sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!!!!!



NESTE NATAL DESEJAMOS QUE A PAZ E A HARMONIA ENCONTREM MORADIA EM TODOS OS CORAÇÕES

QUE A ESPERANÇA SEJA UM SENTIMENTO CONSTANTE EM CADA SER QUE HABITA ESTE PLANETA

DESEJAMOS QUE O AMOR E A AMIZADE PREVALEÇAM ACIMA DE TODAS AS COISAS MATERIAIS

QUE AS TRISTEZAS E AS MÁGOAS SEJAM BANIDAS DOS CORAÇÕES DANDO LUGAR APENAS AO CARINHO

QUE A DOR SEJA AMENIZADA E QUE DEUS ESTEJA AO LADO DE TODOS DANDO MUITA FORÇA, FÉ E RESIGNAÇÃO

QUE A SOLIDÃO SEJA EXTINTA, E NO SEU LUGAR SE INSTALE A AMIZADE VERDADEIRA E O COMPANHEIRISMO

QUE AS PESSOAS PROCUREM OLHARA MAIS EM SUA VOLTA E NÃO TANTO PARA SI MESMA

QUE A HUMILDADE E O RESPEITO RESIDAM NA ALMA E NO CORAÇÃO DE TODOS

QUE SAIBAMOS AMAR E RESPEITAR O PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS

DESEJAMOS TAMBÉM QUE O NOSSO PEDIDO SE REALIZE NÃO SÓ NESTE NATAL, MAS EM TODOS OS DIAS DE NOSSAS VIDAS!




A TODOS OS NOSSOS AMIGOS UM NATAL MARAVILHOSO E CHEIO DE PAZ!! 

A VOCÊS, O NOSSO ABRAÇO E O NOSSO CARINHO!!!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Primeiro post do Pai da Jujuba

Acho que a melhor maneira de começar este post é me apresentando. Sou Marcos, o pai da Jujuba. Desde a criação deste Blog estou relacionado como um dos responsáveis por ele, mas, na verdade, toda a iniciativa e efetiva participação devem ser creditadas à Carolina. Desde que descobrimos o diabetes da Júlia que conversamos sobre como dividir nossa experiência com outros casais. Escrever um livro? Participar de uma associação ou grupo? Acho que a melhor ferramenta realmente foi a criação do Blog.
Lina sempre me cobrou pela ausência de participação. Pensei em iniciar meus comentários por diversas vezes. Quem sabe no aniversário da Júlia? Não, o dia foi muito corrido, não deu certo... Talvez no aniversário da Lina... Quem sabe quando eu iniciar minhas férias... Na verdade, sempre empurrava a tarefa para outro dia, outro momento... Às vezes é mais fácil (ou mais conveniente à curto prazo) conviver com a doença e suas consequências sem verbalizar ou parar para ponderar seus efeitos em nossas vidas.
Criar o Blog, trocar experiências, pesquisar matérias interessantes, criar uma rede de solidariedade, participar de eventos de conscientização sobre a doença tornaram minha mulher muito mais forte do que eu em tudo que concerne à doença. Ela é a especialista e eu o curioso que muitas vezes chega para dar palpites sem nenhuma fundamentação. É muito gratificante ver como o blog alcança pessoas e apresenta alguma informação, por vezes conforto e uma palavra amiga, e perceber que toda essa energia retorna para Carolina e ajuda bastante nesta caminhada.
Acordei hoje bem cedo e fiquei pensando sobre os últimos três anos. Meus pensamentos me levaram para o dia do diagnóstico... Tinha que existir algo errado... Durante mais de um mês discutimos se Júlia estava com infecção urinária ou simplesmente bebendo líquido demais por conta do calor. Nem lembro quantas consultas médicas tivemos sobre o assunto. Talvez a marca da frauda ou um distúrbio de crescimento passageiro... Diabetes jamais foi cogitada em nenhum contexto, sobretudo numa família sem histórico recente de insulino-dependentes.
Confesso que a “ficha” demorou a cair. No primeiro momento só pensava em uma coisa: Ok. O diagnóstico está confirmado, é diabetes. E eu, o que faço? Qual remédio? Como? Onde ter acesso? Quanto? Puro instinto de proteção e sobrevivência que parece fazer parte da paternidade. A necessidade é um sentimento poderoso. Repentinamente me vi ás voltas com canetas, agulhas e testes de glicemia. Nunca tinha aplicado uma injeção. Nunca sequer tinha visto uma medição de glicemia. E lá estava eu, aprendendo na base da tentativa e erro, tentando fazer o melhor possível.
A alimentação foi um caso a parte. Sem informação ficamos completamente sem rumo. Jamais vou esquecer o primeiro lanchinho que ofereci a minha filha depois do diagnóstico: tinha tanto carboidrato que a taxa dela deve ter dobrado (até então para mim bastava tirar o açúcar e caprichar em comidas salgadas e tudo daria certo...). Durante este período saí da ignorância no assunto e aprendi a consultar rótulo e buscar alternativas.
A sensação de ter um filho é indescritível. O amor incondicional que desenvolvemos deve ser a mais pura expressão de um sentimento que podemos manter em relação à outra pessoa. Mais junto com tanta alegria e felicidade vem à responsabilidade.
Até hoje nunca parei para analisar o impacto que a doença causou em mim. Olhando para trás vejo que não foi pequeno. Naquele mês da descoberta da doença tinha programado apresentar a minha filha todas as guloseimas que permeavam minhas lembranças da infância. Tinha ido ao supermercado comprar biscoitos, iogurtes, danones e salgadinhos. Ela estava mudando a dieta, eu estava de férias e tinha feito planos.
Planos que nunca executei plenamente e no primeiro momento pensei que não iria executar jamais. Não sabia nada da doença. Tinha uma ideia geral e abstrata da situação. Nunca parei para estudar as consequências da ingestão de carboidratos, gorduras e açúcares. E olhe que talvez devesse ter feito isso antes. Desde os 18 anos que vivo um embate particular com a balança. Dos 85 quilos de solteiro, aos 18 anos, cheguei aos 33 anos, quase 8 de casado, com quase 120 kg, hipertenso e sedentário.
O que lembro quando recebi a notícia? Os sentimento de frustração e impotência nos invadem sem chance de defesa. Depois vem a culpa. O que fiz de errado? O que poderia ter feito diferente? Como começou isso? Poderia ter evitado?
Acabei aprendendo da pior maneira possível, depois de algum desgaste, tanto pessoal quanto relacional, que não adianta olhar para trás e ficar remoendo o que não podemos alterar. Mas temos muito o que fazer para ter um futuro melhor. De minha formação católica uma frase sempre ajudou: “Senhor dai-me forças para enfrentar aquilo que não posso mudar...”.
Do impacto inicial: “...acabou, minha filha passará por sérias restrições a vida inteira e nunca terá uma vida normal...”. Aprendi que com a dieta certa, exercício, um pouco de rotina e acompanhamento de perto, a vida pode ser absolutamente normal. Ufa... alívio. Mas este quadro promissor tem um preço muito alto: noites insones, pouco tempo para dar atenção a minha mulher, investimento financeiro em acompanhamento médico, nutricional e medicamentos...
Pelo que vejo nos comentários do site, a rotina de nossos filhos diabéticos é quase que invariavelmente uma tarefa materna. Não tenho lido muitos comentários dos pais sobre suas experiências. Nesses três anos, em apenas uma oportunidade sentei com o pai de outra menina diabética para trocar impressões. Nas salas de espera de consultórios só encontro mães.
Entendo as dificuldades de lidar com a doença e fazer frente a novas e inesperadas despesas. Mas quero registrar aqui que em minha opinião o diabetes em crianças é uma doença cujos efeitos atingem toda a família. Uso a expressão família em sentido amplo, incluindo irmãos, tios, primos e, sobretudo, os avós. Sei que não foi fácil para eles e agradeço a Deus ter passado por este período em sua companhia.
Para mim, cuidar da Júlia e ajudar no controle da doença é parte do meu quotidiano. É mais fácil esquecer de tomar um dos meus remédios do que aplicar a insulina basal nas primeiras horas da manhã. A rotina não é fácil e qualquer erro, esquecimento ou contratempo normalmente produz consequências imediatas. Nesses três anos já perdi a hora de verificar a taxa de glicemia (por cansaço), já ministrei doses erradas por desatenção e algumas raras vezes esqueci de fazer a aplicação.
Se minha pequena Jujuba sofre consequências físicas imediatas (HIPOS ou HIPER glicemias) as consequências morais para quem cometeu o deslize não são fáceis. Demoramos um pouco para assimilar e seguir em frente. Perdi a conta de quantas brigas tive com Carolina sobre o controle, as quantidades de insulina e como proceder no cotidiano.
Não é fácil. Temos personalidades fortes e como todo o casal, maneiras de ser diferentes. Como sou muito metódico e não gosto de correr riscos. Sempre que fico responsável pelo controle me satisfaço com medidas glicêmicas acima da meta da Júlia buscando uma sensação de conforto, numa tentativa de minorar as possibilidades de hipoglicemias. Sei que estou errado, mas muitas vezes não é fácil evitar. É da minha natureza. Por vezes o conflito é inevitável e se não fosse a paciência da Lina e sua insistência em nosso relacionamento não sei se hoje estaríamos comemorando junto esta data.
Analisar os resultados mensais do controle da diabetes é uma tarefa altamente estressante: o que não fizemos? O que poderíamos ter feito mais? Por que deixamos chegar nesse ponto? Com minha personalidade perfeccionista não é fácil constatar que mesmo seguindo todas as orientações médicas, o organismo humano nos prega peças. Além disso, no quebra cabeças do controle da diabetes não temos todas as peças. São muitas variáveis para controlar ao mesmo tempo.
A relação do casal sofre sérios desgastes. Noites mal dormidas, ansiedade, mudança na rotina. No início estava difícil sair com amigos e esquecer um pouco do assunto. Todos queriam detalhes, incluindo colegas de trabalho e familiares. Durante um grande período deixei de telefonar para minha esposa para perguntar como ela estava e como estava Júlia. Iniciava a conversa perguntando em quanto estava a taxa, o que ela tinha comido e se a insulina tinha sido aplicada. Hoje só posso me penitenciar por ter feito tanta besteira e agradecer por ter uma mulher que me ama com tamanha intensidade.
Coloquei a doença na frente de mulher e algumas vezes da filha. Ficava mais preocupado com o controle do que com os progressos de minha linda filhota. Júlia é carinhosa, esperta, está muito bem na escola e tem um ótimo relacionamento com todos. Não poderia me fazer mais feliz.
Dizem que a experiência é a soma de todos os nossos erros. Se isso é verdade, posso escrever que aprendi que minha filha não “está com diabetes”, mas que ela “é diabética”. A condição é permanente e não transitória. Logo, a vida segue o seu caminho e se alguns têm dificuldade de locomoção ou problemas alimentares, minha pequena tem uma condição que exige atenção e disciplina. Ponto final. Durante nossa caminhada parei de definir (e limitar) minha filha pela doença para olhar para ela muito além disso.
Durante os três anos que passaram tivemos momentos de incerteza, muita insegurança, tristeza e frustração. Mas nada disso se compara ao sentimento que aprendemos a cultivar: resiliência. Capacidade de resistir, enfrentar, buscar alternativas, aceitar e acreditar que estamos lidando com o assunto da melhor maneira que podemos.
Agradeço a Deus a mulher que tenho e a filha maravilhosa que me ensina todos os dias o que efetivamente é importante na vida. Aprendi que teremos dias melhores do que outros, mas que mesmo sem saber para onde o destino nos levará o importante é continuar seguindo em frente.
Acho que já escrevi demais. Termino registrando que foi muito bom compartilhar ideias e sentimentos. Espero que possam ajudar outras pessoas. Provavelmente não serei um autor muito ativo no Blog, mas como resolução de início da ano, prometo passar por aqui mais vezes.
Termino agradecendo a Papai Noel por termos chegado até aqui. Daqui para frente só pedirei de presente saúde e paz. O resto conseguimos construir com um pouco de esforço e dedicação.
Boas festas a todos e um 2011 cheio de realizações.

3 anos de Diabetes



Há exatos 3 anos, nossas vidas mudaram de ponta a cabeça... 

Aplicações de insulina, medições de glicemia, controle nutricional, Tabelas glicêmicas, tiras reagentes, Canetas de insulina, lancetadores, glicosímetros, Contagem de carboidratos, Passaram a fazer parte de nosso vocabulário e de nosso dia a dia... 

Nesses 3 anos aprendi e vivi tanta coisa diferente e com tanta intensidade, que se você me perguntar como era minha vida antes de tudo isso, acho que eu nem saberei responder... 

Nesses 3 anos passei a ver a vida por outro ângulo, um ângulo mais real e humano, que ás vezes nem é tão bonito assim, mas é muito mais eficiente... 

Nesses 3 anos a solidariedade passou a fazer parte integrante de minha vida, como um estímulo para seguir em frente sempre de cabeça erguida 

Nesses 3 anos entendi que papai do céu sabe o que faz!! Ele não daria uma cruz tão pesada se não tivesse a certeza de que conseguiríamos carregar... 

Nesses 3 anos, aprendi que as coisas mais importantes na vida não são realização profissional e financeira, mas sim estar do lado das pessoas que mais amamos e muita saúde pois o resto corremos atrás... 

Nesses 3 anos parte de mim virou uma grande estudiosa e pesquisadora em assunto que nem cogitaria estudar ... Quem imaginaria a alguns anos atrás eu, a garota das exatas, uma entendida na área de saúde... As coisas realmente mudam quando precisam mudar!!!! 

Nesses 3 anos reaprendi a fazer contas de cabeça e voltei a usar com toda força a “regra de três” que aprendemos no primário, mas que depois das aulas de cálculo da faculdade e do uso de minha amiga “máquina de calcular” tinha desaprendido... 

Nesses 3 anos aprendi a entender minha filhota só de olhar para ela... 

Nesses 3 anos aprendi que o corpo humano tem vontade própria e que às vezes a intuição vale muito mais que qualquer conta matemática... 

Nesses 3 anos entendi que o apoio da minha família é parte fundamental em minha vida, sem ela não seria nada... 

Nesses 3 anos entendi que a força do amor de um casal tem eficácia muito maior quando a compreensão e o companheirismo fazem parte de nossa vida... Dividir tanto as alegrias quanto os problemas é fundamental! 

Nesses 3 anos acho q amadureci uns 10 anos , ganhei ruguinhas a mais, cabelinhos brancos e hipertensão.... Mas , Tudo bem!! 

Nesses 3 anos entendi que Diabetes definitivamente não é o fim do mundo, e que com um pouco de Equilíbrio e disciplina sua qualidade de vida pode ser até superior a daqueles que não possuem a doença... 

Nesses 3 anos aprendi realmente a ser uma pessoa muito melhor e muito mais feliz!!!!

Obrigada Meu amor por todo companheirismo, Mãe, Pai, sogros, irmãos e cunhadas pelo apoio diário, aos amados médicos pelo profissionalismo e competência, aos amigos de fé pelo carinho, às amigas de Luta pelas essenciais trocas de experiências, E principalmente a minha Julia por dar um novo sentido a minha vida e desde tão pequena ser exemplo de tanta coisa boa!!! Amo você incondicionalmente!!!!

Muitos anos pela frente ainda virão e quero ter vcs sempre do meu lado!!!!!!


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Jujuba na Televisão!!!!

Gente!!!!
Depois de muitos desencontros, finalmente consegui o vídeo da reportagem sobre diabetes feita pela Tv Pajuçara onde apareceu a gente e a propaganda do jujuba diabética!!!!
Ficou bem legal!!!!
Acho que a produção gostou tanto que a reportagem apareceu 3 vezes hoje!!! No Jornal Pajuçara manhã, no da hora do almoço - Fique alerta, e no Jornal da noite que foi quando finalmente consegui gravar...
Parabéns pessoal da Tv Pajuçara!!!!!!


domingo, 19 de dezembro de 2010

40 anos de casados

Hoje é um dia muito importante e feliz em nossa família! Meus pais, Clailton e Socorrinho, estão completando 40 anos de casados!
E posto aqui sobre isso, pois a história da Júlia está totalmente relacionada a essa história de amor... Essa é a minha origem e o meu exemplo...
 Eles hoje estão viajando com meus irmãos, cunhadas e grandes amigas para comemorar exatamente essa data tão importante, mas nós, Eu, Júnior e Júlia, por "motivo$ alheio$" a nossa vontade não pudemos ir junto, mas, tenho a certeza que eles sabem que nosso pensamento e o nosso coração está com eles hoje e sempre....

Já, já um dos meus irmãos vai entregar a eles uma pequena cartinha só para constar minha presença junto deles, e resolvi compartilhá-la com vocês...

Parabéns Paizinho e Mãezinha, grandes amores de minha vida!!!


Quatorze mil e seiscentos dias de convívio decididamente não é para qualquer casal!!!
São 40 anos de amor, de construção, de tolerância e de mútuo companheirismo e afinidade, de muitos momentos de alegria e de afetos, outros, nem tão felizes, de dores, mágoas, muitas lutas, mas principalmente e essencialmente de muitas vitórias...
Quarenta anos de casado, é uma vida!!! E hoje, que tenho a minha família sei que não deve ter sido fácil chegar até aqui com a plenitude que vocês chegaram ...
Pode ter certeza, que a educação que vocês souberam dar, junto com esse ambiente tão fértil de tanta coisa linda, foi que fez frutificar essa família tão amada e tão admirada por tanta gente e tão rica em amor, em companheirismo, união e principalmente solidariedade... Tenho realmente muito orgulho de ser fruto desta bela e abençoada união e de ser parte integrante dessa família tão cheia de coisas boas...
É desse exemplo de amor, união familiar, de “saber conviver”, que tiro todos os dias o exemplo e a força para superar os desafios que a vida me impôs.
Hoje, mesmo estando a alguns quilômetros de distância, estamos juntos em pensamento. Aliás, sempre estamos juntos, pois sou uma continuação desse fruto, e tudo o que sou e o que sei é o resultado de um compromisso que já dura 40 anos...
Amo muito vocês!!!!!



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Vamos sair na TV!!!!!


Aaaai que vergonha!!!!!

Acabamos de fazer a filmagem de uma reportagem sobre Diabetes para sair no jornal da manhã da TV Pajuçara, mostrando um pouco da rotina de Júlia, ela tirando a glicemia, brincando, e falando um pouco sobre Diabetes...
Nessas horas, apesar de já ser perita em Diabetes, me enrolo toda para falar!!!!!Hahahahahahaha
Sou muito matuta mesmo!!!!!!!

Acho que vai sair amanhã de 6:30 da manhã... 
E também deve ficar depois no portal do Tudo na hora.....
Vamos ver no que dá!!!!!!!!

Jujuba Diabética já passou de 10.000 visitas

ÊEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!
Mais de 10.000 acessos em 4 meses de blog...
Para um assunto tão específico é até uma boa média!!!
Muito bom ser útil para alguma coisa!!!!!!
E vamos continuar multiplicando informações!!!!!!!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A importância da solidariedade

Descobri na semana passada que uma amiguinha que estudou com Julia na primeira escolinha que ela estudou (aquela escola que ela não se adaptou nem a escola a ela) com a mesma idade de Juju, descobriu que tem diabetes...  Fiquei passada com a coincidência... Já é difícil em nossa cidade acharmos crianças pequenas com diabetes, e de repente, uma da mesma idade, da mesma salinha da Julia, que a mãe acompanhou todo inicio, toda adaptação..... É realmente muuuuita coincidência!!!! 
Soube já tarde da noite de um domingo, e nessa noite nem consegui dormir direito pensando na mãe da criança... Parece que todo um filme passa novamente em nossa cabeça... A angustia aflora novamente.... e quase não me contive de esperar o outro dia de manhã para prestar minha solidariedade à mãe, e me mostrar a disposição para qualquer duvida, conversa, ou qualquer coisa que seja...
A importância da palavra amiga numa hora dessas é muuuuito importante!!!! É marcante!!!!
Queria eu ter tido alguém, ou alguma mãe com mais experiência que eu,  que me acalmasse na hora que descobrimos tudo, e que de alguma forma dissesse: "Não se preocupe amiga, vai ficar tudo bem!"
Acho que de repente pode fazer toda diferença!!!
Como não tive essa oportunidade, passei a dar essa oportunidade para os outros... 
Toda vez que descubro que alguém que conheço ou que posso ter acesso descobre diabetes em um filho, faço questão de ligar, conversar e me deixar sempre a disposição para o que precisar...
Essa solidariedade se tornou algo muito importante em minha vida... Na verdade fundamental.... 
E daí se deu a existência desse blog...

Li esse texto a uns dias, e compartilho ele com vcs....
Um beijo em todos!!!!!

Solidariedade, onde andas?
Luiz Maia
A solidariedade é, sem sombra de dúvidas, a forma maior de alguém expressar o seu amor. Solidariedade é coisa fina e rebuscada. É sentimento nobre. É comum nas grandes tragédias, quando se vê o espírito de solidariedade impregnado em cada rosto anônimo, em cada gesto esboçado na vã tentativa de poder reverter tal acontecimento. Ninguém nesse mundo foi tão solidário às pessoas quanto Jesus. Ensinou-nos a repartir o pão. Mostrou-nos como devemos ser solidários aos mais fracos e oprimidos. E como se isso não bastasse, atingiu o ponto máximo da solidariedade quando em nosso lugar morreu na cruz. Portanto, foi Jesus Cristo aquele que melhor encarnou o espírito de solidariedade, durante todo tempo em que veio pregar o Evangelho entre os homens. 
Nos anais da história é fácil encontrar exemplos de pessoas que fizeram desse sentimento uma bandeira de luta, uma razão de vida. Casos de homens e mulheres que doaram parte de suas vidas sendo solidários a uma causa, transformando a vida de muitos, são comuns de se ver. Acontece, aconteceu e continuará a acontecer. É um fato insofismável e digno de louvor. 
Como é bom saber que existem pessoas que se preocupam conosco, que lutam em nossas trincheiras e fazem dessa luta sua também. É fácil notar pessoas que lutaram uma vida inteira, tendo como premissa o bem comum da coletividade. Sonhadores, pensadores, guerrilheiros, poetas, escritores, políticos, cientistas e gente do povo, cada um na sua área e no seu front, são exemplos puros e fiéis de humanistas devotados e comprometidos com os princípios básicos do cristianismo. 
Alguém poderá até pensar que um mero guerrilheiro não estaria em nada sendo solidário em suas ações. Pois bem, para citar apenas o mais famoso deles, Che Guevara, dele sabe-se que foi um fiel cumpridor dos sonhos libertários de um povo. Pugnou sempre pela causa da libertação dos povos das américas. Morreu abraçado à causa de libertação de povos que secularmente vivem debaixo do jugo do imperialismo. Como negar ou omitir ter sido ele uma pessoa investida do mais profundo sentimento de solidariedade humana? Com sua morte, deixou todo um legado de luta pelos mais fracos, oprimidos e excluídos do planeta. É bom lembrar que, ao lado de Fidel Castro, liderou uma revolução redentora em Cuba, livrando aquele povo das garras do ditador Fulgêncio Batista. Galgou o cargo de Ministro da Defesa de Cuba, permanecendo nele apenas pouco mais de um ano, donde seguiu para dar prosseguimento ao seus sonhos libertários, vindo a falecer no ano de 1967, nas cerradas matas bolivianas. Quem chega em Havana, pode visualizar um pensamento dele, na entrada da cidade, que diz assim: "Entre os homens sós e desesperados surgem facilmente os mais elevados sentimentos de solidariedade e lealdade humanas." 
O mundo está cheio de exemplos de pessoas que são a própria solidariedade personificada, que são verdadeiros tesouros, que fazem desse sentimento bússola para o seu caminhar. Ninguém de sã consciência pode negar isso. Inclusive, sou defensor da tese de que todo homem nasce bom, vindo alguns a se tornarem empedernidos face à maldade que sempre absorveram ao longo de suas vidas. Não se nasce mau. Aprende-se a ser vivendo e comungando com quem assim já o é. Claro que para toda regra existem as exceções. Ainda bem que é assim. 
Agora, o que fica bem visível diante de nós, é a escassez desse sentimento entre as pessoas, nos últimos tempos. Lamentamos que o homem esteja tão envolvido, apenas e simplesmente, com os seus problemas e suas necessidades básicas. Parece não sobrar mais tempo para o outro. Os vizinhos quase não se conhecem mais, parecendo até que todos preferem viver em total anonimato. Um simples "bom-dia" nas grandes cidades virou artigo de luxo. E o pior nisso tudo é que passou a ser comum. De tão comum que é já passou a ser normal. É uma pena que seja assim. A luta do dia-a-dia tornou as pessoas frias e calculistas. O que se vê é uma grande massa a correr pela sobrevivência, tornando-se todos autênticos equilibristas. Pior que isso: todos vivem a crueza fria da competição. E dessa realidade extraímos que todos parecem ser meros inimigos. Em meio a tudo isso, vemos ainda "ilhas" de pessoas a desenvolverem tão salutar sentimento pelo próximo. Enquanto pessoas assim ainda viverem, sem dúvida alguma, irão nos poupar de perguntar: "Solidariedade, onde andas?"

domingo, 5 de dezembro de 2010

Postagem linda no Blog da Valli

Nas minhas leituras e pesquisas quase que diárias sobre diabetes na internet, ouvi falar de uma mãe, que tinha produzido uma peça no Rio de Janeiro, chamada "Meu filho é um doce", que conta um pouco da rotina e das histórias de criança com diabetes... Então pesquisei um pouco sobre essa mãe que se chama Cláudia Valli, mãe do Tom, e em seu blog encontrei uma postagem linda no dia mundial do diabetes e me encaixei muito nela...Como resistir a reproduzir esta postagem??? 
Parabéns Claudia pela iniciativa da peça e principalmente parabéns pela mãe que parece ser... Parabéns por levar isso tudo com tanto bom humor... Assim que deve ser.....
Então aí vai... diretamente do Blog da Valli:
"Aróstia. Ziavítis. Záhari. Éma. Aghóri...
No começo é assim. Como se todos falassem grego com você.
Receber o diagnóstico de que seu filho é diabético, é como entrar numa espécie de “Second Life” e virar uma personagem de uma outra vida, que não era a sua até então.
Você passa a sentir falta de quando tudo era mais fácil e previsível. Daquelas madrugadas em que só o que lhe preocupava era aquela tosse que teimava em não passar. Você começa a achar pneumonia uma grande frescura.
Imediatamente você passa a ter uma compulsão por estudar. Você quer saber tudo sobre o assunto. Aquela falta de saco que você tinha nas aulas de ciências na época da escola, simplesmente desaparece. Aquele aluno medíocre que você era dá lugar a um CDF compulsivo, desesperado por informação.
E como você se supera...
Você consegue saber tudo que um leigo é capaz de assimilar sobre doença auto-imune, pâncreas, células beta, Ilhotas de Langerhans, contagem de carboidratos, hipoglicemia, hiperglicemia, tipos de insulina e o que mais você considerar pré-requisito para ser uma espécie de Deus na vida do seu filho. Pra controlar tudo. Pra nada dar errado.
Só que nem sempre as coisas funcionam como você planejou. E você se frustra algumas vezes e se assusta em outras. E aprende que não se pode controlar a vida. Que não se pode proteger um filho de sua própria história.
Com o passar do tempo, você se acostuma. E não se destrambelha mais.  Porque essa é a vida real. E a vida real não é o que se vê na revista Caras.
E aí, finalmente, cai a ficha e você se toca de que quando uma criança é escolhida, sabe-se lá por quê, pra ter uma vida mais difícil que a das outras, é porque ela tem estofo pra isso. E não se pode nunca subestimar a força de uma criança dessas.
Meu filho não metaboliza o açúcar. E pessoas assim ficam doces. Portanto, meu filho é um doce. E isso pode ser bom. Afinal, como dizia meu pai: “De amarga, basta a vida”.
Hoje, quando alguém me pergunta o que digo pra meu filho, eu respondo: “Digo pra que ele tenha sonhos.”.
Porque a vida é isso. E é do cacete que seja assim.
Um beijo, Tom! Vamos aproveitar esse Dia do Diabético!"

P.S. Realmente uma pena eu não ter assistido a essa peça... Como gostaria de tê-la assistido....

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mantendo o controle

Existem muitas coisas sobre as quais absolutamente você não tem nenhum controle e que certamente têm o potencial de influenciar significativamente a sua vida.
Uma vez que as coisas estão mesmo fora do seu controle, deveria você simplesmente sentar e deixar acontecer? Sim e não. Deixar acontecer, sim. Sentar, não. 
Não importa quão fora do seu controle as coisas possam estar, não importa quão impotente você se encontre diante dessa situação, o fato, porém, é que você pode sempre ter no controle a maneira para responder a esta circunstância. 
Até mesmo diante da mais aparente desesperançada situação, a esperança está sempre presente. Por quê? Porque a esperança não reside em circunstâncias, mas ela se faz presente no coração. Ninguém pode tirar de você aquilo que existe em seu interior. 
Faça o seu melhor com as coisas das quais você tem controle e você irá florescer a despeito das incertezas ao seu redor. Esteja preparado para responder de uma maneira positiva e eficiente a qualquer circunstância que vier ao seu encontro. Apesar de muitas delas estarem além do seu controle, o que você irá fazer com a circunstância é algo que só você poderá decidir. 
John Homer Miller
FONTE: http://www.diabetenet.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=2402

Como eu queria que a prática fosse tão fácil como na "escrita"!!!!!!!!
Mas, nem sempre é assim!!!!!!
É muito difícil conviver com o "não controle da situação"!!!!!
FATO!!!!!

Beijos em todos!!!!