Para os diabéticos Tipo 2….
Para os diabéticos Tipo 2….
Hoje, Dia das Mães (apesar do dia das mães ser todos os dias), venho aqui parabenizar cada mamãe guerreira, que doa seu tempo, seu amor, seu carinho, seu tempo de trabalho, suas noites de sono e tantas outras coisas para que seus pequenos docinhos estejam sempre bem e em segurança….
Somos todas vencedoras por conseguir manter nossos pequenos com uma boa qualidade de vida e sempre muito felizes!!!!
Aproveitando a data comemorativa trago para vocês hoje a história de uma Doce mamãe muito especial para mim…
Conheci Gisele num desses encontros de familias com diabetes aqui em nossa cidade e de cara nos afeiçoamos uma à outra…. Ela já era usuária de bomba e estava grávida do Pedro, e eu, do meu modo, acompanhei todo o processo de sua gravidez… Então tinha pedido a ela para relatar um pouco sobre essa fase:
“Estou aqui, mais uma vez, atendendo ao pedido da minha amiga Carol. Amiga que conheci nas idas e vindas doces dos nossas vidas. Carol me pediu para falar da minha experiência de gestante diabética.
Confesso que é um tema muito questionado a mim por amigos e outras mulheres diabéticas que , como eu, gostariam de gerar seu bebe. Pois bem, digo a vocês que este era um assunto que me preocupava muito. Sou enfermeira, estudei diabetes na faculdade, tenho amigos médicos... Mas a dúvida de como conduzir uma gestação era grande. A maioria das pessoas acredita não ser uma boa idéia.
Como disse em outro depoimento, minha descoberta acerca do diabetes aconteceu antes mesmo que ela chegasse. Através de exames de rotina identificamos resultados próximos aos valores preocupantes e após uma investigação, descobrimos que eu possuía um anticorpo que atacava minhas células produtoras de insulina e, com isso, um dia, eu seria diabética. Um ano? Dois? Cinco? Não sabíamos. Então começamos a tratar para atrasar a sua chegada. Em 2006 comecei a usar lantus.
Mas a questão maternidade já estava rondando nessa época. Casei-me no mesmo ano, mas planejava filhos para anos depois. Aí veio a dúvida: deveria engravidar logo, já que ainda não era diabética, o que seria melhor para o bebe, mas correr o risco do organismo "desandar" e a diabetes se instalar logo? O assunto me interessava tanto que cheguei a fazer o TCC de uma pos sobre a relação da diabetes e a gestação.
Recorri a pessoa que mais poderia me ajudar, meu endocrinologista. Dr. Edson me deixou segura na época. Disse-me que quando eu quisesse ser mãe, avisasse. Eu só não deveria chegar gravida. Deveríamos ter um bom controle da glicemia antes que eu engravidasse.
Segui. Anos depois a diabetes chegou, iniciei insulina rápida, além da lantus e depois comecei a usar a bomba de insulina. Conquistei um bom controle.
Aí o desejo de ser mãe chegou! E eu já tinha um bom controle...
Não tive problemas para engravidar. Engravidei assim que liberei.
Se eu já fazia um bom acompanhamento para ter um bom controle, a partir da gestação, isso se intensificou! Ajustes nas doses de insulina, consultas mais frequentes ao endocrino, olho na alimentação e exercício físico depois do primeiro trimestre.
Foi fácil? Não. Não posso mentir. As doses de insulina aumentavam com o decorrer da gestação. Eu enjoei a gestação toda, o que deveria me deixar mais atenta às minhas glicemias pois se eu vomitasse, poderia ter uma hipo, uma vez que havia tomado a dose de insulina para aquela alimentação, mas só teria absorvido parte dela.
Dr. Edson me alertou para um aumento nas glicemias no quinto mês. Época que alguns hormônios contribuem para o aumento delas. Aí o bicho pegou. A dose de insulina subiu e as vezes parecia não ser suficiente.
Havia aprendido com o meu trabalho na pós que as glicemias altas poderiam prejudicar o bebe. E isso me angustiava. Porém meu medico nunca me deixava sem assistência. Eu ligava para ele ou mandava emails sempre e sempre recebia a orientação necessária.
Como se não bastasse, tive um incidente com a minha bomba de insulina: entrou água no equipamento. E eu estava viajando, era fim de semana... E a gestante frágil chorou!
Mais uma vez dr. Edson atendeu o meu telefonema, orientou-me ... Fiquei arrasada com a possibilidade de ficar sem a bomba. Além de ser super prática, ela é muito eficiente no controle das glicemias, principalmente na gravidez. Mas consegui resolver o problema com a empresa da bomba e em menos de uma semana, lá estava eu usando bomba outra vez.
Tive uns probleminhas na gestação que independiam da condição de diabética, mas que deixavam minha gravidez mais delicada: tinha dores no quadril e tive contrações com sete meses, o que me obrigou a repousar. Aí nada de exercícios, de trabalhar, de nada.
Mas continuei me cuidando. Controlando as glicemias, fazia diversas pontas de dedo por dia para garantir que a Insulina estava sendo suficiente.
Chegou o dia de Pedro nascer. Lá estava eu no hospital com a minha obstetra... E com o meu endrocrinologista também. Dr. Edson monitorou a minha glicemia e manuseou a bomba durante todo o tempo. Senti-me segura com sua presença. Sei que nem todos os profissionais conhecem a bomba de insulina e seu funcionamento, então ter meu medico lá era maravilhoso. Alguém que saberia como cuidar do assunto. Pedro nasceu com 4.250g e 51,5cm, no dia 4 de março de 2011, 2 anos depois de começar a usar a bomba. Ele nasceu saudável! Não teve nenhuma hipoglicemia (situação esperada em bebês de mães diabéticas). Recebemos alta juntos 48h depois da cesárea. Ótimos. Minha dose de insulina já havia começado a baixar, uma vez que o bebe não estava mais em meu ventre.
Não tivemos qualquer problema após o parto. Pedro mamava avidamente no momento da alta, minha glicemia começava a ficar mais fácil de controlar...
Fácil? Não! Não foi. Mas foi possível! É possível!
Sei que tive um acompanhamento que nem todas as mulheres têm. Mas também é possível obtê-lo. Consegui a bomba e todos os seus insumos por processo judicial. Dava trabalho, mas eu recebia tudo que precisava para o melhor tratamento que eu poderia ter.
Sei que muito do que conquistei vem da ótima orientação que recebi e recebo, mas também sei que tem muito de mim: disciplinada. É isso que todos me dizem. Que sou disciplinada. E sem isso não teria sido possível obter o bom controle necessário para engravidar de forma saudável. Sem disciplina eu não saberia se as doses de insulinas eram, ou não, suficientes. Sem disciplina, eu não contaria carboidratos para tomar as doses corretamente... Disciplina e amor! Um amor que começa a brotar por alguém que você nem conhece ainda, mas que estava vivo dentro de mim!
Não há experiência maior... Mais sublime! Eu me apaixonei por ele! Meu bebe, meu filho! Que eu tudo fiz para que chegasse bem! E ele chegou!
Se ele tem diabetes?! Não. Ele não tem. Terá?! Também não sei! O que sei é que é possível ser uma gestante diabética. E dar à luz a uma bebe saudável.
Este ano passaremos nosso quarto dia das mães juntos! E que venham milhares de outros anos com meu bebe, meu amor maior!
Giselle Mamede Tenório.
Últimos dias para Inscrições em evento esportivo gratuito para crianças e adolenscentes com diabetes
São Paulo, 28 de abril de 2014 ― Com o objetivo de conscientizar sobre a importância da atividade física na gestão e no controle do diabetes tipo 1, a Medtronic, em parceria com a ADJ (Associação Diabetes Juvenil), realizará as Olimpíadas do Lenny para crianças e adolescentes portadores de diabetes e seus familiares. O evento acontece dia 17 de maio, sábado, das 9h às 17h, no acampamento Aruanã, no município de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, e as inscrições vão até dia 30 de abril.
A ação tem como objetivo divulgar e conscientizar os diabéticos e suas famílias sobre a importância da atividade física, que de acordo com a Dra. Denise Franco, diretora científíca da ADJ, é uma das melhores aliadas no controle do diabetes.
“Nossa missão é apoiar os pacientes com diabetes tipo 1 e suas famílias para que elas possam levar uma vida o mais normal possível. Eventos como as Olimpíadas do Lenny servem como ferramenta para educar sobre os aspectos essenciais para o correto controle da doença,” afirma.
Pais ou familiares de crianças e adolescentes entre 5 e 16 anos com diabetes tipo 1 interessados em participar do evento devem inscrever seus filhos pela ADJ, no telefone (11) 3675-3266 com Debora, no ramal 33, e Paula, no ramal 31, até 30 de abril. Cada participante poderá levar até três acompanhantes. Mais informações podem ser encontradas no site da ADJ www.adj.org.br
Informações sobre a Medtronic podem ser encontradas no site www.medtronicdiabetes.com.br.
Serviço:
Olimpíadas do Lenny
Quem pode participar: crianças e adolescentes, de 5 a 16 anos, portadores de diabetes tipo 1 – cada participante poderá levar até 3 acompanhantes
Local do evento: Acampamento Aruanã - rua João Antônio Carlos, 250, Embu-Guaçu - SP
Data e horário: 17 de maio, das 9h às 17h
Local da partida: Estacionamento do Shopping Center Norte
Encerramento das inscrições: 30 de abril
Inscrições: pelo telefone 11 3675-3266, ramais 31 e 33 (com Paula ou Débora)
Sobre o Lenny
Lenny, o Leão, é embaixador e mascote oficial da Medtronic para crianças com diabetes. Ele foi diagnosticado com diabetes tipo 1 quando era pequeno e é usuário da bomba de insulina. Administra seu diabetes com muita coragem e tenta o seu melhor para manter um estilo de vida saudável e ativo como outros leões de sua idade.
O Lenny ensina as crianças a ter coragem para gerir seu próprio diabetes, independentemente de usar uma bomba de insulina ou não.
Sobre a ADJ
Fundada em 10 de março de 1980, a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ) é uma entidade não governamental, sem fins lucrativos, legalmente registrada no Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Seu objetivo é promover educação nesse campo para portadores, familiares, profissionais de saúde e comunidade. A ADJ busca também favorecer a qualidade de vida.
Atende as pessoas portadoras de todos os tipos de diabetes, de qualquer faixa etária e classe sócio-econômica. Oferece um trabalho integrado realizado por uma equipe multidisciplinar formada por psicóloga, nutricionista, enfermeira e voluntários (portadores de diabetes ou familiares).
Sobre a Medtronic
A Medtronic é líder mundial em tecnologia médica, oferecendo, há mais de 60 anos, soluções para toda a vida a pacientes que sofrem de inúmeras doenças crônicas. Pesquisa, produz e comercializa produtos, terapias e serviços que contribuem para a melhoria e o prolongamento da vida das pessoas. Todos os anos milhões de pacientes se beneficiam da tecnologia Medtronic para aliviar a dor, restabelecer a saúde e prolongar a vida.
Cientistas norte-americanos conseguiram transformar células de pele normais em células pancreáticas produtoras de insulina, o que potencialmente abre a porta a uma cura para a diabtes.
Investigadores da Universidade da Califórnia reprogamaram células de pele, denominadas fibroblastos, retiradas de ratos e fizeram com que estas produzissem insulina, tal como as células do pâncreas, noticia a Press Association (PA).
Depois, as células foram injectadas em ratos cuja genética foi alterada para que imitassem os sintomas da diabetes. O resultado não poderia ser melhor. Uma semana depois, os níveis de açúcar no sangue dos animais voltaram ao normal. E dois meses depois de as células serem introduzidas nos ratos, estes conseguiram fabricar novas células produtoras de insulina.
Assim que as células lhes foram retiradas, um pico de açúcar no sangue comprovou a relação direta.
A investigação pode revolucionar o tratamento da diabetes de Tipo 1, onde o sistema imunológico do doente destrói as células produtoras de insulina, o que obrigada a injeções administradas diariamente.
Sheng Ding, professor do Instituto Gladstone e da Universidade da Califórnia, disse à PA que "o poder da medicina regenerativa é que pode potencialmente fornecer uma fonte ilimitada de células produtoras de insulina funcionais que podem então ser transplantadas para o paciente".
Fonte : O Globo
SAN FRANCISCO e RIO - Esqueça o Google Glass - a empresa de internet desenvolve no momento uma tecnologia “vestível” para os olhos muito mais complexa e útil para os usuários. A Google informou na quinta-feira que está testando um novo método para que diabéticos monitorem seus níveis de açúcar no sangue usando uma lente de contato equipada com microchips e uma antena.
A empresa disse que um protótipo de sua lente de contato inteligente é capaz de gerar uma leitura do nível de glicose de uma lágrima a cada segundo, com o potencial de substituir a necessidade que pacientes com diabetes têm de furar os dedos para testes com gotas de sangue ao longo do dia.
As versões em miniatura do chip wireless e o monitor de glicose do aparelho ficam localizadas entre as duas camadas das lentes. A companhia também contou que planeja introduzir no equipamento lâmpadas de LED minúscula que se acenderiam para indicar que o nível de glicose recomendado foi ultrapassado.
“Estamos conversando com a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, em inglês), mas ainda há muito trabalho à frente para transformar essa tecnologia em um sistema que as pessoas possam usar”, disse a Google em publicação no seu blog oficial. “Estamos ainda no estágio inicial dessa tecnologia, mas já concluímos uma série de estudos médicos que ajudarão a refinar nosso protótipo.”
A empresa disse que planeja encontrar parceiros “que são especialistas em levar produtos como este ao mercado”.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/google-desenvolve-lente-de-contato-inteligente-para-diabeticos-11327369#ixzz2qlFwGKT3
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No dia 04/01/2012 recebemos o diagnóstico de diabetes da Marília e, de lá pra cá, nossas vidas passaram a confluir para tudo que dissesse respeito ao assunto.....no início, muita busca por informação técnica, um pouco de medo....pouco não...muito medo, vamos ser sinceros...a gente morre de medo de que nossos filhos sofram, adoeçam e pensar em algumas das possíveis sequelas do diabetes era apavorante!!Depois daquele safanão inicial que levamos no diagnóstico, há um sábio que Deus inventou chamado TEMPO, aquele de que todo mundo precisa para organizar ações, pensamentos, sentimentos, sejam bons ou ruins. Para tudo na vida, temos a opção de escolher entre pegar a parte ruim ou aceitar as mãos que nos estão sendo estendidas...e digo com alegria, que resolvemos aceitar tudo de bom que a vida podia nos dar: amor em família, condições materiais para custear o controle da doença, inteligência para pesquisar e entender, até onde é possível, o que se passa no organismo da minha princesinha! Por que, às vezes, por mais que nos esforcemos, 2 + 2 nunca dá 4 em diabetes. Mas confesso que fiquei mais leve até em relação a isso (e devo isso às sempre oportunas e amigas palavras do Dr Ricardo, endocrino da Marília)....no começo, se uma glicemia dava mais de 150 eu quase chorava...hj sei que faço tudo para que o controle seja bom....mas o corpo é soberano e misterioso....o importante está nos exames....glicada dentro da meta, olhos, rins, dentes...tudo perfeito! E o mais importante funcionamento dentro da meta de toda mãe: A ALEGRIA estampada nos olhinhos dela em tudo que faz....com ou sem diabetes, ela É CRIANÇA!!!!!Nesse último ano passei a estreitar as relações com aquelas que tanto me ajudaram no primeiro ano....e isso foi um dádiva em minha vida...muito mais que doença, diabetes trouxe VIDA e relacionamentos de afeto para nossas vidas!!beijosKellen Azevedo