segunda-feira, 31 de agosto de 2015
A primeira autoaplicação de verdade!
quarta-feira, 2 de julho de 2014
EXISTE UMA IDADE CERTA PARA QUE AS CRIANÇAS COMECEM A AUTOAPLICAÇÃO DA INSULINA?
Nossa Júlia iniciou a vida de diabetes muito cedo… Ela tinha apenas um ano, ou seja, um bebê… Por anos fomos nós, os pais, os responsáveis por todo processo de aplicação de insulina… Ela foi crescendo e foi aos poucos se interessando no processo… Tanto é, que quando Júlia deixou de usar as canetas e passou a usar a bomba , ela estava começando já a se autoaplicar. Porém, nem chegamos a concluir o processo e ela mudou de tratamento…Agora a fase é outra . É a fase da autoaplicação das canulas da bomba… Mas isso contarei em outro post…
Nesse post Kellen, nossa parceira aqui no blog, fala um pouco sobre sua experiência com a autoaplicação de insulina com a Marília, sua filha:
EXISTE UMA IDADE CERTA PARA QUE AS CRIANÇAS COMECEM A AUTOAPLICAÇÃO DA INSULINA?
POR KELLEN, MÃE DA MARÍLIA.
Quando nos vemos frente à realidade do diabetes tipo 1, um dos maiores receios está relacionado à aplicação das insulinas diárias, muito provavelmente pelo fato de envolver agulhas, o que apavora a maior parte das pessoas. As mães, protetoras por natureza, quase sempre assumem integralmente essa função, só delegando a outra pessoa quando não têm outra opção, mesmo por que, quase ninguém se dispõe a essa tarefa, seja por ter pena da criança, ou pelo próprio medo de cometer algum erro na aplicação.
Mas nossas crianças vão crescendo, querendo mais independência, tendo mais atividades em que os pais não estão presentes, como ir à casa dos colegas; atividades esportivas, campeonatos de natação, no caso da Marilia; dormir na casa dos avós....e aí, o que fazer? Aqui em casa, quando dorme na casa da vovó, o papai vai cedinho pra medir a glicemia e aplicar a insulina, eu ainda acompanho nos eventos esportivos, mais para paparicar e gritar na torcida alucinada, é verdade...também para garantir que nada saia do controle em relação ao diabetes, mas até quando ela se sentirá à vontade com tudo isso?
![]()
Marília ficou diabética pertinho de completar 4 anos e já está com seis...sempre aceitou muito bem a condição e também demonstrou muito interesse pelo arsenal que envolve as medições de glicemia e aplicação de insulina. Os dedinhos ainda tão pequenos e já queria fazer sozinha.....mas eu não deixava com medo de que se machucasse. Porém, achava importante que ela participasse, então deixava que armasse a lanceta, girasse o tamborzinho(nosso lancetador é o multiclix), que colocasse a tira no aparelho....e por fim, que encostasse a tirinha para “puxar” a gotinha de sangue. Mas a danadinha sempre pedindo pra fazer sozinha.....
Foi para a escola perto de completar 5 anos, e mesmo a professora aprendendo a medir a glicemia, eu não estava muito segura....foi aí que resolvi deixar que ela fizesse os testes de glicemia sozinha, o que ajudou muito.
Desse tempo até aqui, já se vai mais de um ano e nesse período foi a mesma coisa com as canetinhas....ela interessada, participando de toda montagem do arsenal, até apertando o botão e retirando a caneta da pele sozinha, quando um dia perguntei se queria fazer a aplicação toda sozinha e ela disse que SIM. Só faz na barriga, sob minha total supervisão para que não haja, principalmente, uma superdosagem de insulina.
O mais importante, no meu modo de ver, é fazer com que as crianças se interessem por esse cuidado sem pressioná-las, pois um dia elas, obrigatoriamente, assumirão essa tarefa sozinhas. PARTICIPAÇÃO é a palavra-chave, fazendo tudo de maneira natural, sem dramas, mas incluindo-as no processo, nem que seja apenas para passar o algodãozinho com álcool para a desinfecção. Toda criança adora se sentir útil, ainda mais sendo diretamente relacionado a elas. Quem nunca se achou o máximo na infância porque conseguiu amarrar o tênis sozinho? É a mesma coisa. Se passarmos segurança a elas, com certeza será bem mais fácil e tranquilo, no momento delas.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Hipoglicemia: Este vilão está com seus dias contados?
Médico Endocrinologista. Colunista do site da SBD. Presidente da ADIABC.
sábado, 16 de outubro de 2010
Vivendo e aprendendo...
"Os corticosteróides aumentam a quebra de proteínas para que sejam transformadas em glicose pelo fígado (gliconeogénese), levando por isso a um aumento da glicemia(quantidade de glicose no sangue)."Na bula do remédio vem informando o seguinte:
"Reações adversas / Efeitos colaterais de PredsimPra vcs verem como tudo é a experiência....
...redução da tolerância aos carboidratos, manifestação de diabetes mellitus latente, aumento da necessidade de insulina ou hipoglicemiantes orais em pacientes diabéticos..."
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Insulina pode causar alergia??
Insulina pode provocar alergia
Em alguns casos, a insulina pode provocar alergia. Essa é uma das complicações possíveis do tratamento do diabetes, mas, felizmente, é um evento raro, em grande parte porque a tecnologia já permite alcançar alto grau de pureza no produto, explica a endocrinologista Maria Elizabeth Rossi da Silva, do Hospital das Clínicas de São Paulo e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Maria Elizabeth Rossi da Silva – “Embora cada vez mais rara, a alergia pode atingir o usuário de insulina. As reações variam do leve desconforto a situações críticas, com manifestações letais como o choque anafilático. Os sintomas de alergia ocorrem mais usualmente nos primeiros seis meses de terapia insulínica e são mais frequentes em quem faz uso intermitente da medicação. Pacientes que desenvolvem alergia à insulina são também mais propensos a manifestar alergia a outros medicamentos, como a penicilina, por exemplo.
A manifestação alérgica pode incidir no local da aplicação ou ser uma reação generalizada. Quando é localizada, compreende três tipos principais:
a) Eritema (vermelhidão) e nódulo discreto, coceira (prurido) ou, às vezes, dor no local da injeção. A reação é imediata, com urticária, nódulo e prurido, seguida da fase tardia, 6-12h após, com edema, eritema e prurido (que podem durar até 2-3 dias).
b) Reação de hipersensibilidade intermediária, que se inicia após 4-8h da injeção, com pico após 12h. As lesões são endurecidas e dolorosas, às vezes com hematoma central, e causam coceira.
c) Hipersensibilidade tardia mediada por células. São lesões pruriginosas, endurecidas, avermelhadas, com queimação local, que aparecem após 12h da aplicação, com pico após 24-48h.
Eventualmente, o diagnóstico dessas lesões pode requerer biópsia.
Já a alergia generalizada é extremamente rara e atinge menos de 0,05% dos pacientes. Os sintomas podem incluir urticária generalizada, edema, vermelhidão, taquicardia e broncoespasmo (chiado pulmonar); raramente evolui para parada cardiorrespiratória.
O tratamento consiste em afastar fatores locais, tais como técnica inadequada de aplicação da insulina ou de higiene local, alergia ao álcool ou produtos utilizados na assepsia. As pistolas injetoras de insulina muitas vezes causam erosão na pele, simulando alergia. A agulhas ultrafinas utilizadas atualmente não causam danos à pele.
As reações locais tendem a ser autolimitadas e se resolvem espontaneamente em 1-2 meses. Pode ser necessário utilizar medicamento oral específico, principalmente aqueles com efeito anti-inflamatório ou anti-alérgico. A medicação não deve ser injetada junto com a insulina porque tem incompatibilidade química e precipita a insulina.
A alergia à insulina, mais frequente quando se usavam as insulinas bovinas ou porcinas era, muitas vezes, facilmente resolvida com a mudança para insulina humana. Como comentado, a alergia à insulina humana é extremamente rara. Nesses casos, uma possibilidade a ser considerada é a alergia a determinados componentes presentes na solução de insulina, podendo ser necessária a troca por outro tipo ou marca de insulina. Dispomos no mercado de insulinas de ação lenta (humana-NPH e análogos: glargina e detemir), de ação rápida (humana regular) ou ultra-rápida (análogos lispro, asparte e glulisina). Se, no entanto, todas essas alternativas falharem, o paciente deve ser submetido à dessensibilização, em regime de internação hospitalar.”
Fonte : "Diabetes Nós Cuidamos"
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Júlia e as aplicações de Insulina
![]() |
| Caneta de insulina Novopen 3 Demi |
![]() |
| Agulha Bd Ultrafine III de 5mm |
Temos sempre que ficar fazendo rodízio entre os lugares que aplicamos (braços, pernas, barriga e glúteo), mas muitas vezes ficamos sem muita alternativa.






