quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Dr. Rogério: diabético há mais de 70 anos e sem complicações

Gente, Olha aí que lindo caso....
É lendo casos como esse que vemos que com um bom controle e muita informação tudo vai dar certo!!
Dr. Rogério de Oliveira
Nascido em 1932 e diabético sem nenhuma complicação desde 1935, o professor e Dr. Rogério Francisco Corrêa de Oliveira é um exemplo de luta pela vitória que vem sendo conquistada a cada dia. Em 07 de novembro de 2008, Rogério completou 73 anos de dependência de insulina, por isso foi homologado pelo RankBrasil.

Sua diabetes do tipo 1 apareceu aos três anos de idade, quando seus pais estavam de férias em Lisboa. O médico lisboeta fez o que nenhum médico deveria fazer: seu filho é portador de Diabetes Mellitus, doença grave e lhe provocará complicações graves. Existe um tratamento novo, com insulinas, mas elas não impedirão essas complicações, falou frontalmente para os pais de Rogério, que ficaram estarrecidos e em pânico. A vida de Rogério mudou totalmente totalmente, e sua mãe o retinha em casa achando que, assim, ela o protegeria das complicações. Foi para o colégio Santo INÁCIO por instancia de deu médico Dr. Carlos Jorge, que falou com sua mãe para liberá-lo ,e o responsabilizar. Ele, como seu médico lhe mostraria como fazer os testes de glicosúrias e como tomar as insulinas, a NPH e a Regular bovinas. Este mau período fizeram com que Rogério virasse um traça, e daí amante dos livros, um ledor e estudioso por prazer, e até se transformou em escritor, o que faz com imenso prazer Atualmente, com 73 anos, além de professor de pós-graduação em Endocrinologia da Universidade Estácio de Sá, é também professor-orientador no Hospital da Lagoa, bem como atende em consultório particular. 
Consegue ser médico e paciente, misturados em uma só pessoa, demonstrando que, com disciplina e força de vontade é possível ter uma vida plena e proveitosa. 
Na rotina diária deste pai, professor e médico, incluem-se atividades físicas, dieta balanceada e agradável, automonitorizações freqüentes, monetarizações laboratoriais e outras tantas dicas que podemos encontrar em seus oitavo livros já publicados, sendo os dois últimos publicados pela Editora Ciência Moderna EU E A DIABETES e SEXO E SAÚDE, e o último está em correção final: O DOCE AMARGO DA VIDA, cuja 2ª edição foi em 1988 e agora é oferecida em uma edição atualizada e comentada.. 
“Sem os diabético a vida seria menos doce, e é por eles que trabalho e mantenho as minhas ambições”, comenta Rogério, na contra capa do título: “Eu e a Diabetes”, que relata de uma maneira leve e de fácil leitura as diversas formas de lidar com a situação. 
Tanto nas suas entrevistas ou nas suas palestras, procura estimular diabéticos a se controlarem bem e levarem uma vida produtiva, “lembro que saúde é uma conquista diária e que disciplina é a quantidade de amor que cada um se dedica por dia. Não devemos nos preocupar e sim nos ocupar”, comenta. 
“O Doce Amargo da Vida”, lançado em 1992 pela Editora Nova Fronteira, enfatiza o depoimento de um médico que aprendeu a conviver com o diabetes, falando sobre uma infância feliz e infeliz, juventude problemática e por fim, as vitórias, a coragem de prosseguir e como a vida continuou. 
Fez a primeira Colônia de Férias para Crianças e Adolescentes Diabéticos em 1978. Deu cursos, aulas, entrevistas, escreveu livros de auto-ajuda, produziu 68 trabalhos médicos, apresentou muitos em congressos nacionais e estrangeiros, organiza congresso de diabetes, curso continuado para diabéticos e familiares, e ainda luta por patrocínios para pesquisas de células tronco para diabéticos e idosos. 
“Acho que mostrei ao mundo que sou um diabético consciente, logo, bem controlado, e sempre apontei o caminho para se conseguir isto. Esta premiação veio para fortalecer meu exemplo de bom controle para que muitos o possam seguir”, diz Rogério.
Rogério foi Vice-Presidente da SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA por 4 vezes e Vice-presidente da SOCIEDADE BRASILERIA DE DIABETES por 3 vezes (Presidentes Armando Puppo, Thomaz Cruz e Antonio Literário) e foi convidado para representar o BRASIL, nos Congressos Internacionais de Diabetes de HELSINK (FINLANDIA) e PARIS (FRANÇA), tendo sido entrevistado pela imprensa local demonstrando o valor de controlar bem o diabetes, transformando-o não num inimigo mas sim num amigo, pois é melhor dormir com uma amiga do que com um inimigo. 
Fundou duas associações para diabéticos, a primeira em 1967 (ADILA = Associação dos Diabéticos da Lagoa), no Hospital da Lagoa e a segunda em 1970 (ADCERJ = Associação dos Diabéticos Conscientes do Estado do Estado do Rio de Janeiro), a primeira Associação para diabéticos de Clínica particular, ambas ajudando a muitos diabéticos a entrarem no caminho do bom controle.)
Não satisfeito com o que já realizou, Rogério está idealizando junto com o Prof. Radovan Bojorevik, do fundão, e Dr. Gerson Cota Pereira, da Santa Casa, pesquisa com células tronco, mais possível e promissora
Como tudo é possível com perseverança, podemos chegar lá. Ele está a espera de patrocínio para ir em frente, e também joga em números da Megasena e etc com esta finalidade.
Rogério divorciou-se da Dra. Rejane e vive agora com Evaneide Sales de Lima há 6 anos, e estão conseguindo realizar o sonho de todos: um calmo amor prestante.
Rogério sempre diz para seus alunos e pacientes, que o diabético deve levar uma vida saudável, com alimentação prazerosa, atividade física diária(de sua preferência), virar um caçador de glicemias com freqüentes automonitorizações e se a glicemia estiver elevada dar um tiro de insulina de ação ultra-rápida (análogas)e de ação prolongada de base (análogas), se estiver baixa um tiro de açúcar, reconhecer suas hipoglicemias precocemente e tratá-las com açúcar, e aprender bastante sobre diabetes lendo e freqüentando reuniões de Associações para diabéticos. Daí podemos passar de diabéticos mal controlados, inconseqüentes e doentes para diabéticos saudáveis e conscientes.Dá trabalho, dá e muito, mas vale a pena e podemos nos dar de modelos para aqueles que não conseguiram serem controlados, revela Rogério em suas aulas e palestras
Rogério diz que ser controlado é sentir-se bem consigo mesmo, manter os níveis da Hemoglobina Glicada abaixo de 7% (mede a média das glicemias dos últimos dois meses) , a frutosamina abaixo de 3 (mede a média das glicemias nas últimas 3 semanas) , exames que devem ser realizados a cada 2 meses. Se estes valores estiverem elevados, não adianta se criticar e ficar com culpa, mas sim analisar, junto com seu médico, os possíveis fatores que levaram a estes resultados e tentar o bom caminho.
Diversas descobertas foram feitas e continuam a serem feitas, como tatuagem no punho que varia de cor conforme o valor da glicemia, permitindo controlar a glicemia rapidamente conforme os resultados da cor que vai aparecer na tatuagem. Esta descoberta foi relatada no Portal Diabetes, feita na Inglaterra e deverá estar pronta para nosso uso em aproximadamente dois anos. 
Rogério nunca deu muito valor às variações das glicemias, que acontecem também nos não diabéticos, mas sim não deixar que a glicemia fique elevada por muito tempo – isto sim, levará à complicações que nenhum de nós pretende ser portador. 
Rogério refere que todos devem realizar sua tarefa até o último suspiro, e morre em vida quem perde seus sonhos e metas, e vira uma pessoa sem vida, sem emoções, na monotonia da repetição de uma vida descolorida.
Chamando Charles Chaplin, que vivia intensamente e que dizia: Morre o que deixa de amar ! 
Equipe do RANKBRASIL terminou o depoimento de Rogério escrevendo:
Dinâmico e audacioso, Rogério não ficou no conformismo de “homem doente”, foi à luta e nos passa grandes lições de vida. 

Achei também essa entrevista...



“Quem monitora adequadamente o diabetes tem muito mais chances de ter uma vida longa e feliz”.
 O diabetes não pode nos derrubar física e emocionalmente, se nós permitirmos.  Ele deve ser visto de forma realista, como qualquer outra deficiência de nosso organismo. A incapacidade do pâncreas para produzir insulina, jamais poderá ser encarada como um mal limitante às nossas aptidões e desejos.
 O diabetes não é sinônimo e nunca será culpado por nossa infelicidade e frustrações. Aos 71 anos, dos quais 68 muito bem vividos com diabetes tipo 1, o endocrinologista e escritor Dr. Rogério Oliveira é um dos exemplos de que o diabetes não impede o sucesso, e nem prejudica a saúde, se for bem controlado.
 Para ele, as dificuldades ocorrem, quando a pessoa se permite ostentar um comportamento pessimista e usa o diabetes como desculpa para os seus fracassos afetivos e profissionais. Com bom-humor e otimismo, nesta entrevista o médico dá informações e dicas interessantes para quem tem diabetes.
 Como foi diagnosticado seu diabetes e como era tratado naquela época?
 - Dr. Rogério: Há 68 anos, quando estava com 3 anos, caí de uma cadeira e cinco dias depois, comecei a urinar muito, beber muita água e emagrecer, apesar de comer bastante. Minha mãe estranhou ver formigas nas fraldas que estavam para ser lavadas.
 O pediatra diagnosticou diabetes mellitus e mandou-me a um especialista, o qual com sua franqueza rude disse a meus pais estarrecidos: “Seu filho tem diabetes, é grave e leva a muitas complicações. Existe um novo hormônio, a insulina, que poderá ajudar seu filho, mas as complicações virão”. Não preciso nem dizer que a dedicação dos meus pais foi fundamental e eu sou prova viva que a “profecia” dada pelo especialista não se concretizou.
 O diabetes teve influência em sua escolha profissional?
 - Dr. Rogério: Sim. Escolhi Medicina e optei pela Endocrinologia por ter diabetes. Queria ajudar aos outros e, assim, me ajudar e aprender cada vez mais sobre o assunto.
 Consegue se imaginar voltando no tempo e tendo de viver sem os testes de glicemia?
 - Dr. Rogério: Eu nunca fiquei sem monitorização. No início havia necessidade de ferver o tubo de ensaio com gotas de urina em um dedo do reativo, e depois verificar as cores em uma tabela e montarmos o esquema do controle fisiológico. Toda vez que urinava, pesquisava a glicosúria e tomava doses crescentes de insulina R, conforme os resultados. Sem auto-monitorização não há possibilidade de controle metabólico.
 Quais são os “segredos” do bom controle de glicemia?
 - Dr. Rogério: Alimentação saudável, manter o peso ideal ou o IMC (Índice de Massa Corporal) entre 20 e 25; atividade física diária de sua preferência, uso de antidiabéticos orais e/ou insulinas, auto-monitorização diária e monitorização laboratorial, a cada 3 meses; “cuca fresca”, resolvendo os problemas à medida que vão surgindo, sem guardar rancores, invejas, mágoas, procurar meditar sobre coisas boas, metas, realizações, ter sempre em mente que a saúde e a felicidade são conquistas diárias.
 Por que monitorar a glicemia? Qual a freqüência e o melhor horário para os testes?
 - Dr. Rogério: O pâncreas de uma pessoa que tem diabetes analisa a glicemia permanentemente, aumentando ou diminuindo a liberação da insulina conforme os valores. Quem tem diabetes não possui este mecanismo de auto-regulação, daí a necessidade de imitar a fisiologia com testes múltiplos que norteiam a dosagem adequada da medicação, e não ter preguiça de se automonitorizar.
 O ideal é medir a glicemia antes do café, do almoço, do jantar, da ceia, quando for comer ou beber alguma coisa extra, e na dúvida de hipoglicemia.
 Quais as metas (valores) a serem atingidos para manter a glicemia sob controle e evitar as complicações do diabetes?
 -Dr. Rogério: Manter a hemoglobina glicada abaixo de 7%, exame que deve ser realizado a cada 3 meses.
 O que é importante avaliar antes de escolher o sistema de monitorização?
 - Dr. Rogério Oliveira: Eficácia, comodidade, tamanho, rapidez, facilidade de colocar a pequena gota de sangue na tira reagente.
 Qual a importância das visitas periódicas ao médico?
 - Dr. Rogério: É útil para corrigir deslizes, avaliar o aparecimento de alguma intercorrência. É muito importante que haja uma forte empatia entre médico e paciente, pois isso vai ajudar bastante.
 Quais as principais dicas, como usuário de auto-monitorização e como paciente?
 -Dr. Rogério: Sem ela a vida praticamente seria impossível e povoada de complicações agudas e crônicas.
 O diabetes atrapalhou sua carreira profissional ou sua vida pessoal?
 - Dr. Rogério: O diabetes me ajudou muito. Ensinou-me a ser disciplinado, a dedicar amor e a compreender melhor todos os meus pacientes, a levar uma vida sadia e produtiva. Tive dois irmãos que não tinham diabetes e que, infelizmente, faleceram de complicações vasculares por levarem vidas desregradas.
 Daí chamo o diabetes de um grande companheiro, que vive e dorme sempre comigo. Ele respeita e eu o respeito.
 Dicas para o bom controle:
  •  Optar por uma alimentação saudável.
  •  Manter o peso ideal ou o IMC (Índice de Massa Corporal) entre 20 e 25.
  •  Fazer atividade física regularmente.
  •  Seguir as recomendações médicas.
  •  Fazer auto-monitorização diária e monitorização laboratorial, a cada 3 meses.
  •  Viver De Bem com a Vida.
  Qual o conselho para quem está tendo o diagnóstico agora?
 - Dr. Rogério: Freqüente uma Associação de Diabetes mais próxima e procure conversar com pessoas de sua idade e bem controladas, nunca aceite conselhos ou sugestões terroristas e inverdades sobre o diabetes.
 Quando alguém falar mal, diga-lhe que existem dois tipos de indivíduos com diabetes: os bem controlados, sem riscos de complicações (eu faço parte deste grupo); e os mal controlados, que pagam um alto tributo pela sua rebeldia na aceitação. Eu convido o leitor a fazer parte do meu time!
 Fonte: Revista “De Bem com a Vida” (Roche Diagnostica do Brasil)   www.roche.com.br

Dr. Rogério Faleceu em Março deste ano com 77 anos de idade e 73 anos de diabetes durante a realização de uma cirurgia cardíaca no Rio de Janeiro...

7 comentários:

  1. Com certeza, um grande exemplo pra todos nós!

    :)

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  2. Carol, desejo a vc e a toda a sua família um 2011 cheio de coisas boas... Que tudo dê certo com a sua jujubinha e que ela traga muitas felicidades a vcs!!! Feliz Ano Novo!!!!

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  3. Tive o prazer de consultar minha filha Ana Lídia com Dr°Rogério no início de 2010, recém diagnosticada. Com a frase: O DIABETES traz qualidade de vida p/ toda família..ele transformou a nossa visão sobre o que teríamos de enfrentar pela frente.Estava realizando experiência com minha filha, no entanto foi ao encontro dos anjos.Mas agradeço muito pelo pouco tempo conosco e pelo muito que nos presenteou.Tenho os livros..LEIAM...faz a diferença!!!

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  4. É COM GRANDE PESAR QUE FALO DO FALECIMENTO DO QUERIDO Drº ROGÉRIO DE OLIVEIRA.LEMBRO-ME PERFEITAMENTE QUANDO ESTIVE PELA PRIMEIRA VEZ NO CONSULTÓRIO,TINHA SOMENTE 21 ANOS,ACOMPANHADA DO MEU PAI,TAMBÉM MÉDICO,Drº ROGÉRIO FOI UM VERDADEIRO PAI,E NA ÉPOCA DO MEU ATENDIMENTO,Drº ROGÉRIO RECUPERAVA-SE DO FALECIMENTO DO SEU SEGUNDO FILHO.QUE LÁSTIMA O SEU FALECIMENTO,PERDEMOS PARA DEUS UM VERDADEIRO MESTRE.DESEJO PENSAR QUE Drº ROGÉRIO SAIU DO NOSSO ESPAÇO PARA AUXILIAR DEUS !

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    1. Foi realmente uma pena! Uma grande perda!!!!

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  5. ESTA SEMANAME SENTI ÓRFÃO DE PAI,FIQUEI SABENDO DA MORTE DO DRºROGÉRIO DE OLIVEIRA.É MUITO TRISTE,UM PROFISSIONAL DE EXTREMA COMPETENCIA IMENSURÁVEL . . .PREFIRO PENSAR QUE DEUS O QUERIA DO LADO DELE,PARA QUE PUDESSE AJUDAR EM TAREFAS PESADAS,INDIVÍDUO DE ENORME LUTA.SENTIREMOS MUITA SAUDADES !

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