Vou contar um pouco da nossa história...
Oi pessoal! Meu nome é Marcelle e minha filha Gabrielle foi diagnosticada com DM1 há exatamente 9 meses atrás...ela completou 5 aninhos no dia 09/08.
Tudo começou em uma sexta-feira quando eu estava no trabalho e minha mãe (que cuida dela durante o dia) me ligou para dizer que ela tava um pouco abatida.
No princípio achamos que era gripe ou alguma virose.
No sábado fomos em um aniversário e ela se divertiu normalmente com as crianças, porém, percebi que ela estava bebendo bastante líquidos.
No domingo ela continuou pedindo bastante água e urinando muito, foi então que eu e meu esposo, Rodolfo,
levamos ela no Hospital Nossa Senhora de Fátima em São Caetano do Sul - SP.
A médica examinou e pediu alguns exames, sangue, urina e Raio X... A princípio nos informou que nos exames estava tudo normal e que a garganta dela estava inflamada, então, receitou um antibiótico e um sorinho com gosto de Guaraná... Fomos para casa e de noite ela não dormiu direito pedindo água e para ir ao banheiro direto, então voltamos novamente ao mesmo hospital, onde outra médica a examinou e disse que ela estava desidratada... Até argumentei que não seria possível, pois ela estava ingerindo líquidos a todo instante, então, a médica a colocou no soro, e depois liberou ela para voltar para casa. Quando chegamos em casa, ela vomitou muito e, imediatamente, entrei no site do convênio procurando outro hospital, foi quando a levamos para o Montemagno que fica o Tatuapé - SP.
A recepcionista pediu para entrarmos direto para a emergência sem fazer a ficha, pois a Gabrielle estava muito mal, bem abatida, já havia emagrecido muitos quilos e reclamava de dor na barriga, foi quando a médica me perguntou o que estava acontecendo, expliquei tudo a ela e imediatamente ela fez um Dextro, no momento eu não entendia nada de Diabetes, estava totalmente perdida, pois não sabia o que estava acontecendo.
O resultado deu HI, a médica e as enfermeiras faziam algumas expressões que me assustava muito, então, elas tentaram colher o sangue para fazer exame, mas não saía nada e eu entrei em desespero, chorava constantemente, até que depois de alguns minutos, conseguiram colher o sangue e o resultado da glicemia foi de 998 mg/dl.
Depois de algumas horas, conseguiram duminuir a glicemia dela e solicitaram a internação, pois o diagnóstico foi de cetoacidose diabética. Fiquei com ela no hospital durante 18 dias e lá foi onde aprendi tudo sobre a DM1, pois uma endocrinologista pediátrica passava todos os dias para nos passar a lição do dia a dia, desde a doença e todos os tratamentos.
Com o passar dos dias, os insumos solicitados chegaram no hospital e comecei a fazer tudo com a ajuda das
enfermeiras, ao qual agradecemos imensamente pela paciência e o cuidado que tiveram com ela.
Quando chegamos em casa, parece ser tudo diferente, a rotina, a alimentação, a dificuldade de ter que dar injeção em sua própria filha, mas hoje, nos consideramos vitoriosas, principalmente ela que com suas 7 agulhadas todos os dias, é uma criança muito compreensiva e admirirada por todos ao seu redor.
Só me arrependo por não ter ido atrás do Hospital Nossa Senhora de Fátima para dizer o que realmente aconteceu com minha filha e da negligência deles, pois tenho trauma de voltar aquele lugar.
Agradeço à você, Carol, por nos conceder esse espaço para poder contar um pouco do diagnóstico da Gabrielle!!!
Beijossssss
Marcelle