domingo, 16 de janeiro de 2011

Açucar: sim ou não

Muito se discutiu entre as "doces blogueiras e blogueiros" na semana passada sobre o consumo ou não do Açúcar pelos diabéticos... Alguns são contra, muitos a favor, tudo depende do ponto de vista pessoal e da conduta escolhida para o tratamento...

A minutos atrás estávamos eu e minha filhota comendo uma fatia de um delicioso bolo de limão, e a carinha dela de satisfação por estar comendo aquilo, sem culpa e sem ser "proibido" me fez parar para pensar... "O que seria de nós sem a bendita Contagem de Carboidratos????" 

A nossa posição e conduta com nossa filha é: SIM, ela come açucar!!!! 
Nós escolhemos o caminho da liberdade e da Boa qualidade de vida!!!! 
E viva a contagem de Carboidratos!!!!

Então resolvi postar aqui uma reportagem da Revista Sabor&Vida Diabéticos que achei bem interessante falando exatamente sobre isso...


Saiba a resposta para esse dilema que tanto mexe com a vida dos portadores de diabetes
Flávia Benvenga

Versão oficial
A resposta oficial a essa pergunta é afirmativa: o diabético controlado pode sim ingerir açúcar! Pois é, chega a ser surpreendende, mas é exatamente isso o que diz a Associação Americana de Diabetes (ADA). “Não existe nada que respalde a proibição do açúcar para o diabético”, garante a nutricionista Gisele Goveia, coordenadora do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Segundo a especialista, evidên­cias científicas têm demonstrado que a quantidade total de carboidratos (ce­­reais, massas, pães, açúcar e outros) presente nas refeições é mais importante para o ajuste da glicemia do que o tipo ou fonte dele. Ou seja, uma colher (sopa) de açúcar comum, o de mesa — que também é um tipo de carboidrato (sacarose) — pode fazer parte da dieta do portador de diabetes se for consumido no lugar, por exemplo, de duas colheres (sopa) de arroz integral 
De acordo com a nutricionista Lis Proença Vieira, do Serviço de Nutrição e Dietética do Incor, a ADA permite o consumo do açúcar para tornar a dieta do diabético menos restritiva. Mas dentro de alguns limites. A entidade sustenta que a sacarose (açúcar da cana ou da beterraba) deve substituir outro carboidrato na dieta e, se isso não acontecer, a quantidade extra de glicose deve ser compensada com aplicação de insulina ou outra medicação. “Portanto, para que o portador de diabetes inclua no cardápio o açúcar, puro ou utilizado no preparo de doces, sem comprometer os limites, ele deve reduzir o consumo de outros carboidratos, como pão, farinha, torta, macarrão, torrada...”, alerta a nutricionista Lis Proença.
Além da limitação de carboidratos, o diabético deve respeitar também os índices calóricos de uma alimentação saudável. “Segundo a ADA, a quantidade diária tolerada de açúcar, que varia de pessoa para pessoa, é de até 10% do valor calórico total da dieta. Assim, em uma dieta diária de 1.500 calorias, a pessoa poderia consumir 150 calorias de açúcar, o equivalente a uma colher e meia (das de sopa)”, observa a nutricionista Lis Proença. “Vale frisar que o limite de 10% de sacarose por dia faz parte de uma indicação para uma alimentação saudável universal, seja a pessoa diabética ou não”, acrescenta Gisele Goveia, da SBD.
Em sua rotina de atendimento a diabéticos, a nutricionista da SBD conta que recentemente elaborou a dieta de uma senhora com diabetes controlado que inclui um pedaço pequeno de bolo simples para ser apreciado mensalmente durante os encontros da paciente de­­­la com as amigas. “Percebi que ela iria comer de qualquer jeito o tal bolo, ­uma vez por mês nessa confraternização. Por­­­­ isso, para o lanche da tarde, suge­ri que ela substituisse uma fatia de pão de fôrma com requeijão light e um co­po de leite desnatado, que ela come nor­­malmente, pelo bolo e uma xícara de chá”, explica Gisele Goveia.
Amargas complicações 
Mas, se a principal entidade de diabe­tes do mundo autoriza o consumo de açúcar, por que todos dizem que os portadores da doença não podem co­mer doces? Os médicos costumam pregar que o diabético não deve inge­rir açúcar por não possuir insulina (hor­mônio produzido pelo pâncreas) suficiente para retirá-lo do sangue e levá-lo para as células. Ou seja, ficam com excesso de açúcar no sangue. O problema é que, se o diabético não mantém a taxa de glicose dentro dos ní­veis normais de concentração (em geral, de 80 a 99 mg/dL), corre risco de desenvolver uma série de complica­ções. E o que é mais importante: o des­controle da quantidade de glicose no sangue costuma estar relacionado ao consumo excessivo de açúcar e de outros alimentos ricos em carboidrato.
“Independentemente do ti­po de diabetes, 1 ou 2, os cuidados e complicações com relação à ingestão de açúcar são os mesmos”, ga­­rante a nutricionista Lis Proença, do Incor. “Quando o açúcar é consumido de forma excessiva, pode-se gerar uma hiperglicemia, que é o aumento da concentração de açúcar no sangue. Se esse quadro se mantém a longo prazo, a hiper­glicemia pode se tornar crônica e causar lesões vasculares”. Segundo o diabetólogo Roberto Betti, também do Incor, a concentração de açúcar no sangue por um tempo prolongado reduz a capacidade de dilatação dos vasos sangüíneos (vasoconstrição), provoca inflamações nas paredes do sistema circulatório e favorece o surgimento de coágulos (trombos). “Isto é, há uma alteração do fluxo sangüíneo, que pode afetar olhos, rins, coração, cérebro, regiões periféricas e sistema nervoso”, esclarece o médico. 
As principais complicações decorrentes desses problemas vasculares são a doença arterial coronária, que pode causar infarto do miocárdio, derrame cerebral e insuficiência periférica; a retinopatia, que prejudica a visão e pode levar à cegueira; a nefropatia, que atinge os rins e causa insuficiência renal; e a neuropatia, que danifica os nervos. A forma mais comum de neuropatia é a periférica que lesa os nervos motores (movimentos voluntários como andar), sensoriais (tato) e autonômicos (funções orgânicas como a digestão). Assim, a maneira mais segura de se conviver bem com a doença é controlar o nível de açúcar no sangue, alimentar-se de forma saudável, seguir orientações médi­-cas, praticar atividades físicas e, se for preciso, tomar medicamentos, co­mo a insulina.
Doce veneno
Justamente por conta dessas conseqüências, para muitos profissionais, o diabético deve simplesmente excluir da dieta os doces, ou seja, alimentos que contenham sacarose. “A orientação clássica é desaconselhar a ingestão da sacarose”, explica a nutricionista Gisele Rossi Goveia, da SBD. “Entretanto, baseado nos estudos pu­blicados em 1995 pela Associação Americana de Diabetes, a SBD também chegou a um consenso: o diabético controlado, cumprindo uma dieta saudável e fazendo uma correta contagem de carboidratos (leia glossário), pode sim inserir a sacarose na alimentação dele”, informa Gisele.
O endocrinologista Walter Minicucci, vice-presidente da SBD, concorda que o diabético controlado pode ingerir açúcar, mas acha que ele não deve fazê-lo. “O consumo é permitido por ser consenso da SBD e da ADA, mas digo que não deve porque a maior parte dos doces é rica também em gordura, o que pode causar o aumento do peso e, conseqüentemente, tornar mais difícil o controle do diabetes”, justifica o médico. “Além disso, o manejo é complicado, pois a pessoa precisa saber fazer a substituição do doce por um outro carboidrato da dieta, medir a glicemia e, no caso de quem depende da terapia com insulina, fazer eventuais ajustes de dosagem do hormônio”.
Picos glicêmicos 
O diabetólogo Antonio Carlos Lerario, do Incor, ressalta que o mais importante não é somente o tipo, mas também a quantidade do carboidrato ingeri­- do — que pode ser uma batata ou um bo­­lo —, pois no organismo o nutriente será quebrado e transformado em glicose. “A questão, no caso da sacarose, que é uma forma muito concentrada de carboidratos, é o pouco tempo que ela leva para ser absorvida pelo sistema digestivo e a rapidez com que eleva as taxas de glicose no sangue. É por isso que, na prática, restringe-se o açúcar e indica-se a substituição por alimentos preparados com adoçantes dietéticos”, afirma Lerario.
Seja como for, o fato é que os carboidratos são uma das principais fontes de calorias da dieta do diabético, que precisa conter de 50% a 60% desse nutriente. Eles provêm principalmente do açúcar (carboidrato simples) e do amido (carboidrato complexo, encontrado nos pães, massas e feijões) e todos se transformam em glicose durante a digestão. Segundo a nutricionista Gisele Goveia, é fundamental para o diabético entender que dietas muito ricas em carboidratos simples, como o açúcar refinado, elevam repentinamente a glicose no sangue. Isto é, a insulina sobe depressa para conseguir mandar o açúcar que está na circulação para dentro das células. No entanto, o índice desse hormônio também pode cair se, por exemplo, o diabético ficar muito tempo em jejum. E, quando essa queda é intensa, pode levar à hipoglicemia (veja o glossário). Essa situação é mais comum entre diabéticos tipo 1, mas também pode ocorrer com o tipo 2. De acordo com a SBD, ao sentir os sintomas da hipoglicemia (suor, frio, tre­mores, sono, cansaço, tonturas, con­fusão mental, falta de coordenação, fo­me e outros), a pessoa deve verificar a concentração de açúcar no sangue e, se estiver baixa (menor que 70 mg/dL), precisa consumir carboidratos de rápida absorção, como um copo de su­co de laranja ou uma bala.
Prazer proibido
Enquanto alguns grupos de profissionais permitem a seus pacientes que seguem o tratamento à risca e não são obesos consumirem açúcar, a orientação do Incor é não liberá-lo a ninguém. “Para consentir, é necessário que o diabetes esteja controlado e que o paciente tenha um perfil especial: deve ser consciente e disciplinado, porque ele precisa saber contar os carboidratos”, justifica a nutricionista Lis Proença Vieira, do SND do Incor. “Sabemos que, com o tempo, ele pode aprender, mas nossa experiência mostra que normalmente o diabético se excede. E, infelizmente, na prática, concluímos que a substituição do doce por um outro carboidrato não é feita”.
Para a nutricionista, isso acontece porque a quantidade de açúcar permitida pela ADA na dieta do diabético é pequena. “Se a sacarose for liberada para nossos pacientes, essa quantidade será facilmente ultrapassada”, argumenta Lis Proença. “Além disso, como a porção aceitável de açúcar precisa ser ingerida em substituição a alguma outra fonte de carboidrato da dieta, o diabético precisa estar muito atento para não adicionar o açúcar ao que ele já come de massa”. Segundo o diabetólogo Antônio Carlos Lerario, para o diabético controlado, dependendo da quantidade, a ingestão da sacarose pode mesmo não fazer diferença. “Mas é essencial saber como usar o açúcar e seguir as orientações de forma responsável”, sintetiza o médico.
Nutriente dispensável
Os especialistas em saúde são unânimes em afirmar que, tanto para o indivíduo saudável como para o diabético controlado, o consumo de doces como bolos, pudins, tortas e chocolates deve ser esporádico. “Apesar de o açúcar ser uma fonte de energia, a sacarose não faz falta, diferente do carboidrato complexo, o amido. Esse sim é fundamental para uma alimentação saudável”, acredita Lis Prença, do Incor.
Até agora, as pesquisas científicas que visam “adoçar” a relação entre açúcar e diabetes caminham em direção à melhora da qualidade dos adoçantes dietéticos. “A indústria alimentícia dedica-se bastante ao desenvolvimento de produtos que substituam o açúcar e não tenham sabor residual”, conta Lis.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Métodos diferentes para a Hemoglobina Glicada

Dentre os teste de hemoglobina glicada que fizemos com Julia, um deles veio muito além do que podíamos imaginar para o bom controle que estavamos vendo no aparelho... Achamos estranho, mas, por costume, como já tinhamos aquele conceito pré formado que quando fazíamos o teste da Hemoglobina Glicada, os valores de referência ideal para a idade de Julia era entre 7% e 8%, nem prestamos atenção aos valores referência que vieram junto com o exame...

O que não sabíamos era que existia várias formas de se fazer a Hemoglobina Glicada (vários métodos) e que cada método tem um valor referência diferente, e que o exame que tinha sido feito não era a Hemoglobina Glicada A1c de costume...

O laboratório tinha errado o pedido e não tinha especificado A1c, assim eles usam outro método em que o valor referência está entre 6 a 8,3%, ou seja, tem uma tolerância bem maior...

Como não levamos o exame para a endócrino pediatra da Júlia ver só informamos o valor, ela não percebeu o erro do laboratório... Só na Hemoglobina seguinte (que o mesmo laboratório errou novamente), quando levamos para a Susana ver é que ela percebeu o erro e refizemos o exame, desta vez, A1c de verdade...

Nem preciso dizer que, depois de ter feito as devidas reclamações (que não adiantaram em nada), abandonei esse laboratório e estamos fazendo os exames desde então em um muito melhor....

Pesquisei para ver o que achava sobre assunto para colocar aqui, e achei esse textinho aí em baixo... Espero que ajude vcs a não cometerem o mesmo erro que nós...

Para que serve o teste da hemoglobina glicosilada?
O teste da hemoglobina glicosilada ou hemoglobina glicada ou glicohemoglobina ou HbA1C era praticamente desconhecido há 10 anos. Hoje, ele é utilizado para saber se o diabetes está bem controlado ou não.
O teste da hemoglobina glicosilada informa qual foi a média de todas as glicemias nos últimos três a quatro meses. É um exame que requer apenas uma gota de sangue e pode ser feito em qualquer horário do dia, estando o paciente em jejum ou não. Isso é muito importante, porque o exame não terá o seu resultado modificado caso o paciente tenha feito uma dieta correta nos dias anteriores à coleta ou tenha feito exercícios físicos recentemente. 
O exame da hemoglobina glicosilada, o qual chamaremos de HbG daqui para frente, pode ser feito tanto nos casos de diabetes do tipo 1 como do tipo 2.
A utilização desse teste ficou popular após a publicação de importantes estudos sobre relação entre o controle do diabetes e o surgimento de complicações. Os estudos mais importantes são o DCCT (Diabetes Control and Complications Trial) e o UKPDS (United Kingdom Prospective Diabetes Study). Nesses estudos ficou clara a relação entre os níveis de HbG e o surgimento de algumas das complicações do diabetes – nefropatia, retinopatia e neuropatia. 

O que é hemoglobina glicosilada?
A hemoglobina é uma molécula de proteína que está dentro dos glóbulos vermelhos (hemácias) que são as células do sangue responsáveis por levar o oxigênio dos pulmões para o resto do corpo. Da mesma forma que todas as outras proteínas, a hemoglobina pode ligar-se a açúcares como a glicose. A ligação da glicose com a hemoglobina é chamada de glicosilação e é uma ligação irreversível. A taxa de formação de HbG é diretamente proporcional à concentração de glicose no sangue.
Se a glicemia esteve alta durante uma semana, mais hemoglobina ficará glicosilada e esse fato ficará na “memória” das hemácias até que a última delas tenha sido substituída por uma nova hemácia, que fará novas ligações com a glicose. O processo de substituição das hemácias é contínuo, mas o tempo médio de vida destas células é de cerca de três meses. Isso significa que o exame da hemoglobina glicosilada mostrará como foi o controle médio da glicemia nos últimos três meses.
Quanto mais glicose houver no sangue, mais hemoglobina ficará glicosilada. Uma pessoa que não é diabética tem cerca de 5% de hemoglobina glicosilada. Nos pacientes diabéticos, quanto maiores forem os níveis de glicemia, maior será a porcentagem de hemoglobina glicosilada. Por exemplo, se a glicemia média for de 120mg/dL, a HbG será de aproximadamente 6%. Em outro caso, se a glicemia média for de 330mg/dL, a HbG será de aproximadamente 13%.

A HbG é a mesma coisa que a A1C?
Todas as ligações de hemoglobina e glicose são consideradas glicohemoglobinas ou hemoglobinas glicosiladas. A hemoglobina A1C é uma hemoglobina específica porque a ligação da glicose e da hemoglobina ocorre apenas em um local da molécula de hemoglobina. Alguns métodos de laboratório medem todas as HbG juntas e outros medem apenas a A1C, porém todos fornecerão a mesma importante informação sobre os níveis médios de glicemia. É necessário sempre verificar quais são os valores normais de cada tipo de teste. Essa informação vem junto com o resultado do exame.
Para resolver o problema de interpretar resultados com valores diferentes seria necessário padronizar os métodos de realização dos exames. Várias associações de diabetes no mundo estão trabalhando para que isso aconteça no futuro.
O resultado do teste de HbG representa a “memória” da glicemia de quantos meses?
A vida-média das hemácias é de 90 dias. A HbG representa a memória da glicemia desse período.
Na verdade a HbG é uma média ponderada dos últimos três a quatro meses porque não ocorre uma substituição total das hemácias uma vez a cada quatro meses. A reposição é constante e uma pessoa tem ao mesmo tempo hemácias novas, de meia-idade e velhas.
O resultado da HbG é mais afetado pelos níveis mais recentes de glicemia do que pelos antigos. As glicemias dos últimos três a quatro meses contribuem com apenas 10% do resultado porque a maior parte das hemácias antigas já foi substituída. Os níveis de glicemia do último mês têm peso maior, cerca de 50% do resultado.
Essas características da hemoglobina glicosilada podem causar um desvio do resultado às vezes. Para evitar isso é importante que o exame seja feito a intervalos regulares, três ou quatro vezes por ano.

Qual a frequência para a realização do exame?
A hemoglobina é uma molécula de proteína que está dentro dos glóbulos vermelhos (hemácias) que são as células do sangue responsáveis por levar o oxigênio dos pulmões para o resto do corpo. Da mesma forma que todas as outras proteínas, a hemoglobina pode ligar-se a açúcares como a glicose. A ligação da glicose com a hemoglobina é chamada de glicosilação e é uma ligação irreversível. A taxa de formação de HbG é diretamente proporcional à concentração de glicose no sangue.Se a glicemia esteve alta durante uma semana, mais hemoglobina ficará glicosilada e esse fato ficará na “memória” das hemácias até que a última delas tenha sido substituída por uma nova hemácia, que fará novas ligações com a glicose. O processo de substituição das hemácias é contínuo, mas o tempo médio de vida destas células é de cerca de três meses. Isso significa que o exame da hemoglobina glicosilada mostrará como foi o controle médio da glicemia nos últimos três meses.Quanto mais glicose houver no sangue, mais hemoglobina ficará glicosilada. Uma pessoa que não é diabética tem cerca de 5% de hemoglobina glicosilada. Nos pacientes diabéticos, quanto maiores forem os níveis de glicemia, maior será a porcentagem de hemoglobina glicosilada. Por exemplo, se a glicemia média for de 120mg/dL, a HbG será de aproximadamente 6%. Em outro caso, se a glicemia média for de 330mg/dL, a HbG será de aproximadamente 13%.Veja na tabela abaixo alguns valores médios de glicemia e sua correspondência em HbG.
Se a HbG pode mostrar como foi o controle da glicemia durante vários meses, por que é necessário fazer exames de glicemia todos os dias?
Isso funciona mais ou menos como uma temporada de futebol. A HbG é a soma de pontos de todos os jogos que vai decidir qual o melhor time no final e a glicemia de jejum é o resultado de uma das partidas.
A glicemia de jejum é importante para que sejam tomadas decisões no dia-a-dia, como modificar as refeições, exercitar-se mais ou menos ou modificar a dose de insulina. 
Entretanto, é impossível fazer tantos testes por dia para ter uma idéia geral do controle em um período maior de tempo. Por exemplo, se um diabético do tipo 2 faz sua glicemia de jejum uma vez ao dia, antes do café da manhã, obtendo resultados em torno de 120mg/dL e seu exame da HbG mostra um resultado de 11%, isso quer dizer que, provavelmente, as glicemias após as refeições devem estar muito altas e a glicemia média deste paciente deve, na verdade, estar em torno de 270mg/dL. Esse paciente deve fazer modificações no seu esquema de tratamento e fazer testes de glicemia mais frequentes para melhorar o controle glicêmico. 
Vejamos outro exemplo: um paciente diabético do tipo 1 faz testes de glicemia três a quatro vezes por dia e obtém resultados bons, sempre em torno de 70 a 140 mg/dL, mas sua HbG é de 12% indicando uma glicemia média de 300mg/dL. Qual é o problema?
A situação deve ser avaliada. Raramente, alguma medicação pode modificar o resultado da HbG, aumentando-o. Algumas pessoas têm tipos diferentes de hemoglobina, que também falseiam o resultado. Anemias e perdas de sangue podem diminuir o valor da HbG. As situações mencionadas são raras, neste caso é mais provável que os testes de glicemia não sejam precisos, ou não estejam sendo lidos corretamente, ou que o glicosímetro tenha algum defeito.

Quais foram os resultados do DCCT e UKPDS em relação à HbG?
O propósito desses estudos foi determinar se o melhor controle metabólico diminuiria as complicações do diabetes.
O DCCT, realizado em diabéticos do tipo 1, mostrou que em pacientes que mantiveram uma HbG em torno de 7% houve redução da retinopatia (76%), proteinúria (34%), neuropatia (fazer caixa com as definições que estão no glossário) (69%) e hipercolesterolemia (34%). (fazer caixa com definição de hipercolesterolemia, conforme texto enviado para ser incluído no glossário)
O UKPDS, realizado em diabéticos do tipo 2, também mostrou redução de nefropatia (25%) e retinopatia (25%) nos pacientes que mantiveram a HbG próxima de 7%. 
VALOR ALTO DE HEMOGLOBINA GLICOSILADA É FATOR DE RISCO PARA COMPLICAÇÕES DO DIABETES 

Em qual nível deve ser mantida a HbG?
Para responder a essa pergunta são necessárias algumas considerações. Primeiro, valores dependem do método utilizado. O estudo DCCT adotou o HPLC como a metodologia de referência e os valores normais para esse método são 4.0 a 6.0%. 
Segundo, não existe um número que sirva para todos os pacientes. Pacientes diabéticos que conseguirem manter a HbG em torno de 7% certamente têm um bom controle metabólico e menor risco de complicações. A meta de tratamento deve ser atingir o valor mais baixo possível da HbG sem a ocorrência de hipoglicemias graves.

A HbG pode ser utilizada para diagnóstico e pesquisa de diabetes?
Até o momento, não existem dados conclusivos sobre esse assunto. O diagnóstico e pesquisa do diabetes são feitos por meio dos exames de glicemia de jejum e teste de tolerância oral à glicose. 

O que é e para que serve o teste da frutosamina?
A frutosamina refere-se a um nome genérico para a estrutura formada pela interação de glicose com amino grupos do aminoácido lisina presente na albumina e teoricamente representa a maioria das proteínas glicosiladas circulantes. A determinação da frutosamina dá uma idéia da média das glicemias nas últimas duas a três semanas, sendo um parâmetro de controle metabólico do paciente diabético, especialmente de gestantes diabéticas. É pouco sensível para diagnóstico de diabetes, diferindo da hemoglobina glicosilada por integrar os fenômenos de hiper ou hipoglicemia de um período mais curto. Os valores normais de referência são 205 a 285 micromol/L. Fonte: http://br.groups.yahoo.com/group/diabeticosbrasil/message/538


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Hemoglobina Glicada

Ufa!!!!! Finalmente sairam os resultados dos exames da Júlia, e o estrago das doenças dos meses anteriores até que não foi tão grande!!! A hemoglobina dela deu 8%... 
Eu realmente depois de tanto perrengue e até corticoide tomado, fico um pouco aliviada de não ter passado dos 8....

Nunca tinha parado pra fazer uma análise real desses 3 anos de diabetes, nunca fiz um histórico de glicadas, e  nunca parei para analisar resultados de laboratórios, então resolvi fazer e fui arrumar as pastas dos exames da Júlia...
lógico que numa situação dessas não tem quem não pare para questionar seus métodos e responsabilidades... Sei que talvez possa ser um dos nossos grandes erros, mas desde o inicio disso tudo, nunca nos prendemos muito aos exames de laboratório... Sempre fomos muito preocupado com o dia-a dia e de viver um dia de cada vez...
Quando descobrimos, Julia foi diagnosticada com um simples exame de ponta de dedo, que logo de cara deu "HI", e o diagnóstico já estava na cara...  Não precisou ser hospitalizada e nem fazer exames complementares. Dali já começou a ser medicada, tomar a insulina e se adaptar com a alimentação e contagem de CHO...
Só fomos fazer os primeiros exames dela mais de 4 meses depois do diagnóstico, um pouco antes de nossa ida para São Paulo para uma consulta com Dr. Luiz Eduardo Calliari...
Aí Julia estava com uma Hemoglobina Glicada de 8,3%... 
O interessante desses primeiros exames dela é que os "Anti" deram todos ou negativos ou indeterminado... Nada afirmava que ela tinha Diabetes!!! E dizem que em Diabéticos, cerca de 98% aparecem algum marcador Positivo para algum dos anticorpos... Parece que minha pequena ficou entre os 2% restantes....
-Anti Tpo deu normal
- Anti Gliadina IGA, Anti Gliadina IGG, Anti Transglutaminase IGA, Anticorpo Anti IGG e Anti Endomisio deram negativos
- Anti ilhota deu Não reagente
- Anti insulina deu indeterminado
Na consulta com Dr. Calliari, já que estávamos em São Paulo e que os exames deram tão inconclusivos, cogitamos com ele a idéia de refazermos os exames no Laboratório Fleury, custaria caro, mas faríamos se fosse necessário... Ele muito sábio como é, nos disse que só se tivéssemos curiosidade de ter mais detalhes, pois para o tratamento escolhido para Julia e para seu diagnóstico o resultado de exames nada mudaria os procedimentos, o que importava para ela era realmente os sintomas Clínicos (coisa que Susana já tinha nos dito)... A curiosidade realmente não nos pegou e não refizemos os exames!!!!
Acho que por isso não me apego tanto a exames!!! Acho bom fazer por um controle e um histórico e para ajustes mais finos... A nossa rotina e cuidados diários e tentativas de ficar sempre na meta são muito mais importantes que qualquer exame...

Mas vou tentar ser mais cuidadosa com a frequência que fazemos as HbA1C da Júlia... Ano passado por exemplo, em vez de fazermos 4 vezes como seria o ideal (3 em 3 meses), fizemos apenas 2 vezes...

Aí está o histórico da Juju dos Ultimos 3 anos...

Abril 2008 - HbA1c de 8,3%
Agosto 2008 - HbA1c de 7,6%
Março 2009 - HbA1c de 8,5%
Julho 2009 - HbG (não é a A1c, os valores de referência são diferentes) - 10,5% - Assunto do próximo post
outubro 2009 - HbA1c de 8%
Janeiro 2010 - HbA1c de 7,8
Julho de 2010 - HbA1c de 7%
Janeiro 2011 - HbA1c de 8%

Esse vai e vem  de  Glicadas, muitas vezes desamina sim, mas temos que ter sempre a esperança que na próxima virá melhor... E assim a vida vai.....
No caso de Julia, com tanto descontrole, as coisas podiam ter sido piores....


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Recomendações para pais de crianças com diabetes tipo 1

Bernard van de Meene
Eliane van de Meene
O diagnóstico do diabetes na criança é um grande impacto na vida de toda família. Nesta fase inicial, os pais experimentam grande abatimento e ansiedade frente às mudanças que começam a ocorrer com o início do tratamento e suas novas imposições, como o planejamento alimentar, o exercício físico e principalmente o uso de insulina injetada, que para muitos pais e filhos é a tarefa mais difícil.
Neste momento é muito importante os pais não esquece-rem que, em primeiro lugar, seu filho é uma criança e precisa crescer física e emocionalmente como toda criança e, só depois, que é uma criança com diabetes. A forma como a família encara a situação afetará profundamente a maneira do diabético aceitar e controlar seu diabetes. É um desafio que a família deve enfrentar unida, se todos se adaptarem às mudanças necessárias ao melhor ajuste para a condição da criança, maior será o sucesso do controle do diabetes e todos serão beneficiados com um estilo de vida saudável.
Os pais devem compartilhar os cuidados de seu filho, assim como seu tratamento. Nunca se mostrar indiferentes a ele.
Quanto maior for o conhecimento da criança sobre diabetes e sobre seu plano individual de tratamento, menor será a dificuldade para cumpri-lo e, quanto mais os pais aprenderem sobre diabetes, mais poderão ajudar seu filho. É natural que os pais sintam uma grande preocupação pela saúde de seu filho, porém é deles a responsabilidade para que ele aceite sua disfunção com o menor nível de estresse possível. O diabetes é uma disfunção endócrina causada por diversos fatores e não um castigo. Os sentimentos de culpa e ressentimento só ocasionarão problemas entre o casal e a criança. Se realmente desejam ajuda-la, devem superar esses sentimentos e aprender técnicas distintas para o melhor cuidado e controle do diabetes.
Os pais que estão sempre atentos, que sabem como agir se mantêm tranqüilos e tolerantes, ajudarão muito no seu tratamento adequado. É difícil para a criança ou o jovem entender e aceitar o diabetes, assim como a importância que tem os pais em participarem do seu tratamento desde o início. Quando falarem com seu filho sobre o diabetes, este pode ter reações negativas, erradas, falsas ou catastróficas. Por esse motivo, dê a ele a oportu-nidade de expressar seu conhecimento sobre o diabetes, permitindo que demonstre seus, medos, tristezas, ansiedades preocu-pações, dúvidas, fantasias, etc.
A auto-estima e a imagem que seu filho tem de si mesmo podem ficar prejudicadas pelo diabetes. Sejam compreensivos e estejam sempre dispostos e alertas para dar apoio. Procurem não provocar ansiedades desnecessárias (ao fazer trocas com a comida, por exemplo), isto pode induzir a sentimentos de culpa ou faze-lo sentir-se mal. As crianças que acreditam estar mal provavelmente se comportarão como se sentem. É preferível ter um enfoque positivo diante do diabetes procurando sempre enfatizar as possibilidades do tratamento e da melhora dos sintomas.
Evitem superproteger o diabético nos conflitos com os irmãos com um tratamento desigual. Não fomentem conflitos secundários negativos ao fazer do diabetes de seu filho, o cen-tro de atenção familiar.
A maturidade, a independência, o autocontrole e a auto-estima de seu filho irão aumentar à medida que ele aprende como controlar o diabetes por si mesmo. Os pais devem aprender a proteger o filho e a supervisioná-lo sem ser dominantes e devem incentivar sua auto-suficiência. Trabalhem junto com seu filho para terem um bom controle, porém não esqueçam que nem sempre é possível terem um controle ideal.
A criança deve entender que o bom controle do diabetes trará benefícios para seu futuro. Ela deve ser a parte ativa em seu tratamento, ao selecionar dietas suplementares para os dias de exercícios, fazer auto análise da glicemia e auto aplicação da insulina. Estimulem a participação ativa da criança em seu próprio cuidado, isto a tornará independente e auto-suficiente. Seu filho deve participar do seu autocontrole, dê-lhe liberdade para escolher entre diversas opções, escolher o lugar onde se aplicará a insulina e o dedo do qual se obterá a gota de sangue para análise.
Estejam sempre atentos de que ele cumpra com o controle do nível de glicose e de o lembrarem no caso de se esquecer, mas cuidado quando se referirem aos níveis de glicose, não usem a palavra “bom” ou “ruim”, é melhor dizer que o nível de glicose está baixo, alto ou normal.
O nível alto de glicose (acima de 7% na Hemoglobina Glicosilada) representa um risco para a saúde do diabético. Conscientize seu filho. Consulte o seu médico e apoie-se nas normas oficiais de níveis de glicose e procurem evitar que tenha hipoglicemias severas, já que estas podem trazer repercussões em seu desenvolvimento intelectual.
Os adolescentes podem agir como se não tivessem diabetes, ignorando seus tratamentos (sobretudo a dieta) e falsificando os resultados do monitoramento de sua glicemia. Às vezes, infelizmente, é necessário que ele sinta, por experiência, o quão doente pode chegar a ficar, antes de aceitar a importância do controle.
Estejam atentos a qualquer alteração de peso e, de maneira especial, aos seus hábitos alimentares (jejuns prolongados, ingestão excessiva de alimentos em curto espaço de tempo, ou provocação de vômito), já que estes podem estar associados a problemas emocionais que esteja tendo.
O valor emocional de se relacionar com outras crianças é muito importante. Procurem que conheça pessoas com diabetes que levam uma vida plena e feliz, porque isto o ajudará enor-memente. É importante incentivar a busca de outros apoios, como junto aos seus amigos. Incentive a sua participação em grupos de adolescentes com diabete, isto oferecerá uma excelente oportunidade para compartilhar dúvidas e problemas com outras pessoas da mesma idade, com as quais não tem laços familiares e que tenham a mesma disfunção.
É importante instruir os professores e responsáveis por seu filho na escola, sobre a atenção básica necessária a uma pessoa diabética.
O diabetes não é razão para deixar de participar da educação física, ou deixar de praticar esportes. Pelo contrário, o exercício físico regular é importante para o controle e cuidado do diabetes. Motive-o à praticar esportes, dê preferência aqueles que não tem contato físico, tais como: natação, vôlei, ciclismo, tênis de mesa ou de campo, aeróbicos, danças etc. Para participar de atividades físicas de maior intensidade é preciso ajustar sua insulina e/ou sua alimentação. Para isso é necessário consultar um médico especialista.
Incentive seu filho adolescente em algumas ocasiões a ir sozinho ao médico ou ao educador de diabetes. Isto melhorará sua autoconfiança. Não importa a idade de seu filho; aceitem-no, amem-no, disciplinem-no e guiem-no da mesma forma que fariam se ele não tivesse diabetes. Não o superprotejam ou o mimem. Aceitem o diabetes de seu filho sem culpar a si mesmos. Procurem aprender o máximo possível sobre diabetes. Isto ajudará a vencer medos e ansiedades. As evoluções da medicina e da ciência fazem vislumbrar, em um futuro próximo, um convívio bem mais fácil com o diabetes e possivelmente até a sua cura, porém é preciso que o diabético esteja bem para usufruir desta evolução.


Fonte : http://www.advali.com.br/pais.aspx

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

“Cultive, cuide, queira bem, o resto vem.”

Ontem a partir de uma postagem de nossa amiga Nicole se abriu uma discussão entre as "Doces" Blogueiras sobre Responsabilidades e Livre-arbítrio diante de nossas escolhas de procedimento diante do diabetes e diante de nossas postagens e exposição aqui nos nossos Blogs... Parei um tempo pensar e refletir sobre tudo isso antes de comentar a sua postagem e achei muito importante reproduzir aqui....

Aqui está a postagem da Nicole...
Livre arbítrio x responsabilidade
 e essa foi minha posição e comentário na postagem dela....
Quer saber Nicole, muitas pessoas não entendem o sentido da contagem de carboidratos e muitos não param pra pensar e tentar entender como os alimentos “funcionam” no organismo (muitas vezes por preguiça ou por falta de informação)… Só quem pára para fazer isso pode entender o que você faz ou aliás o que NÓS fazemos…
MINHA FILHA TAMBÉM COME AÇUCAR e de todas as formas possíveis e imagináveis e garanto que não é nessas horas que suas glicemias dão picos perigosos, pois depois de um tempo, sabemos como cada alimento se comporta no organismo de nossas filhas e conseguimos contar os carboidratos ingeridos e “queimar” tudo que foi comido antes mesmo de a glicemia pensar em subir…
Elas (as glicemias) dão verdadeiros picos perigosos naquelas horas que menos esperamos… Na hora do exame no laboratório como aconteceu ontem, na hora que a febre está por vir, nas horas de grandes ansiendades e de tantas outras situações que não conseguimos mensurar a insulina ultra rápida a ser dada… Aí sim é problema!!!!
Para termos essa “liberdade” é que escolhemos seguir este caminho da contagem de CHO…
Responsabilidade e Livre-arbítrio são palavras que conhecemos bem!!!!
Por isso cultivamos nossos blogs (eu , vc, nildys, Sarah, Joana, Dani, Roberta, Tania, Mafalda, Docynho, Luciana e tantas outras doces blogueiras) e por isso conseguimos reunir tantas opiniões e trocas de experiências diárias… Ajudamos e somos muito ajudadas!!!! E isso é muito importante!!
Poucos são os que tem coragem (e competência suficiente) de dividir as vidas e as experiências (sejam boas ou ruins, certas ou erradas) como nós temos… Temos que nos orgulhar disso!!!
Como diria meu pai: “Tô contigo e não abro nem a pau!!!”
Beijos!!!!!
Gente, cada um tem a conduta que acha mais apropriada pra sua vida e para seu tratamento.
Não acho que o que faço com Julia seja o certo para o mundo inteiro, mas, com certeza acho que é o certo para ela e para o que eu quero para ela... E ela é uma criança extremamente feliz e satisfeita com a vida!!!!

E Viva a liberdade de opiniões!!!!!!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quando é que a vida fica mais simples?


Estávamos hoje eu e minhas amigas Nicole e Nathália, numa conversa no Facebook discutindo em como seria bom se pudéssemos tirar um mêsinho de férias do diabetes...
Acho que esse é um dos grandes sonhos da maioria dos diabéticos e de seus cuidadores...  Creio que esse tempinho daria, em nossos sonhos, para renovar as energias para os próximo 11 meses até que chegasse novamente o mês de férias.... 
Já pensaram como seria legal???rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
Como é bom sonhaaaaaaar!!!!! Afinal de contas não custa nada não é??

Estávamos falando sobre glicemias e controles glicêmicos e do quanto bate o desânimo quando lutamos e lutamos para fazer tudo certinho, controlar alimentação , fazer contagem de carboidratos, aplicações de insulina no horário e quantidades certas e pegamos o resultado de uma hemoglobina glicada, por exemplo, e dá muito acima da meta desejada...

O que acontece é que essa constante manutenção e atenção cansa qualquer ser humano da face da terra!!!! Os cuidados são horários e como diria a Lola (do Charlie&Lola) não tiram férias "NUNQUINHA, nunquinha mesmo"!!!... Na maioria das vezes se segue em frente com garra e determinação, mas tem dias que bate um desalento, uma sensação de impotência, dá um banzo danado!!! E haja paciência e equilibrio para lidar com tudo isso!!!!!

Então Quando abri meu e-mail hoje a noite e li esse texto, não resisti em colocá-lo aqui... 
Então aí vai para minhas Doces Amigas...
Quando é que a vida fica mais simples? 
Quando me perguntam "quando é que a vida fica mais simples?", eu respondo: não fica! Mas podemos aprender a lidar melhor com ela. Quando somos enviados ao planeta Terra, nós nos matriculamos na "escola da vida" para sempre - o que significa que enquanto estivermos respirando, a aula continua. Infelizmente, costumamos pensar que quando tivermos passado pela pré-escola, o primeiro grau, a puberdade... e começamos a trabalhar, a vida se tornará mais fácil. 
Tolice. Mas ninguém nos avisou disso; não é de admirar que fiquemos frustrados. Aí, olhamos para os outros, que a distância, nos dão a impressão de estar passando maravilhosamente; outro engano, porque eles também têm lá os seus problemas... Todos nós enfrentamos desafios constantemente... Então, como conseguir não enlouquecer? Isso vai depender da maneira como você lida com a vida. 
Pra começar, suba um degrau de cada vez; depois, nunca diga algo do tipo "não vou relaxar enquanto não...". Relaxe e aproveite a vida enquanto ainda está no meio do caminho. Outra coisa: pergunte constantemente "o que estou aprendendo com isso?". E lembre-se: ninguém jamais consegue arrumar a vida em compartimentos bem ordenados. 
As pessoas vêem a felicidade como uma espécie de miragem distante, como se estivessem se arrastando no deserto e à frente houvesse uma placa dizendo FELICIDADE... Isso não existe! A felicidade acontece agora, onde você está. Ou então imagine isso logicamente. Alguém afirma: "não dá pra ser feliz agora porque o banheiro está sendo reformado; mas no mês que vem...". 
Só que, no mês seguinte, as crianças pegam uma gripe, a gata fica no cio, os parentes vêm passar uma temporada em casa... E aí, essa pessoa continua dizendo... "quem sabe no próximo mês". 
Andrew Matthews, no livro "Siga seu coração"

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Como retomar uma boa dieta após os excessos

Festa, com certeza, foi o que não faltou. Foi festa de amigo secreto, de encerramento das aulas, de confraternização e, ainda, as ceias de Natal e de Ano Novo. Com tanta atividade, muita bebida e comida gostosa, é praticamente impossível que alguém tenha passado incólume pelo final do ano. Afinal, quem resiste a tantas tentações? Mas agora é que são elas. O ano está começando e os probleminhas estão aí, nos batendo à porta, ainda que não passem de uma leve dor na consciência ou uns quilinhos a mais.
Para quem sucumbiu aos prazeres natalinos, o negócio é seguir as dicas da nutricionista Daniéla Magro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e voltar mais que depressa a sua alimentação normal, com carnes magras, queijo branco light, frutas, legumes e muita verdura. Durante os primeiros dias após os excessos, deve-se evitar novo consumo de gorduras. Assim, é bom riscar do cardápio pós-festas as frituras, os empanados, queijos amarelos, sorvetes, bolos, manteiga, amêndoas, castanhas e carnes gordas, por exemplo.
Mas só isso não é suficiente para eliminar o excesso de gordura que fatalmente se ingeriu durante as festas. Afinal, as gorduras é que não faltaram nas nozes, nas castanhas, no tender, no leitão, no pernil, nos doces e em tudo o mais que enfeita as mesas de fim de ano. O ideal, aconselha Daniéla, é aumentar um pouco a freqüência das atividades físicas que o portador de diabetes já pratica normalmente, porque a atividade física ajuda a diminuir os quilos adquiridos e a melhorar a glicemia.
Assim, se a pessoa faz exercícios uma vez por dia, deve passar a fazer duas. Se for impossível reservar dois horários para essas atividades, deve-se aumentar um pouco o tempo normalmente dedicado aos exercícios em 15 a 20 minutos. Daniéla recomenda que, apesar dos exageros cometidos nos dias anteriores, não se deixe de fazer um lanche - ou tomar o café da manhã, se a atividade for praticada logo cedo - antes de iniciar a "malhação".
A nutricionista faz um lembrete. Em caso de hiperglicemia, se as taxas estiverem acima de 300 mg/dl, muitos médicos não recomendam a prática de exercícios físicos. Nesse caso, antes de fazer qualquer atividade física, a recomendação é de primeiro regularizar a glicemia em níves aceitáveis para a prática de exercícios e, depois, iniciá-los.
Ela também aconselha que a pessoa aumente a ingestão de líquidos: muita água, chás, limonadas com adoçante, tudo isso ajuda a manter a hidratação do corpo, tão necessária no período de verão. Sem esquecer que, se normalmente é necessário beber de 2 a 3 litros de água por dia, quando se aumenta a atividade física a quantidade de líquido também precisa aumentar. Para cada hora de exercício aeróbico (caminhadas, natação, ciclismo, dança), por exemplo, deve-se ingerir entre 800 ml e 1 litro de água.

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011 já chegou bombando!!!!

2011 já chegou bombando e com um convite inesperado de minha amiga Nicole, do blog Minha filha Diabética que me deixou super feliz...
Ela me chamou para fazer parceria com ela num projeto que vai ser super legal para a galera interessada em diabetes... 
Como grande parte das idéia geniais que ela tem, essa acho que vai dar super certo e vai ser muito útil para todos nossos leitores e amigos!!!!!
Nicole, obrigada pelo convite e por essa "cabecinha iluminada" que você tem!!!!!!
Já comecei muito bem esse ano novo!!!!!!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!!!


2010 foi um ano muito bom para nós!!! Aconteceram tantas coisas boas, que apesar de ter tido alguns tropeços também, as lembranças que ficaram são basicamente só positivas... Criei o Blog, conheci pessoas maravilhosas,  Jujuba cresceu e seu desenvolvimento está indo super bem, Meus pais estão bem e com saúde, meus irmão estão andando pelo caminho certo, Ganhamos dois sobrinhos lindos e os dois nossos afilhados, conseguimos finalmente fazer uma pequena reforminha em casa, e principalmente, finalmente conseguimos chegar com Julia numa hemoglobina glicada de 7%!!!!!
Porém, sempre esperamos um pouco mais do ano que está pra chegar, então, acho que acrescentaria às nossas vidas um pouco de paciência, um caminhão de bons controles, um rio de amor e um mar de saúde para nós e para todos aqueles que amamos... O resto corremos atrás!!!!

Feliz ano novo para todos aqueles que nos acompanham aqui nesse Blog e que em 2011 possamos cada vez mais nos comunicarmos, solidarizarmos e trocarmos muitas e muitas experiências!!!!

Obrigada por todo carinho sempre!!!!
Vocês não tem idéia de como depois da criação desse Blog minha vida mudou para muito melhor!!!!!!


Que nesse ano possamos sonhar,
E acreditar, de coração, que podemos realizar cada um de nossos sonhos,
Que esses sonhos possam ser compartilhados pelo bem,
E que eles tenham força de transformar velhos inimigos em novos amigos verdadeiros,
Que nesse ano possamos abraçar,
E repartir calor e carinho,
Que isso não seja um ato de um momento,
Mas a história de uma vida.
Que nesse ano possamos beijar,
E com os olhos fechados, tocar o sabor da alma,
Que tenhamos tempo para sentir toda a beleza da vida,
E que saibamos senti-la em cada coisa simples,
Que nesse ano possamos sorrir,
E contagiar a todos com uma alegria verdadeira,
Que não sejam necessárias grandes justificativas para nosso sorriso,
Apenas a brisa do viver,
Que nesse ano possamos cantar,
E dizer coisas da vida,
Que não sejam apenas músicas e letras, 
Mas que sejam canções e sentimentos,
Que nesse ano possamos agradecer,
E expressar a Deus e a todos: “Muito Obrigado!”,
Que nesse “todos” não sejam incluídos apenas os amigos,
Mas também aqueles que, nos colocando dificuldades, nos deram oportunidades de sermos melhores. 
E assim começamos mais um Ano Novo,
Um dia que nasce, um primeiro passo, um longo caminho, 
Um desafio, uma oportunidade e um pensamento:
“Que nesse ano sejamos, Todos, Muito Felizes!”


TUDO DE BOM PARA TODOS!!!!