grande preocupação nossa foi com a identificação da Júlia. Ela já usa diariamente uma pulseirinha de identificação do diabetes e com os foto 1nossos telefones (Meu, do pai e de casa). Mas nesse caso achamos necessário, já que ela não fala inglês, fazer um chachá com informações complementares, explicando que ela é Brasileira, que não faa inglês e com a identificação em que hotel estamos hospedados, além lógico da identificação que ela tem Diabetes Tipo 1. Tem outras soluções que achei bem legal também como a tatuagem temporária onde você pode escrever qualquer informação que quiser e colocar na pele da criança como aquelas tatuagens que vem nos chicletes, e ainda aquelas pulseiras tipo de eventos que você só usa naquele dia mas que também pode conter todas as informações necessárias.tumblr_inline_n0c783xicy1qd3a6cp_201

Pronto! Esses foram os principais questionamentos nesse processo todo da arrumação e planejamento dessa viagem tão esperada…. Agora vamos ver como as coisas vão acontecer realmente e depois volto por aqui para contar tudo!!!!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal do Pai da Jujuba!

O dia de hoje começou como gostaria que muitos outros tivessem começado ao longo do ano. Sem horário para levantar da cama, sem pressa para arrumar Jujuba para ir à Escola, sem correria para não chegar atrasado para minhas aulas na UFAL ...

Às 5h Jujuba acordou, fez um lanchinho comigo e veio dar mais um cochilo na minha cama. Abraçou Carolina e lá permaneceu tranquila até às 7:15h. Eu levantei antes, mas fiquei alguns minutos olhando o sono tranquilo das mulheres da minha vida... Agradeci a Deus por estarmos todos juntos, em casa, tranquilos.

Hoje Jujuba completa quatro anos de diagnóstico. Só quatro? Para mim parecem 40 anos...

O cotidiano após o descobrimento da doença tornou-se mais intenso: novas responsabilidades, muitas incertezas e pedras no caminho. 2011 foi um ano particularmente difícil. Conciliar meus compromissos pessoais, acadêmicos e profissionais com a dura rotina de Carolina e os cuidados com a Júlia não foi nada fácil. Modificamos o tratamento dela, ingressamos com uma demanda judicial para obtenção da bomba de insulina, passamos por um quadro de sinuvite transitória do quadril que nos deixou bem assustados, sem falar nas rotineiras gripes, alergias e machucados de qualquer criança.

Chegar ao dia 23 e olhar para minha filha estável, feliz e tranquila não tem preço. Não preciso pedir mais nada ao Papai Noel, pois ele me concedeu todos os presentes que eu queria ao longo do ano: ver minha filha crescendo e se desenvolvendo feliz, estar bem com minha esposa, fazer planos juntos e ter a chance de bons momentos com a família. Obrigado 2011. Se em 2012 puder olhar para trás e perceber que tive um ano de muito trabalho, mas que tudo transcorreu com saúde e paz já está ótimo.

Em quatro anos passei a compreender um pouco melhor a doença, amadureci enquanto pessoa, aprendi muito enquanto pai e marido. Em especial descobri que se mantivermos o foco na doença deixamos de verificar benefícios indiretos ao seu redor, em especial o tempo dedicado à família.

Há quatro anos estávamos tristes, apreensivos e sem nenhuma vontade de comemorar o natal. Buscávamos explicações, culpados, soluções imediatas... Nada como o tempo para nos fazer entender a magia da vida, com todas as suas idas e vindas, com seus obstáculos que nos fortalecem e preparam para o futuro.

Este ano o Natal será bem diferente. Estamos bem e trabalharemos para permanecer assim. Isso é o que realmente importa. Entre uma medição e outra, brincarei com a Jujuba e contaremos carboidratos. Brincaremos de pintar, de boliche, jogaremos videogame e daremos boas gargalhadas. Mamãe Carolina estará conosco, vai tirar fotos e entrar na brincadeira. Estar feliz, dividir e compartilhar com familiares e amigos queridos.

Obrigado Papai...do céu.
Feliz Natal a todos. 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Rumo a mais uma consulta com a endocrino...

Tabelas, graficos, perfis, bomba e jujuba.... Tudo pronto para a consulta...



Os gráficos ainda precisam melhorar muito!!!!!!!!!!

sábado, 27 de agosto de 2011

Consulta tranquila e feliz!!!!!

Quinta tivemos consulta com a Endocrino da Jujuba, Dra Susana Chen.
Apesar dos ajustes que ainda temos que fazer, ela está super satisfeita com os resultados da Bomba de Insulina em Júlia. Realmente a Bomba mudou em pouco tempo o seu estado geral . Ela está com uma planilha muito mais perto do ideal... Como nunca esteve apesar de todo e qualquer cuidado.... Está mais magra (pois passou a ter menos ânsia por comida), está mais feliz, está com um comportamento exemplar.... Ou seja, outra criança!!!!
Realmente estamos no caminho certo!!!!!!!
Lembrando que mesmo com a bomba ela continua tendo algumas variações de hiper e hipos... Afinal, a bomba é eficiente mas não é milagre!!!!!
Ela ainda está acordando altinha.... Mas a primeira medição é de 6 da manhã, e Susana acha que é o fenômeno do alvorecer. No lanche da manhã ela tb está tendo hipers constantes e no almoço hipos constantes.... Isso já está sendo ajustado.
Mas para um primeiro mês, com tudo novo, até que estamos indo bem!!!!!!
E que continue assim!!!!!!!

Planilha glicêmica de Agosto 


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Glicemias da Primeira semana com a Bomba....

Essa é a tabelinha de glicemias da primeira semana com o uso da bomba....
Ainda tem muito o que ajustar... Mas chegaremos lá!!!!!!!!!


Utilizei o seguinte critério para as cores:

1. Vermelho - Hipoglicemia severa - abaixo de 70
2. Amarelo - faixa hipoglicêmica - entre 71 e 89
3. Verde - faixa alvo - entre 90 e 135
4. azul claro - faixa hiperglicêmica - entre 136 e 250
5. Azul escuro - Hiperglicemia severa - acima de 251

terça-feira, 14 de junho de 2011

Planilha glicêmica de Maio/Junho

Ôoooo organismozinho difícil de domar esse da minha filha!!!!!!
Tanto cuidado e tanta dedicação para controles como esses?????
Juro que às vezes desanima!!!!!!

E minhas esperanças de um melhor controle com a Bomba de insulina se intensificam a cada dia!!!
Planilha Glicêmica de Maio
Planilha Glicêmica de Junho
Amanhã é dia de consulta com a endocrino-pediatra...
É dia também de fazer os acertos finais e marcar o dia para iniciar o teste da bomba....

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ontem foi dia de consulta com a Endócrino da Júlia...

Apesar de todo o esforço que fazemos para controlar as glicemias de nossa Jujuba e deixá-la dentro de sua meta Glicêmica média, e apesar de todos os ajustes que Susana fez nas dosagens e relações de insulina x CHO, a tabela glicemica da Júlia anda um horror!!!! Muitas glicemias ainda fora da meta, muitas hipoglicemias sintomáticas, muita e muita variação!!!!!
Tabela de Glicemias e Insulinas de Abril 2011
Tabela de Glicemias e Insulinas de Maio 2011

Andei até mudando as cores para ficar mais claro o que está fora da meta!!!! E aí é que assusta mesmo!!!!
Tudo bem que no mês de abril temos que dar uma folga por ela ter passado mais da metade do mês doente e tomando remédios.... Em Maio, como Julia não esteve doente, As glicemias estão bem melhores, porém, ainda muito fora dos padrões normais...

Já temos 3 anos e meio de diagnóstico e quase nenhum mês (para não dizer nenhum) que pudéssemos dizer: "Este mês foi um bom mês de glicemias e a meta ficou dentro do esperado"...

Com o tempo, aprendemos a ser tolerantes, mas até nossa paciência de "Doces Pais" têm limites!!!!

Conversamos com Susana (endócrino) e decidimos que realmente chegou a hora de testar a bomba de Infusão!!!!!!! Vamos ver se os resultados com ela serão mais satisfatórios.... Vamos ver se Julia vai se adaptar direitinho a ela.... São tantas dúvidas mas ao mesmo tempo tantas esperanças por tempos melhores!!!!!

Vou viajar nesse mês de Junho , então como tenho que estar 100% presente em todo o processo de adaptação, marcaremos o teste para o mês de julho....

Preciso ver glicemias melhores!!! Preciso notar que todos os nossos esforços e cuidados são válidos!!!!!

Já estou ansiosíssima!!!!!!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Glicemias de Fevereiro.....

Essa é a tabela glicêmica de fevereiro....
Com Julia mais de 15 dias doente, e tomando um remédio que causa hipoglicemia, impossível controlar!!!!
Aumentou o número de hipos serveras e de Carboidratos para controlar essas hipos e diminuiu a quantidade de insulina aplicada em quase 1/3.........
Aí vai a tabela:
Tabela Glicêmica da Julia de Fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Basta adoecer!!!! Hunf!!!!

Desde o começo do mês que as glicemias da Júlia andavam estranhas...
Foi só ter a primeira semana de aula e pronto!!!!
Adoeceu!!!!!!
E é só a gripe aparecer que o controle desembesta totalmente!!!!
Hoje começou o antibiótico que da ultima vez que ela tomou foi hipoglicemiante...
A partir de hoje, cuidado dobrado!!!!

Ai, ai.... E haja paciência!!!!!!

Tabela Glicêmica de Fevereiro

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dia de Consulta com a endócrino pediatra...

Hoje foi mais um dia de consulta com nossa amada Susana... 

Apesar das férias, Júlia deu uma melhorada nos controles nesse mês em relação a Dezembro, mas Susana resolveu dar uma modificada no nosso esquema de contagem de carboidratos x insulinoterapia...

Até hoje de manhã o nosso esquema era o seguinte:
0,5UI de novorapid para queimar 15g de CHO, mas só em glicemias acima de 150mg/dl durante o dia e 0,5UI de novorapid para queimar 25g de CHO em glicemias acima de 180mg/dl durante a noite... 
Lógico que se ultrapassasse a "cota" de CHO possivel por refeição, queimávamos o excesso de CHO consumidos independente da glicemia....

Agora ficou assim:
0,5UI de novorapid para queimar 12g de CHO com glicemias acima de 100mg/dl durante o dia e  0,5UI de novorapid para queimar 25g de CHO em glicemias acima de 150mg/dl durante a noite.

A correção glicêmica ficou a mesma coisa: 0,5 UI de novorapid para corrigir 50mg/dl durante o dia e 0,5 para queimar 100mg/dl durante a noite...

Já estava muito animada com a idéia de pensar em colocar a bomba de insulina na Julia e após essa consulta de hoje me animei até DEMAIS da conta....rsrsrsrsrsrsrsrs.... Com a supervisão e apoio de Susana, tudo fica diferente!!!!
Vamos refinar o controle de Julia para ver pensamos nesse caso daqui para o fim do ano....

Ela já passou de 1m de altura (finalmente!!!) e ganhou esse mês 600g a mais de peso... Mas nada fora do normal..... Afinal de contas, estamos em Janeiro, mês de férias!!!!!


sábado, 29 de janeiro de 2011

Tabela Glicêmica de Janeiro....

Legenda:
Em Branco 
Glicemias dentro da média esperada - entre 65 e 150 durante o dia e entre 65 e 180 durante a noite
Em Amarelo
Hipoglicemias - Abaixo de 65
Em Cinza 
Hiperglicemias entre 150 e 299
Em Vermelho
Hiperglicemias de 300 para cima

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

S.O.S Mais Você: Doutor Guilherme Furtado tira dúvidas sobre diabetes

Não é muito o MEU tipo de tratamento com Julia, pois ela pode Sim comer tudo o que está na mesa da Ana Maria Braga, só que nas sua medidas certas e fazendo a contagem de carboidratos necessária... Mas vale a pena assistir...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Açucar: sim ou não

Muito se discutiu entre as "doces blogueiras e blogueiros" na semana passada sobre o consumo ou não do Açúcar pelos diabéticos... Alguns são contra, muitos a favor, tudo depende do ponto de vista pessoal e da conduta escolhida para o tratamento...

A minutos atrás estávamos eu e minha filhota comendo uma fatia de um delicioso bolo de limão, e a carinha dela de satisfação por estar comendo aquilo, sem culpa e sem ser "proibido" me fez parar para pensar... "O que seria de nós sem a bendita Contagem de Carboidratos????" 

A nossa posição e conduta com nossa filha é: SIM, ela come açucar!!!! 
Nós escolhemos o caminho da liberdade e da Boa qualidade de vida!!!! 
E viva a contagem de Carboidratos!!!!

Então resolvi postar aqui uma reportagem da Revista Sabor&Vida Diabéticos que achei bem interessante falando exatamente sobre isso...


Saiba a resposta para esse dilema que tanto mexe com a vida dos portadores de diabetes
Flávia Benvenga

Versão oficial
A resposta oficial a essa pergunta é afirmativa: o diabético controlado pode sim ingerir açúcar! Pois é, chega a ser surpreendende, mas é exatamente isso o que diz a Associação Americana de Diabetes (ADA). “Não existe nada que respalde a proibição do açúcar para o diabético”, garante a nutricionista Gisele Goveia, coordenadora do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Segundo a especialista, evidên­cias científicas têm demonstrado que a quantidade total de carboidratos (ce­­reais, massas, pães, açúcar e outros) presente nas refeições é mais importante para o ajuste da glicemia do que o tipo ou fonte dele. Ou seja, uma colher (sopa) de açúcar comum, o de mesa — que também é um tipo de carboidrato (sacarose) — pode fazer parte da dieta do portador de diabetes se for consumido no lugar, por exemplo, de duas colheres (sopa) de arroz integral 
De acordo com a nutricionista Lis Proença Vieira, do Serviço de Nutrição e Dietética do Incor, a ADA permite o consumo do açúcar para tornar a dieta do diabético menos restritiva. Mas dentro de alguns limites. A entidade sustenta que a sacarose (açúcar da cana ou da beterraba) deve substituir outro carboidrato na dieta e, se isso não acontecer, a quantidade extra de glicose deve ser compensada com aplicação de insulina ou outra medicação. “Portanto, para que o portador de diabetes inclua no cardápio o açúcar, puro ou utilizado no preparo de doces, sem comprometer os limites, ele deve reduzir o consumo de outros carboidratos, como pão, farinha, torta, macarrão, torrada...”, alerta a nutricionista Lis Proença.
Além da limitação de carboidratos, o diabético deve respeitar também os índices calóricos de uma alimentação saudável. “Segundo a ADA, a quantidade diária tolerada de açúcar, que varia de pessoa para pessoa, é de até 10% do valor calórico total da dieta. Assim, em uma dieta diária de 1.500 calorias, a pessoa poderia consumir 150 calorias de açúcar, o equivalente a uma colher e meia (das de sopa)”, observa a nutricionista Lis Proença. “Vale frisar que o limite de 10% de sacarose por dia faz parte de uma indicação para uma alimentação saudável universal, seja a pessoa diabética ou não”, acrescenta Gisele Goveia, da SBD.
Em sua rotina de atendimento a diabéticos, a nutricionista da SBD conta que recentemente elaborou a dieta de uma senhora com diabetes controlado que inclui um pedaço pequeno de bolo simples para ser apreciado mensalmente durante os encontros da paciente de­­­la com as amigas. “Percebi que ela iria comer de qualquer jeito o tal bolo, ­uma vez por mês nessa confraternização. Por­­­­ isso, para o lanche da tarde, suge­ri que ela substituisse uma fatia de pão de fôrma com requeijão light e um co­po de leite desnatado, que ela come nor­­malmente, pelo bolo e uma xícara de chá”, explica Gisele Goveia.
Amargas complicações 
Mas, se a principal entidade de diabe­tes do mundo autoriza o consumo de açúcar, por que todos dizem que os portadores da doença não podem co­mer doces? Os médicos costumam pregar que o diabético não deve inge­rir açúcar por não possuir insulina (hor­mônio produzido pelo pâncreas) suficiente para retirá-lo do sangue e levá-lo para as células. Ou seja, ficam com excesso de açúcar no sangue. O problema é que, se o diabético não mantém a taxa de glicose dentro dos ní­veis normais de concentração (em geral, de 80 a 99 mg/dL), corre risco de desenvolver uma série de complica­ções. E o que é mais importante: o des­controle da quantidade de glicose no sangue costuma estar relacionado ao consumo excessivo de açúcar e de outros alimentos ricos em carboidrato.
“Independentemente do ti­po de diabetes, 1 ou 2, os cuidados e complicações com relação à ingestão de açúcar são os mesmos”, ga­­rante a nutricionista Lis Proença, do Incor. “Quando o açúcar é consumido de forma excessiva, pode-se gerar uma hiperglicemia, que é o aumento da concentração de açúcar no sangue. Se esse quadro se mantém a longo prazo, a hiper­glicemia pode se tornar crônica e causar lesões vasculares”. Segundo o diabetólogo Roberto Betti, também do Incor, a concentração de açúcar no sangue por um tempo prolongado reduz a capacidade de dilatação dos vasos sangüíneos (vasoconstrição), provoca inflamações nas paredes do sistema circulatório e favorece o surgimento de coágulos (trombos). “Isto é, há uma alteração do fluxo sangüíneo, que pode afetar olhos, rins, coração, cérebro, regiões periféricas e sistema nervoso”, esclarece o médico. 
As principais complicações decorrentes desses problemas vasculares são a doença arterial coronária, que pode causar infarto do miocárdio, derrame cerebral e insuficiência periférica; a retinopatia, que prejudica a visão e pode levar à cegueira; a nefropatia, que atinge os rins e causa insuficiência renal; e a neuropatia, que danifica os nervos. A forma mais comum de neuropatia é a periférica que lesa os nervos motores (movimentos voluntários como andar), sensoriais (tato) e autonômicos (funções orgânicas como a digestão). Assim, a maneira mais segura de se conviver bem com a doença é controlar o nível de açúcar no sangue, alimentar-se de forma saudável, seguir orientações médi­-cas, praticar atividades físicas e, se for preciso, tomar medicamentos, co­mo a insulina.
Doce veneno
Justamente por conta dessas conseqüências, para muitos profissionais, o diabético deve simplesmente excluir da dieta os doces, ou seja, alimentos que contenham sacarose. “A orientação clássica é desaconselhar a ingestão da sacarose”, explica a nutricionista Gisele Rossi Goveia, da SBD. “Entretanto, baseado nos estudos pu­blicados em 1995 pela Associação Americana de Diabetes, a SBD também chegou a um consenso: o diabético controlado, cumprindo uma dieta saudável e fazendo uma correta contagem de carboidratos (leia glossário), pode sim inserir a sacarose na alimentação dele”, informa Gisele.
O endocrinologista Walter Minicucci, vice-presidente da SBD, concorda que o diabético controlado pode ingerir açúcar, mas acha que ele não deve fazê-lo. “O consumo é permitido por ser consenso da SBD e da ADA, mas digo que não deve porque a maior parte dos doces é rica também em gordura, o que pode causar o aumento do peso e, conseqüentemente, tornar mais difícil o controle do diabetes”, justifica o médico. “Além disso, o manejo é complicado, pois a pessoa precisa saber fazer a substituição do doce por um outro carboidrato da dieta, medir a glicemia e, no caso de quem depende da terapia com insulina, fazer eventuais ajustes de dosagem do hormônio”.
Picos glicêmicos 
O diabetólogo Antonio Carlos Lerario, do Incor, ressalta que o mais importante não é somente o tipo, mas também a quantidade do carboidrato ingeri­- do — que pode ser uma batata ou um bo­­lo —, pois no organismo o nutriente será quebrado e transformado em glicose. “A questão, no caso da sacarose, que é uma forma muito concentrada de carboidratos, é o pouco tempo que ela leva para ser absorvida pelo sistema digestivo e a rapidez com que eleva as taxas de glicose no sangue. É por isso que, na prática, restringe-se o açúcar e indica-se a substituição por alimentos preparados com adoçantes dietéticos”, afirma Lerario.
Seja como for, o fato é que os carboidratos são uma das principais fontes de calorias da dieta do diabético, que precisa conter de 50% a 60% desse nutriente. Eles provêm principalmente do açúcar (carboidrato simples) e do amido (carboidrato complexo, encontrado nos pães, massas e feijões) e todos se transformam em glicose durante a digestão. Segundo a nutricionista Gisele Goveia, é fundamental para o diabético entender que dietas muito ricas em carboidratos simples, como o açúcar refinado, elevam repentinamente a glicose no sangue. Isto é, a insulina sobe depressa para conseguir mandar o açúcar que está na circulação para dentro das células. No entanto, o índice desse hormônio também pode cair se, por exemplo, o diabético ficar muito tempo em jejum. E, quando essa queda é intensa, pode levar à hipoglicemia (veja o glossário). Essa situação é mais comum entre diabéticos tipo 1, mas também pode ocorrer com o tipo 2. De acordo com a SBD, ao sentir os sintomas da hipoglicemia (suor, frio, tre­mores, sono, cansaço, tonturas, con­fusão mental, falta de coordenação, fo­me e outros), a pessoa deve verificar a concentração de açúcar no sangue e, se estiver baixa (menor que 70 mg/dL), precisa consumir carboidratos de rápida absorção, como um copo de su­co de laranja ou uma bala.
Prazer proibido
Enquanto alguns grupos de profissionais permitem a seus pacientes que seguem o tratamento à risca e não são obesos consumirem açúcar, a orientação do Incor é não liberá-lo a ninguém. “Para consentir, é necessário que o diabetes esteja controlado e que o paciente tenha um perfil especial: deve ser consciente e disciplinado, porque ele precisa saber contar os carboidratos”, justifica a nutricionista Lis Proença Vieira, do SND do Incor. “Sabemos que, com o tempo, ele pode aprender, mas nossa experiência mostra que normalmente o diabético se excede. E, infelizmente, na prática, concluímos que a substituição do doce por um outro carboidrato não é feita”.
Para a nutricionista, isso acontece porque a quantidade de açúcar permitida pela ADA na dieta do diabético é pequena. “Se a sacarose for liberada para nossos pacientes, essa quantidade será facilmente ultrapassada”, argumenta Lis Proença. “Além disso, como a porção aceitável de açúcar precisa ser ingerida em substituição a alguma outra fonte de carboidrato da dieta, o diabético precisa estar muito atento para não adicionar o açúcar ao que ele já come de massa”. Segundo o diabetólogo Antônio Carlos Lerario, para o diabético controlado, dependendo da quantidade, a ingestão da sacarose pode mesmo não fazer diferença. “Mas é essencial saber como usar o açúcar e seguir as orientações de forma responsável”, sintetiza o médico.
Nutriente dispensável
Os especialistas em saúde são unânimes em afirmar que, tanto para o indivíduo saudável como para o diabético controlado, o consumo de doces como bolos, pudins, tortas e chocolates deve ser esporádico. “Apesar de o açúcar ser uma fonte de energia, a sacarose não faz falta, diferente do carboidrato complexo, o amido. Esse sim é fundamental para uma alimentação saudável”, acredita Lis Prença, do Incor.
Até agora, as pesquisas científicas que visam “adoçar” a relação entre açúcar e diabetes caminham em direção à melhora da qualidade dos adoçantes dietéticos. “A indústria alimentícia dedica-se bastante ao desenvolvimento de produtos que substituam o açúcar e não tenham sabor residual”, conta Lis.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Métodos diferentes para a Hemoglobina Glicada

Dentre os teste de hemoglobina glicada que fizemos com Julia, um deles veio muito além do que podíamos imaginar para o bom controle que estavamos vendo no aparelho... Achamos estranho, mas, por costume, como já tinhamos aquele conceito pré formado que quando fazíamos o teste da Hemoglobina Glicada, os valores de referência ideal para a idade de Julia era entre 7% e 8%, nem prestamos atenção aos valores referência que vieram junto com o exame...

O que não sabíamos era que existia várias formas de se fazer a Hemoglobina Glicada (vários métodos) e que cada método tem um valor referência diferente, e que o exame que tinha sido feito não era a Hemoglobina Glicada A1c de costume...

O laboratório tinha errado o pedido e não tinha especificado A1c, assim eles usam outro método em que o valor referência está entre 6 a 8,3%, ou seja, tem uma tolerância bem maior...

Como não levamos o exame para a endócrino pediatra da Júlia ver só informamos o valor, ela não percebeu o erro do laboratório... Só na Hemoglobina seguinte (que o mesmo laboratório errou novamente), quando levamos para a Susana ver é que ela percebeu o erro e refizemos o exame, desta vez, A1c de verdade...

Nem preciso dizer que, depois de ter feito as devidas reclamações (que não adiantaram em nada), abandonei esse laboratório e estamos fazendo os exames desde então em um muito melhor....

Pesquisei para ver o que achava sobre assunto para colocar aqui, e achei esse textinho aí em baixo... Espero que ajude vcs a não cometerem o mesmo erro que nós...

Para que serve o teste da hemoglobina glicosilada?
O teste da hemoglobina glicosilada ou hemoglobina glicada ou glicohemoglobina ou HbA1C era praticamente desconhecido há 10 anos. Hoje, ele é utilizado para saber se o diabetes está bem controlado ou não.
O teste da hemoglobina glicosilada informa qual foi a média de todas as glicemias nos últimos três a quatro meses. É um exame que requer apenas uma gota de sangue e pode ser feito em qualquer horário do dia, estando o paciente em jejum ou não. Isso é muito importante, porque o exame não terá o seu resultado modificado caso o paciente tenha feito uma dieta correta nos dias anteriores à coleta ou tenha feito exercícios físicos recentemente. 
O exame da hemoglobina glicosilada, o qual chamaremos de HbG daqui para frente, pode ser feito tanto nos casos de diabetes do tipo 1 como do tipo 2.
A utilização desse teste ficou popular após a publicação de importantes estudos sobre relação entre o controle do diabetes e o surgimento de complicações. Os estudos mais importantes são o DCCT (Diabetes Control and Complications Trial) e o UKPDS (United Kingdom Prospective Diabetes Study). Nesses estudos ficou clara a relação entre os níveis de HbG e o surgimento de algumas das complicações do diabetes – nefropatia, retinopatia e neuropatia. 

O que é hemoglobina glicosilada?
A hemoglobina é uma molécula de proteína que está dentro dos glóbulos vermelhos (hemácias) que são as células do sangue responsáveis por levar o oxigênio dos pulmões para o resto do corpo. Da mesma forma que todas as outras proteínas, a hemoglobina pode ligar-se a açúcares como a glicose. A ligação da glicose com a hemoglobina é chamada de glicosilação e é uma ligação irreversível. A taxa de formação de HbG é diretamente proporcional à concentração de glicose no sangue.
Se a glicemia esteve alta durante uma semana, mais hemoglobina ficará glicosilada e esse fato ficará na “memória” das hemácias até que a última delas tenha sido substituída por uma nova hemácia, que fará novas ligações com a glicose. O processo de substituição das hemácias é contínuo, mas o tempo médio de vida destas células é de cerca de três meses. Isso significa que o exame da hemoglobina glicosilada mostrará como foi o controle médio da glicemia nos últimos três meses.
Quanto mais glicose houver no sangue, mais hemoglobina ficará glicosilada. Uma pessoa que não é diabética tem cerca de 5% de hemoglobina glicosilada. Nos pacientes diabéticos, quanto maiores forem os níveis de glicemia, maior será a porcentagem de hemoglobina glicosilada. Por exemplo, se a glicemia média for de 120mg/dL, a HbG será de aproximadamente 6%. Em outro caso, se a glicemia média for de 330mg/dL, a HbG será de aproximadamente 13%.

A HbG é a mesma coisa que a A1C?
Todas as ligações de hemoglobina e glicose são consideradas glicohemoglobinas ou hemoglobinas glicosiladas. A hemoglobina A1C é uma hemoglobina específica porque a ligação da glicose e da hemoglobina ocorre apenas em um local da molécula de hemoglobina. Alguns métodos de laboratório medem todas as HbG juntas e outros medem apenas a A1C, porém todos fornecerão a mesma importante informação sobre os níveis médios de glicemia. É necessário sempre verificar quais são os valores normais de cada tipo de teste. Essa informação vem junto com o resultado do exame.
Para resolver o problema de interpretar resultados com valores diferentes seria necessário padronizar os métodos de realização dos exames. Várias associações de diabetes no mundo estão trabalhando para que isso aconteça no futuro.
O resultado do teste de HbG representa a “memória” da glicemia de quantos meses?
A vida-média das hemácias é de 90 dias. A HbG representa a memória da glicemia desse período.
Na verdade a HbG é uma média ponderada dos últimos três a quatro meses porque não ocorre uma substituição total das hemácias uma vez a cada quatro meses. A reposição é constante e uma pessoa tem ao mesmo tempo hemácias novas, de meia-idade e velhas.
O resultado da HbG é mais afetado pelos níveis mais recentes de glicemia do que pelos antigos. As glicemias dos últimos três a quatro meses contribuem com apenas 10% do resultado porque a maior parte das hemácias antigas já foi substituída. Os níveis de glicemia do último mês têm peso maior, cerca de 50% do resultado.
Essas características da hemoglobina glicosilada podem causar um desvio do resultado às vezes. Para evitar isso é importante que o exame seja feito a intervalos regulares, três ou quatro vezes por ano.

Qual a frequência para a realização do exame?
A hemoglobina é uma molécula de proteína que está dentro dos glóbulos vermelhos (hemácias) que são as células do sangue responsáveis por levar o oxigênio dos pulmões para o resto do corpo. Da mesma forma que todas as outras proteínas, a hemoglobina pode ligar-se a açúcares como a glicose. A ligação da glicose com a hemoglobina é chamada de glicosilação e é uma ligação irreversível. A taxa de formação de HbG é diretamente proporcional à concentração de glicose no sangue.Se a glicemia esteve alta durante uma semana, mais hemoglobina ficará glicosilada e esse fato ficará na “memória” das hemácias até que a última delas tenha sido substituída por uma nova hemácia, que fará novas ligações com a glicose. O processo de substituição das hemácias é contínuo, mas o tempo médio de vida destas células é de cerca de três meses. Isso significa que o exame da hemoglobina glicosilada mostrará como foi o controle médio da glicemia nos últimos três meses.Quanto mais glicose houver no sangue, mais hemoglobina ficará glicosilada. Uma pessoa que não é diabética tem cerca de 5% de hemoglobina glicosilada. Nos pacientes diabéticos, quanto maiores forem os níveis de glicemia, maior será a porcentagem de hemoglobina glicosilada. Por exemplo, se a glicemia média for de 120mg/dL, a HbG será de aproximadamente 6%. Em outro caso, se a glicemia média for de 330mg/dL, a HbG será de aproximadamente 13%.Veja na tabela abaixo alguns valores médios de glicemia e sua correspondência em HbG.
Se a HbG pode mostrar como foi o controle da glicemia durante vários meses, por que é necessário fazer exames de glicemia todos os dias?
Isso funciona mais ou menos como uma temporada de futebol. A HbG é a soma de pontos de todos os jogos que vai decidir qual o melhor time no final e a glicemia de jejum é o resultado de uma das partidas.
A glicemia de jejum é importante para que sejam tomadas decisões no dia-a-dia, como modificar as refeições, exercitar-se mais ou menos ou modificar a dose de insulina. 
Entretanto, é impossível fazer tantos testes por dia para ter uma idéia geral do controle em um período maior de tempo. Por exemplo, se um diabético do tipo 2 faz sua glicemia de jejum uma vez ao dia, antes do café da manhã, obtendo resultados em torno de 120mg/dL e seu exame da HbG mostra um resultado de 11%, isso quer dizer que, provavelmente, as glicemias após as refeições devem estar muito altas e a glicemia média deste paciente deve, na verdade, estar em torno de 270mg/dL. Esse paciente deve fazer modificações no seu esquema de tratamento e fazer testes de glicemia mais frequentes para melhorar o controle glicêmico. 
Vejamos outro exemplo: um paciente diabético do tipo 1 faz testes de glicemia três a quatro vezes por dia e obtém resultados bons, sempre em torno de 70 a 140 mg/dL, mas sua HbG é de 12% indicando uma glicemia média de 300mg/dL. Qual é o problema?
A situação deve ser avaliada. Raramente, alguma medicação pode modificar o resultado da HbG, aumentando-o. Algumas pessoas têm tipos diferentes de hemoglobina, que também falseiam o resultado. Anemias e perdas de sangue podem diminuir o valor da HbG. As situações mencionadas são raras, neste caso é mais provável que os testes de glicemia não sejam precisos, ou não estejam sendo lidos corretamente, ou que o glicosímetro tenha algum defeito.

Quais foram os resultados do DCCT e UKPDS em relação à HbG?
O propósito desses estudos foi determinar se o melhor controle metabólico diminuiria as complicações do diabetes.
O DCCT, realizado em diabéticos do tipo 1, mostrou que em pacientes que mantiveram uma HbG em torno de 7% houve redução da retinopatia (76%), proteinúria (34%), neuropatia (fazer caixa com as definições que estão no glossário) (69%) e hipercolesterolemia (34%). (fazer caixa com definição de hipercolesterolemia, conforme texto enviado para ser incluído no glossário)
O UKPDS, realizado em diabéticos do tipo 2, também mostrou redução de nefropatia (25%) e retinopatia (25%) nos pacientes que mantiveram a HbG próxima de 7%. 
VALOR ALTO DE HEMOGLOBINA GLICOSILADA É FATOR DE RISCO PARA COMPLICAÇÕES DO DIABETES 

Em qual nível deve ser mantida a HbG?
Para responder a essa pergunta são necessárias algumas considerações. Primeiro, valores dependem do método utilizado. O estudo DCCT adotou o HPLC como a metodologia de referência e os valores normais para esse método são 4.0 a 6.0%. 
Segundo, não existe um número que sirva para todos os pacientes. Pacientes diabéticos que conseguirem manter a HbG em torno de 7% certamente têm um bom controle metabólico e menor risco de complicações. A meta de tratamento deve ser atingir o valor mais baixo possível da HbG sem a ocorrência de hipoglicemias graves.

A HbG pode ser utilizada para diagnóstico e pesquisa de diabetes?
Até o momento, não existem dados conclusivos sobre esse assunto. O diagnóstico e pesquisa do diabetes são feitos por meio dos exames de glicemia de jejum e teste de tolerância oral à glicose. 

O que é e para que serve o teste da frutosamina?
A frutosamina refere-se a um nome genérico para a estrutura formada pela interação de glicose com amino grupos do aminoácido lisina presente na albumina e teoricamente representa a maioria das proteínas glicosiladas circulantes. A determinação da frutosamina dá uma idéia da média das glicemias nas últimas duas a três semanas, sendo um parâmetro de controle metabólico do paciente diabético, especialmente de gestantes diabéticas. É pouco sensível para diagnóstico de diabetes, diferindo da hemoglobina glicosilada por integrar os fenômenos de hiper ou hipoglicemia de um período mais curto. Os valores normais de referência são 205 a 285 micromol/L. Fonte: http://br.groups.yahoo.com/group/diabeticosbrasil/message/538


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Hemoglobina Glicada

Ufa!!!!! Finalmente sairam os resultados dos exames da Júlia, e o estrago das doenças dos meses anteriores até que não foi tão grande!!! A hemoglobina dela deu 8%... 
Eu realmente depois de tanto perrengue e até corticoide tomado, fico um pouco aliviada de não ter passado dos 8....

Nunca tinha parado pra fazer uma análise real desses 3 anos de diabetes, nunca fiz um histórico de glicadas, e  nunca parei para analisar resultados de laboratórios, então resolvi fazer e fui arrumar as pastas dos exames da Júlia...
lógico que numa situação dessas não tem quem não pare para questionar seus métodos e responsabilidades... Sei que talvez possa ser um dos nossos grandes erros, mas desde o inicio disso tudo, nunca nos prendemos muito aos exames de laboratório... Sempre fomos muito preocupado com o dia-a dia e de viver um dia de cada vez...
Quando descobrimos, Julia foi diagnosticada com um simples exame de ponta de dedo, que logo de cara deu "HI", e o diagnóstico já estava na cara...  Não precisou ser hospitalizada e nem fazer exames complementares. Dali já começou a ser medicada, tomar a insulina e se adaptar com a alimentação e contagem de CHO...
Só fomos fazer os primeiros exames dela mais de 4 meses depois do diagnóstico, um pouco antes de nossa ida para São Paulo para uma consulta com Dr. Luiz Eduardo Calliari...
Aí Julia estava com uma Hemoglobina Glicada de 8,3%... 
O interessante desses primeiros exames dela é que os "Anti" deram todos ou negativos ou indeterminado... Nada afirmava que ela tinha Diabetes!!! E dizem que em Diabéticos, cerca de 98% aparecem algum marcador Positivo para algum dos anticorpos... Parece que minha pequena ficou entre os 2% restantes....
-Anti Tpo deu normal
- Anti Gliadina IGA, Anti Gliadina IGG, Anti Transglutaminase IGA, Anticorpo Anti IGG e Anti Endomisio deram negativos
- Anti ilhota deu Não reagente
- Anti insulina deu indeterminado
Na consulta com Dr. Calliari, já que estávamos em São Paulo e que os exames deram tão inconclusivos, cogitamos com ele a idéia de refazermos os exames no Laboratório Fleury, custaria caro, mas faríamos se fosse necessário... Ele muito sábio como é, nos disse que só se tivéssemos curiosidade de ter mais detalhes, pois para o tratamento escolhido para Julia e para seu diagnóstico o resultado de exames nada mudaria os procedimentos, o que importava para ela era realmente os sintomas Clínicos (coisa que Susana já tinha nos dito)... A curiosidade realmente não nos pegou e não refizemos os exames!!!!
Acho que por isso não me apego tanto a exames!!! Acho bom fazer por um controle e um histórico e para ajustes mais finos... A nossa rotina e cuidados diários e tentativas de ficar sempre na meta são muito mais importantes que qualquer exame...

Mas vou tentar ser mais cuidadosa com a frequência que fazemos as HbA1C da Júlia... Ano passado por exemplo, em vez de fazermos 4 vezes como seria o ideal (3 em 3 meses), fizemos apenas 2 vezes...

Aí está o histórico da Juju dos Ultimos 3 anos...

Abril 2008 - HbA1c de 8,3%
Agosto 2008 - HbA1c de 7,6%
Março 2009 - HbA1c de 8,5%
Julho 2009 - HbG (não é a A1c, os valores de referência são diferentes) - 10,5% - Assunto do próximo post
outubro 2009 - HbA1c de 8%
Janeiro 2010 - HbA1c de 7,8
Julho de 2010 - HbA1c de 7%
Janeiro 2011 - HbA1c de 8%

Esse vai e vem  de  Glicadas, muitas vezes desamina sim, mas temos que ter sempre a esperança que na próxima virá melhor... E assim a vida vai.....
No caso de Julia, com tanto descontrole, as coisas podiam ter sido piores....


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quando é que a vida fica mais simples?


Estávamos hoje eu e minhas amigas Nicole e Nathália, numa conversa no Facebook discutindo em como seria bom se pudéssemos tirar um mêsinho de férias do diabetes...
Acho que esse é um dos grandes sonhos da maioria dos diabéticos e de seus cuidadores...  Creio que esse tempinho daria, em nossos sonhos, para renovar as energias para os próximo 11 meses até que chegasse novamente o mês de férias.... 
Já pensaram como seria legal???rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
Como é bom sonhaaaaaaar!!!!! Afinal de contas não custa nada não é??

Estávamos falando sobre glicemias e controles glicêmicos e do quanto bate o desânimo quando lutamos e lutamos para fazer tudo certinho, controlar alimentação , fazer contagem de carboidratos, aplicações de insulina no horário e quantidades certas e pegamos o resultado de uma hemoglobina glicada, por exemplo, e dá muito acima da meta desejada...

O que acontece é que essa constante manutenção e atenção cansa qualquer ser humano da face da terra!!!! Os cuidados são horários e como diria a Lola (do Charlie&Lola) não tiram férias "NUNQUINHA, nunquinha mesmo"!!!... Na maioria das vezes se segue em frente com garra e determinação, mas tem dias que bate um desalento, uma sensação de impotência, dá um banzo danado!!! E haja paciência e equilibrio para lidar com tudo isso!!!!!

Então Quando abri meu e-mail hoje a noite e li esse texto, não resisti em colocá-lo aqui... 
Então aí vai para minhas Doces Amigas...
Quando é que a vida fica mais simples? 
Quando me perguntam "quando é que a vida fica mais simples?", eu respondo: não fica! Mas podemos aprender a lidar melhor com ela. Quando somos enviados ao planeta Terra, nós nos matriculamos na "escola da vida" para sempre - o que significa que enquanto estivermos respirando, a aula continua. Infelizmente, costumamos pensar que quando tivermos passado pela pré-escola, o primeiro grau, a puberdade... e começamos a trabalhar, a vida se tornará mais fácil. 
Tolice. Mas ninguém nos avisou disso; não é de admirar que fiquemos frustrados. Aí, olhamos para os outros, que a distância, nos dão a impressão de estar passando maravilhosamente; outro engano, porque eles também têm lá os seus problemas... Todos nós enfrentamos desafios constantemente... Então, como conseguir não enlouquecer? Isso vai depender da maneira como você lida com a vida. 
Pra começar, suba um degrau de cada vez; depois, nunca diga algo do tipo "não vou relaxar enquanto não...". Relaxe e aproveite a vida enquanto ainda está no meio do caminho. Outra coisa: pergunte constantemente "o que estou aprendendo com isso?". E lembre-se: ninguém jamais consegue arrumar a vida em compartimentos bem ordenados. 
As pessoas vêem a felicidade como uma espécie de miragem distante, como se estivessem se arrastando no deserto e à frente houvesse uma placa dizendo FELICIDADE... Isso não existe! A felicidade acontece agora, onde você está. Ou então imagine isso logicamente. Alguém afirma: "não dá pra ser feliz agora porque o banheiro está sendo reformado; mas no mês que vem...". 
Só que, no mês seguinte, as crianças pegam uma gripe, a gata fica no cio, os parentes vêm passar uma temporada em casa... E aí, essa pessoa continua dizendo... "quem sabe no próximo mês". 
Andrew Matthews, no livro "Siga seu coração"